CNAE 3314-7/01 – Manutenção e reparação de máquinas motrizes não elétricas: pode ser MEI? quanto paga e quando desenquadrar do MEI

CNAE 3314-7/01 – Manutenção e reparação de máquinas motrizes não elétricas: pode ser MEI? quanto paga e quando desenquadrar do MEI

Publicado em19/05/2026

Tempo leitura11min 35s

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O CNAE 3314-7/01 – Manutenção e reparação de máquinas motrizes não elétricas é uma das atividades permitidas no MEI em 2026 e se aplica a profissionais que realizam serviços de conserto, revisão e manutenção de motores e máquinas que geram movimento sem uso de energia elétrica.

Essa atividade pode ser enquadrada como Microempreendedor Individual (MEI), mas exige atenção aos limites do regime, ao tipo de serviço prestado e ao momento em que pode ser mais vantajoso migrar para Microempresa (ME). Para entender melhor, consulte o guia completo sobre MEI em 2026, a Tabela e CNAEs do MEI e o conteúdo sobre regime tributário ideal para sua empresa.

Índice

Esse CNAE pode ser MEI?

Sim, o CNAE 3314-7/01 pode ser MEI. Essa atividade pode ser utilizada por profissionais independentes que trabalham com manutenção e reparação de máquinas motrizes não elétricas.

Na prática, o MEI pode funcionar para atuações menores e autônomas. Porém, se houver crescimento de faturamento, contratos recorrentes, necessidade de equipe ou maior complexidade operacional, pode ser necessário migrar para Microempresa.

Resumo tributário do CNAE 3314-7/01

ItemInformação
MEIPermitido
ISSSim
ICMSNão
Regime após desenquadramentoSimples Nacional
AnexoAnexo III
Alíquota inicial6%
Fator RNão se aplica

Quanto o MEI paga nessa atividade

Como essa é uma atividade de prestação de serviços, o MEI normalmente paga o DAS mensal com INSS e ISS. Em 2026, o cálculo parte de R$ 81,05 de INSS, com acréscimo de R$ 5,00 de ISS, quando aplicável.

A guia pode ser emitida pelo PGMEI, no ambiente do Simples Nacional ou pelos canais oficiais do governo.

Tabela do Simples Nacional para o CNAE 3314-7/01

Após o desenquadramento do MEI, essa atividade normalmente passa a ser tributada pelo Anexo III do Simples Nacional, com alíquota inicial de 6%.

FaixaReceita bruta em 12 mesesAlíquotaParcela a deduzir
1ª faixaAté R$ 180.000,006%R$ 0,00
2ª faixaDe R$ 180.000,01 a R$ 360.000,0011,20%R$ 9.360,00
3ª faixaDe R$ 360.000,01 a R$ 720.000,0013,50%R$ 17.640,00
4ª faixaDe R$ 720.000,01 a R$ 1.800.000,0016%R$ 35.640,00
5ª faixaDe R$ 1.800.000,01 a R$ 3.600.000,0021%R$ 125.640,00
6ª faixaDe R$ 3.600.000,01 a R$ 4.800.000,0033%R$ 648.000,00

Para conferir todas as faixas e simular o imposto corretamente, consulte a Tabela do Simples Nacional 2026 e utilize a Calculadora de Impostos.

O que essa atividade faz na prática

Esse CNAE abrange a manutenção e reparação de máquinas motrizes não elétricas, ou seja, equipamentos que geram movimento por outros meios, como combustão, água ou vento.

Na prática, pode envolver serviços em motores estacionários a combustão, motores marítimos, turbinas, rodas hidráulicas, moinhos de vento e equipamentos semelhantes. É uma atividade comum para profissionais técnicos que prestam serviços de revisão, conserto e manutenção preventiva ou corretiva.

Atividades permitidas

  • Manutenção de motores estacionários a combustão
  • Reparação de motores movidos a gasolina, diesel, gás ou etanol
  • Manutenção de motores marítimos
  • Revisão de turbinas
  • Reparação de rodas hidráulicas
  • Manutenção de moinhos de vento
  • Serviços de manutenção preventiva em máquinas motrizes não elétricas
  • Serviços de manutenção corretiva em equipamentos motrizes não elétricos

Atividades não permitidas nesse CNAE

  • Fabricação de máquinas motrizes não elétricas
  • Comércio de motores, turbinas e peças
  • Instalação industrial sem relação com manutenção ou reparo
  • Serviços de engenharia mecânica com responsabilidade técnica própria, quando exigirem outro enquadramento
  • Manutenção de motores elétricos, que pode exigir outro CNAE específico
  • Manutenção veicular comum, quando enquadrada em CNAEs automotivos próprios

Limites do MEI para essa atividade

Mesmo sendo um CNAE permitido no MEI, essa atividade continua sujeita aos limites gerais do regime:

  • Faturamento máximo de R$ 81 mil por ano
  • Apenas 1 funcionário
  • Não pode ter sócio
  • Não pode participar de outra empresa como sócio ou administrador

Esses limites fazem com que o MEI funcione melhor para profissionais autônomos com operação simples. Se a atividade começar a envolver contratos maiores, atendimento recorrente a empresas, compra de equipamentos, contratação de equipe ou maior risco técnico, a migração para Microempresa pode ser mais adequada.

Quando desenquadrar do MEI

O desenquadramento do MEI pode acontecer quando o empreendedor ultrapassa o limite anual de faturamento, passa a ter sócio, contrata mais de um funcionário ou começa a exercer atividade incompatível com o regime.

Se o faturamento ultrapassar o limite em até 20%, o desenquadramento normalmente ocorre no ano seguinte. Caso ultrapasse acima de 20%, os efeitos podem ser retroativos, gerando recolhimento de impostos como Microempresa desde o início do ano-calendário.

Entenda melhor neste guia: Ultrapassei o limite do MEI: e agora?.

Quando vale abrir como ME direto

Em muitos casos, abrir como Microempresa desde o início pode ser mais vantajoso do que começar como MEI. Isso costuma acontecer quando:

  • o faturamento esperado ultrapassa ou se aproxima do limite do MEI;
  • há intenção de atender empresas com contratos recorrentes;
  • o profissional precisa emitir notas fiscais com maior frequência;
  • há necessidade de contratar equipe técnica;
  • a operação exige mais estrutura, equipamentos ou controle financeiro;
  • o empreendedor deseja crescer sem precisar desenquadrar rapidamente.

Nesse cenário, o Simples Nacional pode ser uma alternativa mais adequada. Consulte também os nossos planos e preços de contabilidade online.

Abertura de empresa para essa atividade

Para formalizar corretamente serviços de manutenção e reparação de máquinas motrizes não elétricas, é importante escolher o CNAE adequado, avaliar o regime tributário e verificar possíveis exigências municipais, licenças ou alvarás conforme o local de atuação.

A contabilidade.com atende empresas de prestação de serviços e pode ajudar na abertura do CNPJ, enquadramento tributário e organização contábil para quem deseja atuar de forma regular e crescer com segurança.

Abra sua empresa gratuitamente ou fale com nosso time de especialistas.

Descritores relacionados

  • manutenção de máquinas motrizes
  • reparação de motores não elétricos
  • manutenção de motores estacionários
  • reparador de máquinas motrizes independente
  • CNAE manutenção de motores a combustão
  • CNAE 3314-7/01 pode ser MEI
  • manutenção de turbinas
  • reparação de motores marítimos
  • manutenção de rodas hidráulicas
  • manutenção de moinhos de vento

FAQ - Perguntas frequentes sobre o CNAE 3314-7/01

1. O CNAE 3314-7/01 pode ser MEI?
Sim. O CNAE 3314-7/01 é permitido para MEI e pode ser utilizado por profissionais independentes que atuam com manutenção e reparação de máquinas motrizes não elétricas.

2. Quanto o MEI paga nessa atividade?
Como se trata de prestação de serviços, o MEI normalmente paga o DAS mensal com INSS e ISS. Em 2026, o valor parte de R$ 81,05 de INSS, com acréscimo de R$ 5,00 de ISS, quando aplicável.

3. Esse CNAE tem Fator R?
Não. O CNAE 3314-7/01 normalmente é tributado pelo Anexo III do Simples Nacional após o desenquadramento do MEI e não depende do Fator R.

4. Qual o anexo do Simples Nacional para essa atividade?
Após o desenquadramento do MEI, essa atividade normalmente é tributada pelo Anexo III do Simples Nacional, com alíquota inicial de 6%.

5. Quando esse CNAE precisa desenquadrar do MEI?
O desenquadramento pode ocorrer quando o faturamento ultrapassa o limite anual do MEI, quando há contratação acima do permitido ou quando a operação cresce além da estrutura simplificada do regime.

6. Esse CNAE inclui manutenção de motores elétricos?
Não. Esse CNAE é voltado à manutenção e reparação de máquinas motrizes não elétricas. Motores elétricos podem exigir outro enquadramento específico.

7. Onde gerar a guia DAS do MEI?
A guia do DAS pode ser emitida no portal oficial do PGMEI, no ambiente do Simples Nacional ou pelo aplicativo oficial do MEI.

Conclusão

O CNAE 3314-7/01 pode ser uma boa porta de entrada para formalização no MEI, especialmente para profissionais independentes que atuam com manutenção e reparação de máquinas motrizes não elétricas.

No entanto, o MEI funciona melhor para operações pequenas e simplificadas. Quando há crescimento de faturamento, contratos maiores, necessidade de equipe ou aumento da complexidade técnica, pode ser mais seguro migrar para Microempresa.

Se você quer estruturar sua atividade da forma correta desde o início e evitar retrabalho com mudança de regime, vale analisar a abertura como ME desde o começo.

Para tomar a melhor decisão, consulte o guia sobre MEI em 2026, veja a Tabela do Simples Nacional 2026 e avalie o regime tributário ideal.

Sempre que possível, conte com um contador para evitar erros no enquadramento e pagar o mínimo de impostos dentro da lei.

Abra sua empresa gratuitamente com a contabilidade.com ou consulte nossos planos e preços de contabilidade online.

Voltar para a Tabela e CNAEs do MEI em 2026

Este conteúdo foi desenvolvido com base nas regras da Lei Complementar 123/2006 e nas normas atualizadas do Simples Nacional.

Fontes Complementares

Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Empreendedor serial e CEO da Contabilidade.com, plataforma contábil completa para CNPJs. Também é sócio-fundador do Contbank, primeira solução de BPO e Gestão Financeira Simplificada com Inteligência Artificial e Open Finance. Em 2018, fundou a Wabbi Software, primeira plataforma contábil em nuvem do Brasil, posteriormente vendida à ContaAzul, onde se tornou sócio e acionista. Além da carreira empreendedora, é pesquisador, com Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e Doutorado em Psicologia pela PUC/SP. Autor de diversos livros e pesquisas sobre campos informacionais e intuição, é fundador da Associação Oriont, dedicada ao estudo da consciência. Editor e coautor do livro científico “Information Fields Theory and Applications: Quantum Communication in Physics and Biology” (Springer Nature, 2025) e autor de “Intuição: do mistério à maestria”, obra que conecta ciência, percepção e autoconhecimento. Com muita experiência na interseção entre tecnologia, finanças, psicologia e inovação, Erico Azevedo é referência em liderança, empreendedorismo e inovação organizacional no Brasil e no exterior.

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