CNAE 4530-7/04 – Comércio a varejo de peças e acessórios usados para veículos automotores: pode ser MEI? quanto paga e quais cuidados exige

CNAE 4530-7/04 – Comércio a varejo de peças e acessórios usados para veículos automotores: pode ser MEI? quanto paga e quais cuidados exige

Publicado em27/05/2026

Tempo leitura10min 15s

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O CNAE 4530-7/04 – Comércio a varejo de peças e acessórios usados para veículos automotores é utilizado por empresas que atuam com venda de peças usadas, componentes reaproveitados, itens automotivos de desmonte e acessórios usados para veículos.

Essa atividade pode ser enquadrada como Microempreendedor Individual (MEI), desde que o empreendedor respeite as regras do regime e as exigências específicas aplicáveis ao comércio de peças usadas e desmontagem automotiva. Para entender melhor o enquadramento, consulte o guia completo sobre MEI em 2026, a Tabela e CNAEs do MEI e o conteúdo sobre regime tributário ideal para sua empresa.

Índice

Esse CNAE pode ser MEI?

Sim, o CNAE 4530-7/04 pode ser MEI. A atividade é permitida para quem atua com comércio varejista de peças e acessórios usados para veículos automotores.

Porém, apesar de ser permitido no MEI, esse segmento possui maior complexidade operacional e fiscal, principalmente em razão das exigências de rastreabilidade, controle de origem das peças e cumprimento da legislação relacionada a desmontes automotivos.

Resumo tributário do CNAE 4530-7/04

ItemInformação
MEIPermitido
ISSNão
ICMSSim
Inscrição EstadualObrigatória
Regime após desenquadramentoSimples Nacional
AnexoAnexo I
Alíquota inicial4%
Fator RNão

Quanto o MEI paga nessa atividade

O MEI recolhe mensalmente o DAS MEI, composto pelo INSS e pelo ICMS para atividades comerciais.

Em 2026, o valor parte de R$ 81,05 de INSS, acrescido de R$ 1,00 de ICMS para comércio.

O pagamento pode ser realizado pelo PGMEI ou pelo portal do Simples Nacional.

Tabela do Simples Nacional para o CNAE 4530-7/04

Após o desenquadramento do MEI, essa atividade normalmente passa a ser tributada pelo Anexo I do Simples Nacional, com alíquota inicial de 4%.

FaixaReceita bruta em 12 mesesAlíquotaParcela a deduzir
1ª faixaAté R$ 180.000,004%R$ 0,00
2ª faixaDe R$ 180.000,01 a R$ 360.000,007,3%R$ 5.940,00
3ª faixaDe R$ 360.000,01 a R$ 720.000,009,5%R$ 13.860,00
4ª faixaDe R$ 720.000,01 a R$ 1.800.000,0010,7%R$ 22.500,00
5ª faixaDe R$ 1.800.000,01 a R$ 3.600.000,0014,3%R$ 87.300,00
6ª faixaDe R$ 3.600.000,01 a R$ 4.800.000,0019%R$ 378.000,00

O que essa atividade faz na prática

O CNAE 4530-7/04 abrange o comércio varejista de peças e acessórios usados para veículos automotores. Na prática, é utilizado por lojas de peças usadas, desmanches regularizados e empresas que comercializam componentes reaproveitados de veículos.

Esse enquadramento pode incluir motores usados, peças mecânicas, componentes elétricos, latarias, acabamentos, bancos, estofados, equipamentos automotivos e acessórios provenientes de desmontagem regularizada.

Atividades permitidas

  • Venda varejista de peças usadas para veículos
  • Comércio de acessórios usados automotivos
  • Venda de motores usados ou recondicionados
  • Venda de latarias e acabamentos usados
  • Comércio de bancos, capas e estofados usados
  • Venda de peças mecânicas e elétricas usadas
  • Comércio de escapamentos, espelhos e componentes automotivos usados
  • Desmonte de veículos com comercialização de partes reaproveitáveis

Atividades não permitidas nesse CNAE

  • Comércio atacadista de peças automotivas
  • Fabricação de peças automotivas
  • Serviços de manutenção mecânica de veículos
  • Funilaria e pintura automotiva
  • Reciclagem industrial de metais
  • Venda de peças sem comprovação de origem
  • Comércio irregular de veículos desmontados
  • Transporte de passageiros ou cargas

Limites do MEI para essa atividade

Mesmo sendo uma atividade permitida no MEI, o CNAE 4530-7/04 continua sujeito aos limites gerais do regime:

  • Faturamento máximo de R$ 81 mil por ano
  • Permissão para contratar apenas 1 funcionário
  • Não pode ter sócio
  • Não pode participar de outra empresa como sócio ou administrador

Como se trata de comércio com controle de estoque e rastreabilidade, o MEI pode se tornar limitado rapidamente em operações maiores ou com grande volume de peças.

Cuidados fiscais e legais dessa atividade

O comércio de peças usadas automotivas exige atenção especial à origem das mercadorias e à legislação aplicável ao setor de desmontes automotivos.

A atividade está sujeita à Lei nº 12.977/2014, conhecida como Lei do Desmonte, que estabelece regras para rastreabilidade, controle e comercialização de peças provenientes de veículos desmontados.

Na prática, isso significa que o empreendedor deve manter documentação adequada sobre a origem das peças, veículos desmontados, notas fiscais e registros exigidos pelos órgãos competentes.

Dependendo do estado e do município, podem existir exigências adicionais junto ao Detran, órgãos ambientais e fiscalização estadual.

Quando desenquadrar do MEI

O desenquadramento do MEI pode ocorrer quando o faturamento ultrapassa o limite anual, quando há contratação de mais de um funcionário, entrada de sócios ou quando a estrutura operacional deixa de se encaixar nas regras do regime.

Em operações com estoque elevado, desmanche estruturado, alto volume de vendas ou exigências regulatórias maiores, normalmente a empresa acaba migrando para Microempresa.

Veja também o guia completo: Ultrapassei o limite do MEI: e agora?.

Abertura de empresa para essa atividade

Para formalizar corretamente essa atividade, é importante verificar as regras estaduais relacionadas à comercialização de peças usadas, desmontagem automotiva e rastreabilidade.

Como se trata de comércio, normalmente há necessidade de Inscrição Estadual, emissão de nota fiscal eletrônica e cumprimento das regras locais de funcionamento.

Dependendo da cidade e do estado, também podem existir exigências relacionadas a zoneamento, licenciamento ambiental e autorização específica para desmontagem e venda de peças usadas.

Descritores relacionados

  • peças usadas automotivas MEI
  • CNAE 4530-7/04 pode ser MEI
  • desmanche MEI
  • comércio de peças usadas para veículos
  • autopeças usadas MEI
  • venda de motores usados
  • comércio de peças de desmonte
  • Lei do Desmonte
  • comércio varejista de peças usadas automotivas
  • peças reaproveitadas de veículos

FAQ - Perguntas frequentes sobre o CNAE 4530-7/04 – Comércio a varejo de peças e acessórios usados para veículos automotores

1. Esse CNAE pode ser MEI?
Sim. O CNAE 4530-7/04 pode ser utilizado no MEI para comércio varejista de peças e acessórios usados para veículos automotores.

2. Quanto o MEI paga por mês nessa atividade?
O MEI recolhe o DAS mensal com INSS e ICMS. Em 2026, o valor parte de R$ 81,05 de INSS com acréscimo de R$ 1,00 de ICMS para comércio.

3. Esse CNAE exige Inscrição Estadual?
Sim. Por se tratar de comércio de mercadorias, a Inscrição Estadual normalmente é obrigatória.

4. Qual o anexo do Simples Nacional para essa atividade?
Essa atividade normalmente é enquadrada no Anexo I do Simples Nacional após o desenquadramento do MEI.

5. Esse CNAE pode trabalhar com desmanche?
Sim, desde que a operação esteja regularizada e cumpra as exigências legais relacionadas à desmontagem e comercialização de peças usadas.

6. É obrigatório comprovar a origem das peças?
Sim. O setor está sujeito à Lei do Desmonte e exige controle da origem das peças e veículos desmontados.

7. Esse CNAE pode vender motores usados?
Sim. O comércio de motores usados e recondicionados pode ser enquadrado nessa atividade, desde que observadas as exigências legais aplicáveis.

8. Onde gerar a guia DAS do MEI?
A guia do DAS pode ser emitida no portal oficial do PGMEI ou no ambiente do Simples Nacional.

Conclusão

O CNAE 4530-7/04 pode ser utilizado para formalização de negócios que atuam com comércio varejista de peças e acessórios usados para veículos automotores.

Porém, por envolver peças usadas, desmontagem e rastreabilidade, essa atividade exige maior atenção às regras fiscais, estaduais e documentais aplicáveis ao setor automotivo.

Para tomar a melhor decisão, consulte o guia sobre MEI em 2026, veja a Tabela do Simples Nacional 2026 e avalie o regime tributário ideal.

Sempre que possível, conte com um contador para evitar erros fiscais e manter a operação regularizada.

Voltar para a Tabela e CNAEs do MEI em 2026

Este conteúdo foi desenvolvido com base nas regras da Lei Complementar 123/2006 e nas normas atualizadas do Simples Nacional.

Fontes Complementares

Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Empreendedor serial e CEO da Contabilidade.com, plataforma contábil completa para CNPJs. Também é sócio-fundador do Contbank, primeira solução de BPO e Gestão Financeira Simplificada com Inteligência Artificial e Open Finance. Em 2018, fundou a Wabbi Software, primeira plataforma contábil em nuvem do Brasil, posteriormente vendida à ContaAzul, onde se tornou sócio e acionista. Além da carreira empreendedora, é pesquisador, com Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e Doutorado em Psicologia pela PUC/SP. Autor de diversos livros e pesquisas sobre campos informacionais e intuição, é fundador da Associação Oriont, dedicada ao estudo da consciência. Editor e coautor do livro científico “Information Fields Theory and Applications: Quantum Communication in Physics and Biology” (Springer Nature, 2025) e autor de “Intuição: do mistério à maestria”, obra que conecta ciência, percepção e autoconhecimento. Com muita experiência na interseção entre tecnologia, finanças, psicologia e inovação, Erico Azevedo é referência em liderança, empreendedorismo e inovação organizacional no Brasil e no exterior.

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