CNAE 3313-9/02 – Manutenção e reparação de baterias e acumuladores elétricos: pode ser MEI? quanto paga e quando desenquadrar do MEI

CNAE 3313-9/02 – Manutenção e reparação de baterias e acumuladores elétricos: pode ser MEI? quanto paga e quando desenquadrar do MEI

Publicado em19/05/2026

Tempo leitura11min 54s

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O CNAE 3313-9/02 – Manutenção e reparação de baterias e acumuladores elétricos, exceto para veículos é uma das atividades permitidas no MEI em 2026 e se aplica a profissionais que realizam serviços técnicos de manutenção e reparo em baterias estacionárias, acumuladores elétricos, no-breaks e sistemas de energia não automotivos.

Apesar de poder ser enquadrada como Microempreendedor Individual (MEI), essa atividade exige atenção aos limites do regime, ao tipo de serviço prestado e ao momento certo de migrar para Microempresa (ME). Para entender melhor, consulte o guia completo sobre MEI em 2026, a Tabela e CNAEs do MEI e o conteúdo sobre regime tributário ideal para sua empresa.

Índice

Esse CNAE pode ser MEI?

Sim, o CNAE 3313-9/02 pode ser MEI. A atividade consta como manutenção e reparação de baterias e acumuladores elétricos, exceto para veículos, e pode ser utilizada por profissionais independentes que atuam com esse tipo de serviço técnico.

Na prática, o MEI pode funcionar para atuações menores e individuais. Porém, se houver crescimento de faturamento, contratos recorrentes, contratação de equipe ou maior complexidade operacional, pode ser necessário migrar para Microempresa.

Resumo tributário do CNAE 3313-9/02

ItemInformação
MEIPermitido
ISSSim
ICMSNão
Regime após desenquadramentoSimples Nacional
AnexoAnexo III
Alíquota inicial6%
Fator RNão se aplica

Quanto o MEI paga nessa atividade

Como essa é uma atividade de prestação de serviços, o MEI normalmente paga o DAS mensal com INSS e ISS. Em 2026, o cálculo parte de R$ 81,05 de INSS, com acréscimo de R$ 5,00 de ISS, quando aplicável.

A guia pode ser emitida pelo PGMEI, no ambiente do Simples Nacional ou pelos canais oficiais do governo.

Tabela do Simples Nacional para o CNAE 3313-9/02

Após o desenquadramento do MEI, essa atividade normalmente passa a ser tributada pelo Anexo III do Simples Nacional, com alíquota inicial de 6%.

FaixaReceita bruta em 12 mesesAlíquotaParcela a deduzir
1ª faixaAté R$ 180.000,006%R$ 0,00
2ª faixaDe R$ 180.000,01 a R$ 360.000,0011,20%R$ 9.360,00
3ª faixaDe R$ 360.000,01 a R$ 720.000,0013,50%R$ 17.640,00
4ª faixaDe R$ 720.000,01 a R$ 1.800.000,0016%R$ 35.640,00
5ª faixaDe R$ 1.800.000,01 a R$ 3.600.000,0021%R$ 125.640,00
6ª faixaDe R$ 3.600.000,01 a R$ 4.800.000,0033%R$ 648.000,00

Para conferir todas as faixas e simular o imposto corretamente, consulte a Tabela do Simples Nacional 2026 e utilize a Calculadora de Impostos.

O que essa atividade faz na prática

Esse CNAE abrange a manutenção e reparação de baterias e acumuladores elétricos, exceto os utilizados em veículos. Na prática, pode envolver serviços em baterias estacionárias, sistemas de energia, acumuladores industriais, no-breaks, equipamentos residenciais e estruturas elétricas não automotivas.

É uma atividade comum para profissionais técnicos que prestam serviços a empresas, condomínios, indústrias, comércios, prestadores de manutenção e usuários de sistemas elétricos que dependem de armazenamento de energia.

Atividades permitidas

  • Manutenção de baterias estacionárias
  • Reparação de acumuladores elétricos
  • Manutenção preventiva de baterias não automotivas
  • Manutenção corretiva de baterias e acumuladores
  • Serviços técnicos em baterias de no-breaks
  • Manutenção de acumuladores usados em sistemas industriais
  • Serviços em baterias utilizadas em sistemas residenciais ou comerciais de energia
  • Recarga e recuperação técnica de baterias, quando compatíveis com a atividade

Atividades não permitidas nesse CNAE

  • Manutenção e reparação de baterias automotivas, classificadas no CNAE 4520-0/03
  • Serviços elétricos em veículos automotores
  • Comércio de baterias e acumuladores elétricos
  • Fabricação de baterias, pilhas e acumuladores elétricos
  • Instalação elétrica predial ou industrial não relacionada ao reparo de baterias
  • Serviços de engenharia elétrica com responsabilidade técnica própria, quando exigirem outro enquadramento

Limites do MEI para essa atividade

Mesmo sendo um CNAE permitido no MEI, essa atividade continua sujeita aos limites gerais do regime:

  • Faturamento máximo de R$ 81 mil por ano
  • Apenas 1 funcionário
  • Não pode ter sócio
  • Não pode participar de outra empresa como sócio ou administrador

Esses limites fazem com que o MEI seja mais adequado para profissionais independentes, com operação simples e baixo volume de faturamento. Se a atividade passar a envolver contratos recorrentes, atendimento a empresas maiores ou mais estrutura operacional, pode ser mais seguro migrar para Microempresa.

Quando desenquadrar do MEI

O desenquadramento do MEI pode acontecer quando o empreendedor ultrapassa o limite anual de faturamento, passa a ter sócio, contrata mais de um funcionário ou começa a exercer atividade incompatível com o regime.

Se o faturamento ultrapassar o limite em até 20%, o desenquadramento costuma ocorrer a partir do ano seguinte. Se ultrapassar acima de 20%, os efeitos podem ser retroativos, gerando recolhimento de impostos como Microempresa desde o início do ano-calendário.

Entenda melhor neste guia: Ultrapassei o limite do MEI: e agora?.

Quando vale abrir como ME direto

Em muitos casos, abrir como Microempresa desde o início pode ser mais vantajoso do que começar como MEI. Isso costuma acontecer quando:

  • o faturamento esperado ultrapassa ou se aproxima do limite do MEI;
  • há intenção de atender empresas com contratos recorrentes;
  • o profissional precisa emitir notas fiscais com maior frequência;
  • há necessidade de contratar equipe técnica;
  • a operação exige mais estrutura, controle financeiro e organização fiscal;
  • o empreendedor deseja crescer sem precisar desenquadrar logo depois.

Nesse cenário, o Simples Nacional pode ser uma alternativa mais adequada. Consulte também os nossos planos e preços de contabilidade online para entender qual estrutura faz mais sentido para o seu negócio.

Abertura de empresa para essa atividade

Para formalizar corretamente serviços de manutenção e reparação de baterias e acumuladores elétricos, é importante escolher o CNAE adequado, avaliar o regime tributário e entender se o MEI ainda é suficiente para o tamanho da operação.

A contabilidade.com atende empresas de prestação de serviços e pode ajudar na abertura do CNPJ, enquadramento tributário e organização contábil para quem deseja atuar de forma regular e crescer com segurança.

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Descritores relacionados

  • manutenção de baterias elétricas
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  • manutenção de baterias de no-break
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  • CNAE manutenção de baterias
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  • serviços técnicos em baterias elétricas
  • baterias e acumuladores elétricos exceto veículos

FAQ - Perguntas frequentes sobre o CNAE 3313-9/02

1. O CNAE 3313-9/02 pode ser MEI?
Sim. O CNAE 3313-9/02 é permitido para MEI e pode ser usado por profissionais independentes que atuam com manutenção e reparação de baterias e acumuladores elétricos, exceto para veículos.

2. Quanto o MEI paga nessa atividade?
Como se trata de prestação de serviços, o MEI normalmente paga o DAS mensal com INSS e ISS. Em 2026, o valor parte de R$ 81,05 de INSS, com acréscimo de R$ 5,00 de ISS, quando aplicável.

3. Esse CNAE tem Fator R?
Não. O CNAE 3313-9/02 normalmente é tributado pelo Anexo III do Simples Nacional após o desenquadramento do MEI e não depende do Fator R.

4. Qual o anexo do Simples Nacional para essa atividade?
Após o desenquadramento do MEI, essa atividade normalmente é tributada pelo Anexo III do Simples Nacional, com alíquota inicial de 6%.

5. Quando esse CNAE precisa desenquadrar do MEI?
O desenquadramento pode ser necessário quando o faturamento ultrapassa o limite anual, quando o empreendedor contrata mais de um funcionário, passa a ter sócio ou quando a operação cresce além da estrutura permitida ao MEI.

6. Esse CNAE inclui manutenção de bateria automotiva?
Não. A manutenção e reparação de baterias e acumuladores elétricos para veículos é classificada no CNAE 4520-0/03.

7. Onde gerar a guia DAS do MEI?
A guia do DAS pode ser emitida no portal oficial do PGMEI, no ambiente do Simples Nacional ou pelo aplicativo oficial do MEI.

Conclusão

O CNAE 3313-9/02 pode ser uma boa porta de entrada para formalização no MEI, especialmente para profissionais independentes que atuam com manutenção e reparação de baterias e acumuladores elétricos fora da linha automotiva.

No entanto, o MEI funciona melhor para operações pequenas e simplificadas. Quando há crescimento de faturamento, contratos maiores, necessidade de equipe ou aumento da complexidade técnica, pode ser mais seguro migrar para Microempresa.

Se você quer estruturar sua atividade da forma correta desde o início e evitar retrabalho com mudança de regime, vale analisar a abertura como ME desde o começo.

Para tomar a melhor decisão, consulte o guia sobre MEI em 2026, veja a Tabela do Simples Nacional 2026 e avalie o regime tributário ideal.

Sempre que possível, conte com um contador para evitar erros no enquadramento e pagar o mínimo de impostos dentro da lei.

Abra sua empresa gratuitamente com a contabilidade.com ou consulte nossos planos e preços de contabilidade online.

Voltar para a Tabela e CNAEs do MEI em 2026

Este conteúdo foi desenvolvido com base nas regras da Lei Complementar 123/2006 e nas normas atualizadas do Simples Nacional.

Fontes Complementares

Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Empreendedor serial e CEO da Contabilidade.com, plataforma contábil completa para CNPJs. Também é sócio-fundador do Contbank, primeira solução de BPO e Gestão Financeira Simplificada com Inteligência Artificial e Open Finance. Em 2018, fundou a Wabbi Software, primeira plataforma contábil em nuvem do Brasil, posteriormente vendida à ContaAzul, onde se tornou sócio e acionista. Além da carreira empreendedora, é pesquisador, com Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e Doutorado em Psicologia pela PUC/SP. Autor de diversos livros e pesquisas sobre campos informacionais e intuição, é fundador da Associação Oriont, dedicada ao estudo da consciência. Editor e coautor do livro científico “Information Fields Theory and Applications: Quantum Communication in Physics and Biology” (Springer Nature, 2025) e autor de “Intuição: do mistério à maestria”, obra que conecta ciência, percepção e autoconhecimento. Com muita experiência na interseção entre tecnologia, finanças, psicologia e inovação, Erico Azevedo é referência em liderança, empreendedorismo e inovação organizacional no Brasil e no exterior.

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