CNAE 4541-2/07 – Comércio a varejo de peças e acessórios usados para motocicletas e motonetas: pode ser MEI? quanto paga e quais cuidados exige

CNAE 4541-2/07 – Comércio a varejo de peças e acessórios usados para motocicletas e motonetas: pode ser MEI? quanto paga e quais cuidados exige

Publicado em28/05/2026

Tempo leitura10min 5s

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O CNAE 4541-2/07 – Comércio a varejo de peças e acessórios usados para motocicletas e motonetas é utilizado por negócios que atuam com venda varejista de peças usadas, acessórios seminovos, componentes reaproveitados e itens provenientes de desmontagem regularizada de motocicletas e motonetas.

Essa atividade pode ser enquadrada como Microempreendedor Individual (MEI), desde que o empreendedor respeite as regras do regime, o limite de faturamento e as exigências legais aplicáveis ao comércio de peças usadas. Para entender melhor o enquadramento, consulte o guia completo sobre MEI em 2026, a Tabela e CNAEs do MEI e o conteúdo sobre regime tributário ideal para sua empresa.

Índice

Esse CNAE pode ser MEI?

Sim, o CNAE 4541-2/07 pode ser MEI. A atividade é permitida para comércio varejista de peças e acessórios usados para motocicletas e motonetas.

Apesar de permitido, esse tipo de atividade exige atenção maior do que um comércio comum, pois envolve peças usadas, rastreabilidade, controle de origem e possíveis regras específicas ligadas à desmontagem de veículos.

Resumo tributário do CNAE 4541-2/07

ItemInformação
MEIPermitido
ISSNão
ICMSSim
Inscrição EstadualObrigatória
Regime após desenquadramentoSimples Nacional
AnexoAnexo I
Alíquota inicial4%
Fator RNão se aplica

Quanto o MEI paga nessa atividade

O MEI recolhe mensalmente o DAS MEI, composto pelo INSS e pelo ICMS para atividades comerciais.

Em 2026, o valor parte de R$ 81,05 de INSS, acrescido de R$ 1,00 de ICMS para comércio.

O pagamento pode ser realizado pelo PGMEI ou pelo portal do Simples Nacional.

Tabela do Simples Nacional para o CNAE 4541-2/07

Após o desenquadramento do MEI, essa atividade normalmente passa a ser tributada pelo Anexo I do Simples Nacional, com alíquota inicial de 4%.

FaixaReceita bruta em 12 mesesAlíquotaParcela a deduzir
1ª faixaAté R$ 180.000,004%R$ 0,00
2ª faixaDe R$ 180.000,01 a R$ 360.000,007,3%R$ 5.940,00
3ª faixaDe R$ 360.000,01 a R$ 720.000,009,5%R$ 13.860,00
4ª faixaDe R$ 720.000,01 a R$ 1.800.000,0010,7%R$ 22.500,00
5ª faixaDe R$ 1.800.000,01 a R$ 3.600.000,0014,3%R$ 87.300,00
6ª faixaDe R$ 3.600.000,01 a R$ 4.800.000,0019%R$ 378.000,00

O que essa atividade faz na prática

O CNAE 4541-2/07 abrange o comércio varejista de peças e acessórios usados para motocicletas e motonetas. Na prática, é utilizado por lojas de peças seminovas, negócios de componentes reaproveitados e operações regularizadas de venda de partes usadas para motos.

Esse enquadramento pode incluir peças mecânicas, elétricas, acessórios, componentes de carroceria, bancos, acabamentos e outros itens usados destinados a motocicletas e motonetas.

Atividades permitidas

  • Venda varejista de peças usadas para motocicletas
  • Comércio de acessórios usados para motonetas
  • Venda de componentes mecânicos usados
  • Venda de peças elétricas usadas para motos
  • Comércio de bancos, acabamentos e partes reaproveitadas
  • Venda de peças provenientes de desmontagem regularizada
  • Comércio de acessórios seminovos para motos

Atividades não permitidas nesse CNAE

  • Venda de peças novas para motocicletas
  • Serviços de manutenção e reparação de motocicletas
  • Comércio atacadista de peças para motos
  • Fabricação de peças e acessórios
  • Venda de peças sem comprovação de origem
  • Desmonte irregular de motocicletas
  • Locação de motocicletas
  • Transporte de passageiros ou entregas

Limites do MEI para essa atividade

Mesmo sendo uma atividade permitida no MEI, o CNAE 4541-2/07 continua sujeito aos limites gerais do regime:

  • Faturamento máximo de R$ 81 mil por ano
  • Permissão para contratar apenas 1 funcionário
  • Não pode ter sócio
  • Não pode participar de outra empresa como sócio ou administrador

Como se trata de comércio com estoque, mercadorias usadas e rastreabilidade, o MEI pode se tornar limitado rapidamente conforme a operação cresce.

Cuidados fiscais e legais dessa atividade

O comércio de peças usadas para motocicletas exige atenção especial à origem das mercadorias, documentação fiscal e rastreabilidade dos itens vendidos.

O empreendedor deve manter notas fiscais de compra, documentos que comprovem a origem lícita das peças e registros exigidos pelos órgãos competentes, especialmente quando houver peças provenientes de desmonte.

Dependendo do estado e do município, podem existir exigências adicionais junto ao Detran, órgãos ambientais, fiscalização estadual e prefeitura.

Quando desenquadrar do MEI

O desenquadramento do MEI pode ocorrer quando o faturamento ultrapassa o limite anual, quando há contratação de mais de um funcionário, entrada de sócios ou expansão operacional incompatível com o regime.

Empresas com estoque elevado, maior volume de vendas ou estrutura física robusta normalmente acabam migrando para Microempresa.

Veja também o guia completo: Ultrapassei o limite do MEI: e agora?.

Abertura de empresa para essa atividade

Para formalizar corretamente essa atividade, é importante verificar as exigências estaduais e municipais relacionadas ao comércio varejista de peças usadas para motocicletas e motonetas.

Como se trata de comércio, normalmente há necessidade de Inscrição Estadual, emissão de nota fiscal eletrônica e cumprimento das regras locais de funcionamento.

Dependendo da cidade e do estado, também podem existir exigências relacionadas a alvará, localização comercial, controle de estoque, rastreabilidade de peças e licenciamento específico.

Descritores relacionados

  • peças usadas para motos MEI
  • CNAE 4541-2/07 pode ser MEI
  • comércio de peças usadas para motocicletas
  • autopeças usadas para motos
  • motopeças usadas MEI
  • loja de peças seminovas para motos
  • peças reaproveitadas de motocicletas
  • desmanche de motos regularizado
  • acessórios usados para motonetas
  • comércio varejista de peças usadas para motos

FAQ - Perguntas frequentes sobre o CNAE 4541-2/07 – Comércio a varejo de peças e acessórios usados para motocicletas e motonetas

1. Esse CNAE pode ser MEI?
Sim. O CNAE 4541-2/07 pode ser utilizado no MEI para comércio varejista de peças e acessórios usados para motocicletas e motonetas.

2. Quanto o MEI paga por mês nessa atividade?
O MEI recolhe o DAS mensal com INSS e ICMS. Em 2026, o valor parte de R$ 81,05 de INSS com acréscimo de R$ 1,00 de ICMS para comércio.

3. Esse CNAE exige Inscrição Estadual?
Sim. Por se tratar de comércio de mercadorias, a Inscrição Estadual normalmente é obrigatória.

4. Qual o anexo do Simples Nacional para essa atividade?
Essa atividade normalmente é enquadrada no Anexo I do Simples Nacional após o desenquadramento do MEI.

5. O Fator R se aplica para essa atividade?
Não. O Fator R não se aplica ao CNAE 4541-2/07, pois se trata de atividade comercial enquadrada no Anexo I do Simples Nacional.

6. Esse CNAE permite vender peças novas?
Não. Essa atividade é voltada ao comércio de peças e acessórios usados. Para venda de peças novas para motos, existe outro CNAE específico.

7. É obrigatório comprovar a origem das peças?
Sim. A venda de peças usadas exige controle de origem, documentação fiscal e rastreabilidade para evitar irregularidades.

8. Onde gerar a guia DAS do MEI?
A guia do DAS pode ser emitida no portal oficial do PGMEI ou no ambiente do Simples Nacional.

Conclusão

O CNAE 4541-2/07 pode ser utilizado para formalização de pequenos negócios que atuam com comércio varejista de peças e acessórios usados para motocicletas e motonetas.

Porém, por envolver peças usadas, estoque e rastreabilidade, essa atividade exige maior atenção às regras fiscais, estaduais e documentais aplicáveis ao setor automotivo.

Para tomar a melhor decisão, consulte o guia sobre MEI em 2026, veja a Tabela do Simples Nacional 2026 e avalie o regime tributário ideal.

Sempre que possível, conte com um contador para evitar erros fiscais e manter a operação regularizada.

Voltar para a Tabela e CNAEs do MEI em 2026

Este conteúdo foi desenvolvido com base nas regras da Lei Complementar 123/2006 e nas normas atualizadas do Simples Nacional.

Fontes Complementares

Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Empreendedor serial e CEO da Contabilidade.com, plataforma contábil completa para CNPJs. Também é sócio-fundador do Contbank, primeira solução de BPO e Gestão Financeira Simplificada com Inteligência Artificial e Open Finance. Em 2018, fundou a Wabbi Software, primeira plataforma contábil em nuvem do Brasil, posteriormente vendida à ContaAzul, onde se tornou sócio e acionista. Além da carreira empreendedora, é pesquisador, com Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e Doutorado em Psicologia pela PUC/SP. Autor de diversos livros e pesquisas sobre campos informacionais e intuição, é fundador da Associação Oriont, dedicada ao estudo da consciência. Editor e coautor do livro científico “Information Fields Theory and Applications: Quantum Communication in Physics and Biology” (Springer Nature, 2025) e autor de “Intuição: do mistério à maestria”, obra que conecta ciência, percepção e autoconhecimento. Com muita experiência na interseção entre tecnologia, finanças, psicologia e inovação, Erico Azevedo é referência em liderança, empreendedorismo e inovação organizacional no Brasil e no exterior.

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