7 erros que fazem pequenas empresas serem excluídas do Simples Nacional em 2026

7 erros que fazem pequenas empresas serem excluídas do Simples Nacional em 2026

Publicado em22/08/2025

Tempo leitura8min 12s

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O Simples Nacional continua sendo um dos regimes tributários mais vantajosos para micro e pequenas empresas. Ele unifica tributos em uma única guia, o DAS, simplifica rotinas e pode reduzir a carga tributária quando o enquadramento é feito corretamente.

Ainda assim, muitos empresários cometem erros que podem levar ao desenquadramento do Simples Nacional. E isso pode significar aumento de impostos, multas, mais burocracia e necessidade de migração para outro regime tributário.

Se você quer entender todas as regras do regime, consulte também nosso guia completo do Simples Nacional. Neste artigo, o foco está nos erros mais comuns que colocam empresas em risco de exclusão em 2026.

Índice do conteúdo

Erro 1: ultrapassar o limite de faturamento

O limite anual do Simples Nacional permanece em R$ 4,8 milhões. Se a empresa ultrapassar esse teto, pode ser desenquadrada do regime e obrigada a recolher tributos por outra sistemática.

O problema é que muitos empreendedores acompanham apenas o caixa do mês e deixam de monitorar a receita acumulada dos últimos 12 meses. Isso aumenta o risco de surpresa no fechamento do ano e pode comprometer o planejamento tributário.

Para entender faixas, anexos e alíquotas, consulte também a Tabela do Simples Nacional 2026 e o conteúdo sobre limite e sublimites do Simples Nacional.

Erro 2: atuar com atividade incompatível ou CNAE incorreto

Nem toda atividade econômica pode permanecer no Simples Nacional da mesma forma, e um CNAE incorreto pode causar tributação errada, problemas cadastrais e até risco de exclusão.

Isso costuma acontecer quando a empresa amplia sua atuação, altera serviços prestados ou abre o CNPJ sem revisar corretamente a atividade principal e as secundárias.

Antes de definir ou alterar atividades, veja nosso conteúdo sobre CNAE no Simples Nacional e consulte a tabela de CNAEs permitidos.

Erro 3: acumular débitos tributários

Débitos com Receita Federal, Estado ou Prefeitura podem colocar a permanência da empresa no Simples em risco. Em muitos casos, a regularização precisa ser feita dentro do prazo oficial para evitar exclusão.

Além do imposto principal, o problema pode envolver multas, juros e pendências antigas não acompanhadas pela empresa. Quando isso se acumula, o impacto financeiro cresce rapidamente.

Para manter o regime regular, vale acompanhar a apuração mensal, emitir corretamente o DAS do Simples Nacional e revisar eventuais pendências com apoio contábil.

Não corra o risco de pagar impostos a mais. Conte com especialistas da contabilidade.com desde o início.

Erro 4: esquecer obrigações acessórias

Muitas empresas focam apenas no pagamento dos impostos e esquecem as obrigações acessórias do regime, como a entrega de informações no PGDAS-D e na DEFIS. A omissão dessas obrigações pode gerar multas e abrir caminho para problemas cadastrais e fiscais.

Esse é um dos pontos em que uma operação mais organizada faz diferença. Quando há rotina contábil estruturada, o risco de perder prazo diminui bastante.

Se você está avaliando suporte contábil, compare também contabilidade online x contabilidade tradicional e veja como esse tipo de acompanhamento pode ajudar no controle das obrigações.

Veja nossos planos e preços e entenda como funciona o suporte contábil da contabilidade.com.

Erro 5: ignorar o Fator R

Empresas de serviços precisam acompanhar de perto o Fator R. Essa regra considera a relação entre a folha de pagamento e a receita bruta dos últimos 12 meses e pode alterar o anexo de tributação aplicável.

Quando essa análise não é feita corretamente, a empresa pode pagar mais imposto do que deveria. Isso é especialmente relevante para áreas como saúde, tecnologia, consultoria, marketing e outros serviços intelectuais.

Para entender quando a folha pode ajudar a reduzir a carga tributária, consulte também o conteúdo sobre Simples Nacional para prestadores de serviço.

Erro 6: misturar finanças pessoais e da empresa

Misturar contas pessoais com contas da empresa prejudica o controle financeiro, dificulta a conciliação contábil e pode gerar inconsistências em relatórios, distribuição de lucros e apuração de impostos.

Além de afetar a gestão do negócio, essa confusão também aumenta o risco de erros fiscais e decisões equivocadas sobre faturamento, retirada de pró-labore e margem real da empresa.

Uma rotina financeira separada e organizada ajuda a empresa a crescer com mais segurança e previsibilidade.

Erro 7: não ter acompanhamento contábil especializado

Muitos empresários tentam gerenciar sozinhos a parte tributária e acabam errando em pontos que parecem simples, como emissão de guia, enquadramento em anexo, revisão de CNAE, controle de faturamento e envio de declarações.

O acompanhamento de especialistas é importante justamente para evitar falhas que custam caro e manter a empresa dentro das regras do Simples Nacional.

Se você também está avaliando a contratação do serviço, veja os erros mais comuns ao contratar contabilidade online.

Tire suas dúvidas sobre regime tributário, Simples Nacional e abertura de empresa com nossos consultores.

FAQ – Perguntas frequentes sobre erros no Simples Nacional

1. Qual é o limite de faturamento do Simples Nacional em 2026?
O teto anual continua em R$ 4,8 milhões. Acima desse valor, a empresa pode ser desenquadrada do regime, conforme a regra aplicável ao excesso e ao momento da ultrapassagem.

2. Posso voltar para o Simples Nacional depois de ser excluído?
Em muitos casos, sim. A empresa precisa regularizar as pendências e solicitar nova opção no período permitido, normalmente em janeiro, observando as regras vigentes.

3. Dívidas pequenas também podem causar exclusão do Simples?
Sim. Pendências tributárias não regularizadas podem comprometer a permanência no regime, independentemente de parecerem pequenas no início.

4. O Fator R vale para toda empresa do Simples Nacional?
Não. Ele se aplica a grupos específicos de atividades de prestação de serviços, mas pode mudar bastante a tributação dessas empresas.

Conclusão

Ser excluído do Simples Nacional pode aumentar a carga tributária da empresa, ampliar a burocracia e comprometer o planejamento financeiro do negócio. Por isso, acompanhar faturamento, manter obrigações em dia, revisar o enquadramento e monitorar o Fator R são cuidados essenciais.

Para aprofundar o tema, veja também nosso guia completo do Simples Nacional e entenda como evitar erros que levam ao desenquadramento.

Fale agora com a contabilidade.com e descubra como manter sua empresa no Simples Nacional com mais segurança em 2026.

Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Empreendedor serial e CEO da Contabilidade.com, plataforma contábil completa para CNPJs. Também é sócio-fundador do Contbank, primeira solução de BPO e Gestão Financeira Simplificada com Inteligência Artificial e Open Finance. Em 2018, fundou a Wabbi Software, primeira plataforma contábil em nuvem do Brasil, posteriormente vendida à ContaAzul, onde se tornou sócio e acionista. Além da carreira empreendedora, é pesquisador, com Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e Doutorado em Psicologia pela PUC/SP. Autor de diversos livros e pesquisas sobre campos informacionais e intuição, é fundador da Associação Oriont, dedicada ao estudo da consciência. Editor e coautor do livro científico “Information Fields Theory and Applications: Quantum Communication in Physics and Biology” (Springer Nature, 2025) e autor de “Intuição: do mistério à maestria”, obra que conecta ciência, percepção e autoconhecimento. Com muita experiência na interseção entre tecnologia, finanças, psicologia e inovação, Erico Azevedo é referência em liderança, empreendedorismo e inovação organizacional no Brasil e no exterior.

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