O CNAE 4541-2/07 – Comércio a varejo de peças e acessórios usados para motocicletas e motonetas é utilizado por negócios que atuam com venda varejista de peças usadas, acessórios seminovos, componentes reaproveitados e itens provenientes de desmontagem regularizada de motocicletas e motonetas.
Essa atividade pode ser enquadrada como Microempreendedor Individual (MEI), desde que o empreendedor respeite as regras do regime, o limite de faturamento e as exigências legais aplicáveis ao comércio de peças usadas. Para entender melhor o enquadramento, consulte o guia completo sobre MEI em 2026, a Tabela e CNAEs do MEI e o conteúdo sobre regime tributário ideal para sua empresa.
Índice
- Esse CNAE pode ser MEI?
- Resumo tributário
- Quanto o MEI paga nessa atividade
- Tabela do Simples Nacional
- O que essa atividade faz na prática
- Atividades permitidas
- Atividades não permitidas
- Limites do MEI
- Cuidados fiscais e legais
- Quando desenquadrar do MEI
- Abertura de empresa
- Descritores relacionados
- Perguntas frequentes
Esse CNAE pode ser MEI?
Sim, o CNAE 4541-2/07 pode ser MEI. A atividade é permitida para comércio varejista de peças e acessórios usados para motocicletas e motonetas.
Apesar de permitido, esse tipo de atividade exige atenção maior do que um comércio comum, pois envolve peças usadas, rastreabilidade, controle de origem e possíveis regras específicas ligadas à desmontagem de veículos.
Resumo tributário do CNAE 4541-2/07
| Item | Informação |
|---|---|
| MEI | Permitido |
| ISS | Não |
| ICMS | Sim |
| Inscrição Estadual | Obrigatória |
| Regime após desenquadramento | Simples Nacional |
| Anexo | Anexo I |
| Alíquota inicial | 4% |
| Fator R | Não se aplica |
Quanto o MEI paga nessa atividade
O MEI recolhe mensalmente o DAS MEI, composto pelo INSS e pelo ICMS para atividades comerciais.
Em 2026, o valor parte de R$ 81,05 de INSS, acrescido de R$ 1,00 de ICMS para comércio.
O pagamento pode ser realizado pelo PGMEI ou pelo portal do Simples Nacional.
Tabela do Simples Nacional para o CNAE 4541-2/07
Após o desenquadramento do MEI, essa atividade normalmente passa a ser tributada pelo Anexo I do Simples Nacional, com alíquota inicial de 4%.
| Faixa | Receita bruta em 12 meses | Alíquota | Parcela a deduzir |
|---|---|---|---|
| 1ª faixa | Até R$ 180.000,00 | 4% | R$ 0,00 |
| 2ª faixa | De R$ 180.000,01 a R$ 360.000,00 | 7,3% | R$ 5.940,00 |
| 3ª faixa | De R$ 360.000,01 a R$ 720.000,00 | 9,5% | R$ 13.860,00 |
| 4ª faixa | De R$ 720.000,01 a R$ 1.800.000,00 | 10,7% | R$ 22.500,00 |
| 5ª faixa | De R$ 1.800.000,01 a R$ 3.600.000,00 | 14,3% | R$ 87.300,00 |
| 6ª faixa | De R$ 3.600.000,01 a R$ 4.800.000,00 | 19% | R$ 378.000,00 |
O que essa atividade faz na prática
O CNAE 4541-2/07 abrange o comércio varejista de peças e acessórios usados para motocicletas e motonetas. Na prática, é utilizado por lojas de peças seminovas, negócios de componentes reaproveitados e operações regularizadas de venda de partes usadas para motos.
Esse enquadramento pode incluir peças mecânicas, elétricas, acessórios, componentes de carroceria, bancos, acabamentos e outros itens usados destinados a motocicletas e motonetas.
Atividades permitidas
- Venda varejista de peças usadas para motocicletas
- Comércio de acessórios usados para motonetas
- Venda de componentes mecânicos usados
- Venda de peças elétricas usadas para motos
- Comércio de bancos, acabamentos e partes reaproveitadas
- Venda de peças provenientes de desmontagem regularizada
- Comércio de acessórios seminovos para motos
Atividades não permitidas nesse CNAE
- Venda de peças novas para motocicletas
- Serviços de manutenção e reparação de motocicletas
- Comércio atacadista de peças para motos
- Fabricação de peças e acessórios
- Venda de peças sem comprovação de origem
- Desmonte irregular de motocicletas
- Locação de motocicletas
- Transporte de passageiros ou entregas
Limites do MEI para essa atividade
Mesmo sendo uma atividade permitida no MEI, o CNAE 4541-2/07 continua sujeito aos limites gerais do regime:
- Faturamento máximo de R$ 81 mil por ano
- Permissão para contratar apenas 1 funcionário
- Não pode ter sócio
- Não pode participar de outra empresa como sócio ou administrador
Como se trata de comércio com estoque, mercadorias usadas e rastreabilidade, o MEI pode se tornar limitado rapidamente conforme a operação cresce.
Cuidados fiscais e legais dessa atividade
O comércio de peças usadas para motocicletas exige atenção especial à origem das mercadorias, documentação fiscal e rastreabilidade dos itens vendidos.
O empreendedor deve manter notas fiscais de compra, documentos que comprovem a origem lícita das peças e registros exigidos pelos órgãos competentes, especialmente quando houver peças provenientes de desmonte.
Dependendo do estado e do município, podem existir exigências adicionais junto ao Detran, órgãos ambientais, fiscalização estadual e prefeitura.
Quando desenquadrar do MEI
O desenquadramento do MEI pode ocorrer quando o faturamento ultrapassa o limite anual, quando há contratação de mais de um funcionário, entrada de sócios ou expansão operacional incompatível com o regime.
Empresas com estoque elevado, maior volume de vendas ou estrutura física robusta normalmente acabam migrando para Microempresa.
Veja também o guia completo: Ultrapassei o limite do MEI: e agora?.
Abertura de empresa para essa atividade
Para formalizar corretamente essa atividade, é importante verificar as exigências estaduais e municipais relacionadas ao comércio varejista de peças usadas para motocicletas e motonetas.
Como se trata de comércio, normalmente há necessidade de Inscrição Estadual, emissão de nota fiscal eletrônica e cumprimento das regras locais de funcionamento.
Dependendo da cidade e do estado, também podem existir exigências relacionadas a alvará, localização comercial, controle de estoque, rastreabilidade de peças e licenciamento específico.
Descritores relacionados
- peças usadas para motos MEI
- CNAE 4541-2/07 pode ser MEI
- comércio de peças usadas para motocicletas
- autopeças usadas para motos
- motopeças usadas MEI
- loja de peças seminovas para motos
- peças reaproveitadas de motocicletas
- desmanche de motos regularizado
- acessórios usados para motonetas
- comércio varejista de peças usadas para motos
FAQ - Perguntas frequentes sobre o CNAE 4541-2/07 – Comércio a varejo de peças e acessórios usados para motocicletas e motonetas
1. Esse CNAE pode ser MEI?
Sim. O CNAE 4541-2/07 pode ser utilizado no MEI para comércio varejista de peças e acessórios usados para motocicletas e motonetas.
2. Quanto o MEI paga por mês nessa atividade?
O MEI recolhe o DAS mensal com INSS e ICMS. Em 2026, o valor parte de R$ 81,05 de INSS com acréscimo de R$ 1,00 de ICMS para comércio.
3. Esse CNAE exige Inscrição Estadual?
Sim. Por se tratar de comércio de mercadorias, a Inscrição Estadual normalmente é obrigatória.
4. Qual o anexo do Simples Nacional para essa atividade?
Essa atividade normalmente é enquadrada no Anexo I do Simples Nacional após o desenquadramento do MEI.
5. O Fator R se aplica para essa atividade?
Não. O Fator R não se aplica ao CNAE 4541-2/07, pois se trata de atividade comercial enquadrada no Anexo I do Simples Nacional.
6. Esse CNAE permite vender peças novas?
Não. Essa atividade é voltada ao comércio de peças e acessórios usados. Para venda de peças novas para motos, existe outro CNAE específico.
7. É obrigatório comprovar a origem das peças?
Sim. A venda de peças usadas exige controle de origem, documentação fiscal e rastreabilidade para evitar irregularidades.
8. Onde gerar a guia DAS do MEI?
A guia do DAS pode ser emitida no portal oficial do PGMEI ou no ambiente do Simples Nacional.
Conclusão
O CNAE 4541-2/07 pode ser utilizado para formalização de pequenos negócios que atuam com comércio varejista de peças e acessórios usados para motocicletas e motonetas.
Porém, por envolver peças usadas, estoque e rastreabilidade, essa atividade exige maior atenção às regras fiscais, estaduais e documentais aplicáveis ao setor automotivo.
Para tomar a melhor decisão, consulte o guia sobre MEI em 2026, veja a Tabela do Simples Nacional 2026 e avalie o regime tributário ideal.
Sempre que possível, conte com um contador para evitar erros fiscais e manter a operação regularizada.
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Este conteúdo foi desenvolvido com base nas regras da Lei Complementar 123/2006 e nas normas atualizadas do Simples Nacional.

