Simples Nacional 2026: guia completo de anexos, Fator R, limites e DAS

Simples Nacional 2026: guia completo de anexos, Fator R, limites e DAS

Publicado em15/01/2026

Tempo leitura20min 24s

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O Simples Nacional é o regime de tributação para microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) com faturamento até R$ 4,8 milhões ao ano. Na prática, ele unifica até oito tributos em uma guia mensal (DAS), reduz burocracia e, conforme CNAE, anexo e RBT12, pode diminuir a carga tributária. Para muitos serviços, o Fator R no Simples Nacional 2026 pode deslocar receitas do Anexo V para o Anexo III, reduzindo a alíquota efetiva. Já perto do teto, entram em cena os limites e sublimites do Simples Nacional 2026, que podem tirar ISS e ICMS do DAS, exigindo ajuste operacional para não pagar a mais nem sofrer desenquadramento indevido. 

Se você precisa de orientação prática para calcular guias, veja também como calcular o DAS do Simples Nacional 2026 ou acessar o PGDAS-D 2026. Já quem está abrindo empresa pode conferir quem pode e quem não pode optar pelo Simples Nacional em 2026 e quais CNAEs são permitidos ou vedados no regime.

Para confirmar anexo, faixas e alíquotas com base no seu CNAE, use a Tabela do Simples Nacional 2026 com CNAE, anexos, Fator R e alíquotas atualizadas.

Quer comparar cenários de forma rápida? Use nossa calculadora de impostos e veja como a carga pode variar entre Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real de acordo com o seu perfil.

Abrindo sua empresa agora? Fale com nossos especialistas e descubra se o Simples Nacional é o regime mais vantajoso para o seu negócio com a contabilidade.com.

Índice do guia

O que é e como funciona o Simples Nacional

O regime foi criado pela Lei Complementar 123/2006 para simplificar a vida do pequeno empreendedor. O Simples Nacional organiza o cálculo e a arrecadação de tributos federais, estaduais e municipais de ME e EPP em um fluxo mensal unificado via DAS, calculado sobre a Receita Bruta dos últimos 12 meses (RBT12). A alíquota não é fixa: cada anexo tem faixas progressivas e parcela a deduzir para se chegar à alíquota efetiva do período. Ele concentra em uma única guia o recolhimento de IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, IPI, INSS, ICMS e ISS.

Confira também os Anexos do Simples Nacional 2026, que definem as tabelas, alíquotas e atividades de cada setor.

Elementos-chave do funcionamento:

  • Base móvel (RBT12): todo mês você reavalia o acumulado de 12 meses para definir a faixa de cada anexo.
  • Atividade define o anexo: comércio no Anexo I, indústria no Anexo II e serviços nos Anexos III, IV ou V.
  • CNAE importa: o CNAE direciona o anexo e evita vedação. Veja CNAE no Simples Nacional 2026.
  • Fator R em serviços: quando Folha (12m) ÷ RBT12 ≥ 28%, certas atividades podem migrar do Anexo V para o Anexo III. Veja Fator R no Simples Nacional 2026.
  • Sublimites: a partir de R$ 3,6 milhões no RBT12, ISS e/ou ICMS podem sair do DAS sem a empresa sair do regime. Entenda em Limite e Sublimites do Simples Nacional 2026.
  • Apuração e guia: a emissão oficial é feita no PGDAS-D. Veja o passo a passo em PGDAS-D 2026.

Quem pode e quem não pode optar

Podem optar microempresas (faturamento até R$ 360 mil) e empresas de pequeno porte (até R$ 4,8 milhões). Mas existem vedações por atividade, estrutura societária e regularidade fiscal.

Veja detalhes em quem pode e quem não pode optar pelo Simples Nacional em 2026 e entenda como o desenquadramento do Simples Nacional 2026 acontece em casos de excesso de faturamento ou irregularidades.

Em resumo, podem optar pelo Simples Nacional:

  • ME: até R$ 360 mil/ano;
  • EPP: de R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões/ano;
  • Atividades permitidas nos anexos;
  • sem PJ no quadro societário;
  • não ser S/A;
  • sem débitos não regularizados.

Não podem optar pelo Simples Nacional:

  • Quem excede R$ 4,8 milhões (ou proporcional para empresas novas);
  • Sociedades com PJ como sócia, S/A, sócio no exterior e outras vedações;
  • Empresas com débitos sem regularização.

Para regras e vedações oficiais, consulte Perguntas e Respostas do Simples Nacional (RFB).

Quais impostos entram no DAS e quando algo sai

O DAS pode incluir: IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, IPI, ICMS, ISS e CPP. Há exceções importantes:

  • Anexo IV: a CPP fica fora do DAS (recolhimento à parte).
  • Sublimites: ao ultrapassar certos patamares de RBT12, ISS/ICMS podem sair do DAS e ser recolhidos em guias separadas.
  • Operações específicas: ICMS-ST, DIFAL e retenções de ISS também ficam fora do DAS.

Para ver como isso entra no cálculo mês a mês, siga Como calcular o DAS do Simples Nacional 2026 e, para entender regras de ISS e ICMS, aprofunde em: ISS no Simples Nacional e ICMS no Simples Nacional.

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Limite, sublimites e efeitos práticos

O teto anual do Simples Nacional é de R$ 4,8 milhões/ano. A partir de R$ 3,6 milhões no RBT12, podem ocorrer efeitos sobre ISS e ICMS. O momento varia conforme o patamar do excesso e regras locais.

Aprenda a calcular o RBT12 e sublimites do Simples Nacional 2026 e veja o panorama completo em Limite e Sublimites: quando ISS e ICMS saem do DAS.

Tabela 1 — Sublimites e efeitos

RBT12 (últimos 12 meses)Efeito TributárioQuando passa a valer
Até R$ 3,6 miTodos os tributos no DASRegra padrão
R$ 3,6 mi a R$ 4,32 miISS/ICMS fora do DASJaneiro do ano seguinte
R$ 4,32 mi a R$ 4,8 miISS/ICMS fora do DASMês seguinte ao excesso
Acima de R$ 4,8 miDesenquadramento do SimplesInício do ano seguinte
Acima de R$ 5,76 miDesenquadramento imediatoMês seguinte ao excesso

Se está crescendo e se aproximando do sublimite, veja os detalhes operacionais em Limite e Sublimites do Simples Nacional 2026 e, se precisar, fale com um especialista da contabilidade.com.

Anexos I a V: como funcionam e onde consultar por CNAE

Os anexos reúnem faixas de RBT12 com alíquotas e parcela a deduzir para chegar à alíquota efetiva. Em geral: Anexo I (comércio), Anexo II (indústria), Anexo III (serviços operacionais), Anexo IV (serviços com CPP fora do DAS) e Anexo V (serviços técnicos/intelectuais, com possível migração via Fator R).

Tabela 2 — Mapa dos anexos

AnexoAbrangência principalFator R aplicaCPP no DASObservações
Anexo IComércioNãoSimICMS pode sair do DAS no sublimite
Anexo IIIndústriaNãoSimICMS pode sair do DAS no sublimite
Anexo IIIServiços selecionadosNãoSimAlíquotas variam por faixa de RBT12
Anexo IVObras, construção, vigilância, limpeza, advocaciaNãoNãoINSS patronal em guia à parte
Anexo VServiços técnicos e intelectuaisSimSimCom Fator R ≥ 28%, pode tributar pelo Anexo III

Para localizar seu anexo por CNAE e conferir as alíquotas por faixa, use a Tabela do Simples Nacional 2026 e aprofunde em Anexos do Simples Nacional 2026.

Fator R: fórmula, exemplo e impacto

O Fator R é uma das principais variáveis para empresas de serviços. A fórmula é: Fator R = Folha (12m) ÷ Faturamento (12m). Se o resultado for ≥ 28%, atividades que estariam no Anexo V podem tributar pelo Anexo III naquele mês, reduzindo a alíquota efetiva.

Descubra como calcular e pagar menos imposto com o Fator R e veja exemplos práticos de aplicação.

Como calcular o DAS na prática

O Documento de Arrecadação do Simples (DAS) é gerado pelo sistema PGDAS-D.

Aprenda como calcular o DAS passo a passo, veja como emitir, pagar e parcelar o DAS e consulte o guia do PGDAS-D 2026.

Passos essenciais:

  • Segregue o faturamento por atividade no mês.
  • Para cada grupo, identifique o anexo pelo CNAE.
  • Ache a faixa do RBT12 no anexo.
  • Aplique alíquota nominal e parcela a deduzir para chegar à alíquota efetiva.
  • Multiplique a receita do mês pela alíquota efetiva e some os resultados.
  • Emita a guia no PGDAS-D.

Tabela 3 — Exemplo ilustrativo de alíquota efetiva

ParâmetroValor
AnexoIII - Alíquota 11,20%
RBT12R$ 420.000,00
Parcela a deduzirR$ 9.360,00
Alíquota efetiva8,97%
Receita do mêsR$ 35.000,00
DAS do mêsR$ 3.140,00

A emissão oficial do DAS é feita no portal do Simples Nacional. Na contabilidade.com, o acompanhamento fica centralizado em uma plataforma unificada acessada via app, mobile ou desktop.

Consulta Optantes

Antes de firmar contratos ou emitir notas, vale checar se o CNPJ é optante do regime. Saiba como fazer a Consulta Optantes do Simples Nacional 2026.

Passo a passo para optar pelo Simples Nacional

Empresas novas:
Solicite a opção no portal do Simples até 30 dias após a inscrição municipal/estadual deferida, respeitando 60 dias da abertura do CNPJ.

Empresas em atividade:
A opção ocorre em janeiro de cada ano.

Condições:
Regularidade fiscal; atividade permitida; ausência de vedações societárias.

Tabela 4 — Checklist de opção e prazos

SituaçãoJanela de opçãoObservações
Empresa novaAté 30 dias após inscrição deferida e dentro de 60 dias do CNPJRequer regularidade fiscal
Empresa em atividadeJaneiro de cada anoRegularize pendências antes
Com pendênciasSem regularização, a opção pode ser indeferida

Abrir a empresa com o enquadramento correto reduz retrabalho.

Situações que excluem e erros comuns

Podem excluir do regime:

  • Excesso de faturamento (com regras diferentes por patamar e momento).
  • Atividade impeditiva no CNPJ (mesmo como secundária).
  • Débitos não regularizados.
  • Vedações societárias (ex.: PJ como sócia, S/A).
  • Reorganizações societárias com efeitos impeditivos.

Erros comuns:

  • Escolher CNAE que puxa anexo menos vantajoso ou vedado.
  • Ignorar o Fator R em serviços típicos do Anexo V.
  • Cruzar sublimites e continuar recolhendo ISS/ICMS no DAS.
  • Misturar receitas de atividades distintas sem segregar por anexo no PGDAS-D.
  • Perder prazos e acumular multas desnecessárias.

Se o seu caso já é de saída ou dúvida sobre data de efeito, veja Desenquadramento do Simples Nacional 2026.

Precisa conversar sobre o melhor regime para o seu CNPJ? Fale com nossos especialistas.

Quando o Simples Nacional não é a melhor escolha

O Simples Nacional costuma ser vantajoso para muitas ME e EPP, mas nem sempre é a melhor opção. Em alguns cenários, o Lucro Presumido ou o Lucro Real podem ser mais econômicos ou mais adequados operacionalmente.

Principais situações em que vale reavaliar o Simples Nacional:

  • Faturamento elevado: ao se aproximar do teto de R$ 4,8 milhões/ano, o planejamento deve antecipar a migração. Entenda os impactos em Limite e Sublimites do Simples 2026 e no Desenquadramento do Simples 2026.
  • Baixo gasto com mão de obra (folha abaixo de 20% do faturamento): em outros regimes, o INSS patronal é calculado sobre a folha. Quando a folha é baixa, pode haver cenários em que o Simples (alíquota unificada) não é o mais eficiente.
  • Margens de lucro baixas: empresas com margens operacionais menores podem se beneficiar do Lucro Real, que permite deduzir despesas operacionais efetivas para apurar imposto sobre o resultado.
  • Créditos tributários: indústrias e comércios que geram muitos créditos de PIS, Cofins e IPI podem perder eficiência no Simples, pois a unificação reduz (ou elimina) o efeito de creditamento para o comprador em várias operações.
  • Atividades impedidas: algumas atividades e estruturas societárias são automaticamente vedadas ao Simples, além de casos com débitos pendentes junto ao INSS ou às Fazendas Públicas.
  • Cessão/locação de mão de obra: pode levar a enquadramentos e regras que exigem atenção especial e, em alguns casos, inviabilizam a permanência no regime.

Para evitar decisão “no escuro”, compare cenários com a calculadora de impostos da contabilidade.com e valide com um especialista, especialmente se você estiver mudando o mix de atividades, crescendo rápido ou alterando estrutura de custos.

FAQ - Perguntas Frequentes sobre Simples Nacional

1) O que é RBT12 e por que manda no cálculo?
É a receita bruta acumulada dos últimos 12 meses. Define a faixa do anexo e, com a parcela a deduzir, resulta na alíquota efetiva do mês.

2) Sou do setor de serviços e caí no Anexo V. O Fator R pode me ajudar?
Sim. Se Folha (12m) ÷ RBT12 ≥ 28%, a receita do V pode tributar pelo Anexo III naquele mês, normalmente reduzindo a carga. Detalhes em Fator R no Simples Nacional.

3) Tenho comércio e serviço. Como apuro?
Segregue por atividade: comércio no Anexo I e serviços em III/IV/V conforme o caso. O PGDAS-D exige essa separação. Veja Como calcular o DAS do Simples Nacional.

4) Quando ISS e ICMS saem do DAS?
Ao cruzar sublimites ou por regras locais de ST/DIFAL/retenções. O mapeamento operacional está em Limite e Sublimites: quando ISS e ICMS saem do DAS.

5) Simples Nacional vale a pena?
Depende do seu CNAE, anexo, RBT12, custo de folha e do seu modelo de operação. Para muitos prestadores de serviço, o Simples é vantajoso quando o Fator R permite ficar no Anexo III e quando o negócio está longe do teto de faturamento. Para comparar no seu caso, use a calculadora de impostos e valide com um contador.

6) Qual regime paga menos impostos?
Não existe uma resposta única: o melhor regime varia conforme faturamento, margens, folha, créditos tributários e atividade. O mais seguro é fazer um estudo tributário comparativo entre Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real. Comece por uma simulação na calculadora de impostos da contabilidade.com e, se quiser, fale com nossos especialistas para validar os números com base na sua realidade.

Referências oficiais

Conclusão e Próximos Passos

O Simples Nacional continua sendo o regime mais utilizado pelos prestadores de serviços no Brasil, mas exige atenção às regras de CNAE, anexos, Fator R, sublimites e emissão correta do DAS. O Simples funciona melhor quando você combina três frentes: CNAE bem escolhido, uso correto do Fator R e monitoramento do RBT12 para respeitar limites e sublimites. A partir daí, o foco é executar com consistência no PGDAS-D e revisar o enquadramento sempre que o mix de atividades mudar.

Para aprofundar cada tema, acesse também nossos guias:

Se você está abrindo empresa agora, faça a abertura gratuita de CNPJ com a contabilidade.com e comece no regime mais vantajoso para o seu negócio. Consulte a Tabela do Simples 2026 e simule também na calculadora de impostos

Não corra o risco de pagar impostos a mais. Conte com especialistas da contabilidade.com desde o início.

 

Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Empreendedor serial e CEO da Contabilidade.com, plataforma contábil completa para CNPJs. Também é sócio-fundador do Contbank, primeira solução de BPO e Gestão Financeira Simplificada com Inteligência Artificial e Open Finance. Em 2018, fundou a Wabbi Software, primeira plataforma contábil em nuvem do Brasil, posteriormente vendida à ContaAzul, onde se tornou sócio e acionista. Além da carreira empreendedora, é pesquisador, com Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e Doutorado em Psicologia pela PUC/SP. Autor de diversos livros e pesquisas sobre campos informacionais e intuição, é fundador da Associação Oriont, dedicada ao estudo da consciência. Editor e coautor do livro científico “Information Fields Theory and Applications: Quantum Communication in Physics and Biology” (Springer Nature, 2025) e autor de “Intuição: do mistério à maestria”, obra que conecta ciência, percepção e autoconhecimento. Com muita experiência na interseção entre tecnologia, finanças, psicologia e inovação, Erico Azevedo é referência em liderança, empreendedorismo e inovação organizacional no Brasil e no exterior.

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