O Simples Nacional continua sendo um dos regimes tributários mais vantajosos para micro e pequenas empresas. Ele unifica tributos em uma única guia, o DAS, simplifica rotinas e pode reduzir a carga tributária quando o enquadramento é feito corretamente.
Ainda assim, muitos empresários cometem erros que podem levar ao desenquadramento do Simples Nacional. E isso pode significar aumento de impostos, multas, mais burocracia e necessidade de migração para outro regime tributário.
Se você quer entender todas as regras do regime, consulte também nosso guia completo do Simples Nacional. Neste artigo, o foco está nos erros mais comuns que colocam empresas em risco de exclusão em 2026.
Índice do conteúdo
- Erro 1: ultrapassar o limite de faturamento
- Erro 2: atuar com atividade incompatível ou CNAE incorreto
- Erro 3: acumular débitos tributários
- Erro 4: esquecer obrigações acessórias
- Erro 5: ignorar o Fator R
- Erro 6: misturar finanças pessoais e da empresa
- Erro 7: não ter acompanhamento contábil especializado
- Perguntas frequentes
Erro 1: ultrapassar o limite de faturamento
O limite anual do Simples Nacional permanece em R$ 4,8 milhões. Se a empresa ultrapassar esse teto, pode ser desenquadrada do regime e obrigada a recolher tributos por outra sistemática.
O problema é que muitos empreendedores acompanham apenas o caixa do mês e deixam de monitorar a receita acumulada dos últimos 12 meses. Isso aumenta o risco de surpresa no fechamento do ano e pode comprometer o planejamento tributário.
Para entender faixas, anexos e alíquotas, consulte também a Tabela do Simples Nacional 2026 e o conteúdo sobre limite e sublimites do Simples Nacional.
Erro 2: atuar com atividade incompatível ou CNAE incorreto
Nem toda atividade econômica pode permanecer no Simples Nacional da mesma forma, e um CNAE incorreto pode causar tributação errada, problemas cadastrais e até risco de exclusão.
Isso costuma acontecer quando a empresa amplia sua atuação, altera serviços prestados ou abre o CNPJ sem revisar corretamente a atividade principal e as secundárias.
Antes de definir ou alterar atividades, veja nosso conteúdo sobre CNAE no Simples Nacional e consulte a tabela de CNAEs permitidos.
Erro 3: acumular débitos tributários
Débitos com Receita Federal, Estado ou Prefeitura podem colocar a permanência da empresa no Simples em risco. Em muitos casos, a regularização precisa ser feita dentro do prazo oficial para evitar exclusão.
Além do imposto principal, o problema pode envolver multas, juros e pendências antigas não acompanhadas pela empresa. Quando isso se acumula, o impacto financeiro cresce rapidamente.
Para manter o regime regular, vale acompanhar a apuração mensal, emitir corretamente o DAS do Simples Nacional e revisar eventuais pendências com apoio contábil.
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Erro 4: esquecer obrigações acessórias
Muitas empresas focam apenas no pagamento dos impostos e esquecem as obrigações acessórias do regime, como a entrega de informações no PGDAS-D e na DEFIS. A omissão dessas obrigações pode gerar multas e abrir caminho para problemas cadastrais e fiscais.
Esse é um dos pontos em que uma operação mais organizada faz diferença. Quando há rotina contábil estruturada, o risco de perder prazo diminui bastante.
Se você está avaliando suporte contábil, compare também contabilidade online x contabilidade tradicional e veja como esse tipo de acompanhamento pode ajudar no controle das obrigações.
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Erro 5: ignorar o Fator R
Empresas de serviços precisam acompanhar de perto o Fator R. Essa regra considera a relação entre a folha de pagamento e a receita bruta dos últimos 12 meses e pode alterar o anexo de tributação aplicável.
Quando essa análise não é feita corretamente, a empresa pode pagar mais imposto do que deveria. Isso é especialmente relevante para áreas como saúde, tecnologia, consultoria, marketing e outros serviços intelectuais.
Para entender quando a folha pode ajudar a reduzir a carga tributária, consulte também o conteúdo sobre Simples Nacional para prestadores de serviço.
Erro 6: misturar finanças pessoais e da empresa
Misturar contas pessoais com contas da empresa prejudica o controle financeiro, dificulta a conciliação contábil e pode gerar inconsistências em relatórios, distribuição de lucros e apuração de impostos.
Além de afetar a gestão do negócio, essa confusão também aumenta o risco de erros fiscais e decisões equivocadas sobre faturamento, retirada de pró-labore e margem real da empresa.
Uma rotina financeira separada e organizada ajuda a empresa a crescer com mais segurança e previsibilidade.
Erro 7: não ter acompanhamento contábil especializado
Muitos empresários tentam gerenciar sozinhos a parte tributária e acabam errando em pontos que parecem simples, como emissão de guia, enquadramento em anexo, revisão de CNAE, controle de faturamento e envio de declarações.
O acompanhamento de especialistas é importante justamente para evitar falhas que custam caro e manter a empresa dentro das regras do Simples Nacional.
Se você também está avaliando a contratação do serviço, veja os erros mais comuns ao contratar contabilidade online.
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FAQ – Perguntas frequentes sobre erros no Simples Nacional
1. Qual é o limite de faturamento do Simples Nacional em 2026?
O teto anual continua em R$ 4,8 milhões. Acima desse valor, a empresa pode ser desenquadrada do regime, conforme a regra aplicável ao excesso e ao momento da ultrapassagem.
2. Posso voltar para o Simples Nacional depois de ser excluído?
Em muitos casos, sim. A empresa precisa regularizar as pendências e solicitar nova opção no período permitido, normalmente em janeiro, observando as regras vigentes.
3. Dívidas pequenas também podem causar exclusão do Simples?
Sim. Pendências tributárias não regularizadas podem comprometer a permanência no regime, independentemente de parecerem pequenas no início.
4. O Fator R vale para toda empresa do Simples Nacional?
Não. Ele se aplica a grupos específicos de atividades de prestação de serviços, mas pode mudar bastante a tributação dessas empresas.
Conclusão
Ser excluído do Simples Nacional pode aumentar a carga tributária da empresa, ampliar a burocracia e comprometer o planejamento financeiro do negócio. Por isso, acompanhar faturamento, manter obrigações em dia, revisar o enquadramento e monitorar o Fator R são cuidados essenciais.
Para aprofundar o tema, veja também nosso guia completo do Simples Nacional e entenda como evitar erros que levam ao desenquadramento.
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