Quando o Simples Nacional fica caro: 9 sinais de que você deve simular Lucro Presumido ou Lucro Real

Quando o Simples Nacional fica caro: 9 sinais de que você deve simular Lucro Presumido ou Lucro Real

Publicado em04/02/2026

Tempo leitura5min 25s

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O Simples Nacional é vendido como o regime mais fácil e econômico para pequenas empresas, mas a verdade é que, em muitos cenários, ele deixa de ser vantajoso sem que o empresário perceba. Quando isso acontece, a empresa continua pagando imposto “no automático” — e pagando mais do que deveria.

Neste artigo, você vai identificar 9 sinais práticos de que o Simples pode estar caro para a sua realidade e entender quando faz sentido simular Lucro Presumido ou Lucro Real. O foco aqui não é teoria, mas decisão.

Antes de seguir, recomendamos a leitura do Guia completo do Simples Nacional e do nosso hub de Regime Tributário.

Quando o Simples Nacional deixa de ser vantajoso

O Simples Nacional tributa o faturamento, não o lucro real da empresa. Conforme o negócio cresce, muda de faixa ou possui uma estrutura diferente do “padrão”, a carga tributária pode superar facilmente a do Lucro Presumido ou até do Lucro Real.

A seguir, veja os sinais mais claros de que isso está acontecendo com a sua empresa.

1. Faturamento alto e alíquotas progressivas

À medida que o faturamento anual se aproxima de R$ 2 a R$ 3 milhões, muitas empresas já entram em faixas do Simples com alíquotas efetivas elevadas. No Lucro Presumido, a tributação é baseada em uma presunção fixa de lucro, o que pode gerar economia relevante.

2. Fator R desfavorável (folha abaixo de 28%)

Empresas de serviços com folha de pagamento inferior a 28% do faturamento são tributadas pelo Anexo V, com alíquotas iniciais muito mais altas. Nesses casos, entender o Fator R é essencial para não pagar imposto em excesso.

3. Empresa enquadrada no Anexo V

Serviços intelectuais, consultorias e atividades técnicas muitas vezes caem no Anexo V. Dependendo da margem, o Lucro Presumido pode reduzir drasticamente a carga tributária total.

4. Ultrapassou os sublimites estaduais

Ao ultrapassar R$ 3,6 milhões, o ISS ou ICMS passam a ser recolhidos fora do DAS, aumentando a burocracia e o custo efetivo do Simples.

5. Margem de lucro alta

Empresas com margem real muito acima da presunção legal (32% para serviços) tendem a pagar menos no Lucro Presumido do que no Simples.

6. Margem de lucro muito baixa

Se o lucro é pequeno ou instável, o Lucro Real pode ser mais eficiente, já que os impostos incidem sobre o resultado efetivo.

7. Atividades com benefícios fiscais

Benefícios de ICMS, PIS ou COFINS muitas vezes não são aproveitados no Simples, mas podem ser aplicados diretamente fora dele.

8. Pouco aproveitamento de créditos

No Simples, não há aproveitamento amplo de créditos tributários. Para empresas com muitos insumos, isso pode gerar perda financeira.

9. Crescimento sem planejamento tributário

Crescer sem revisar o regime tributário é um erro comum. A escolha ideal hoje pode não ser a melhor amanhã.

Erros comuns ao insistir no Simples Nacional

  • Acreditar que o Simples é sempre o mais barato
  • Não simular outros regimes periodicamente
  • Ignorar o impacto do Fator R
  • Não revisar o regime após crescimento

Perguntas frequentes

Quando vale a pena sair do Simples?
Quando a carga efetiva supera a de outros regimes.

Lucro Presumido é mais complexo?
Sim, mas pode ser financeiramente mais vantajoso.

Posso mudar de regime a qualquer momento?
Não. A opção ocorre, em regra, no início do ano-calendário.

Conclusão

O Simples Nacional não é sinônimo de economia em todos os cenários. Identificar os sinais certos e simular Lucro Presumido ou Real pode representar uma economia significativa ao longo do ano.

Sempre que possível, consulte um contador para tomar decisões com base em números, não em suposições.

Quer comparar cenários reais para a sua empresa? Fale com nosso time de especialistas ou conheça nossa abertura de empresa com planejamento tributário desde o início.

Para aprofundar conceitos e reforçar sua base de conhecimento, acesse o Guia da Contabilidade.

Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Empreendedor serial e CEO da Contabilidade.com, plataforma contábil completa para CNPJs. Também é sócio-fundador do Contbank, primeira solução de BPO e Gestão Financeira Simplificada com Inteligência Artificial e Open Finance. Em 2018, fundou a Wabbi Software, primeira plataforma contábil em nuvem do Brasil, posteriormente vendida à ContaAzul, onde se tornou sócio e acionista. Além da carreira empreendedora, é pesquisador, com Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e Doutorado em Psicologia pela PUC/SP. Autor de diversos livros e pesquisas sobre campos informacionais e intuição, é fundador da Associação Oriont, dedicada ao estudo da consciência. Editor e coautor do livro científico “Information Fields Theory and Applications: Quantum Communication in Physics and Biology” (Springer Nature, 2025) e autor de “Intuição: do mistério à maestria”, obra que conecta ciência, percepção e autoconhecimento. Com muita experiência na interseção entre tecnologia, finanças, psicologia e inovação, Erico Azevedo é referência em liderança, empreendedorismo e inovação organizacional no Brasil e no exterior.

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