Simples Nacional 2026: guia completo de anexos, Fator R, limites e DAS

Simples Nacional 2026: guia completo de anexos, Fator R, limites e DAS

Publicado em10/04/2026

Tempo leitura18min 56s

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O Simples Nacional é um regime tributário simplificado para microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano. Na prática, o Simples Nacional unifica até oito tributos em uma única guia mensal, o DAS, e pode reduzir a carga tributária conforme o CNAE, o anexo, o RBT12 e, em alguns casos, o Fator R.

Neste guia, você vai entender o que é Simples Nacional, como funciona o Simples Nacional, quem pode optar, quanto paga no DAS, quais impostos entram no regime, como funcionam os anexos e quando o Simples Nacional vale a pena.

Como este tema faz parte da decisão sobre enquadramento fiscal da empresa, vale complementar a leitura com o guia completo de regime tributário. Para uma visão completa com tabelas, anexos, DAS, limites e Fator R, veja também o guia completo do Simples Nacional 2026.

Resumo do Simples Nacional

O que éRegime tributário simplificado para ME e EPP
Quem pode optarMicroempresas e empresas de pequeno porte dentro das regras do regime
Limite de faturamentoAté R$ 4,8 milhões por ano
Como pagaPor meio do DAS, guia única mensal
Alíquotas iniciaisDe 4% a 15,5%, conforme anexo
Ponto de atençãoO Simples Nacional nem sempre é o regime mais barato

Índice do guia

O que é Simples Nacional

O Simples Nacional é um regime tributário criado pela Lei Complementar 123/2006 para simplificar a arrecadação de tributos de pequenos negócios. Em vez de recolher vários impostos em guias separadas, a empresa do Simples Nacional paga tudo, em regra, por uma única guia mensal chamada DAS.

Em resumo, o Simples Nacional foi criado para reduzir burocracia, facilitar o recolhimento de tributos e tornar a gestão fiscal mais simples para ME e EPP.

Se você quer uma explicação complementar e mais introdutória, veja também o que é Simples Nacional e como funciona na prática.

Como funciona o Simples Nacional

O Simples Nacional funciona com base em quatro pilares:

  • atividade da empresa, identificada pelo CNAE;
  • anexo tributário, que define a tabela aplicável;
  • RBT12, que é a receita bruta acumulada dos últimos 12 meses;
  • alíquota efetiva, calculada com base na faixa de faturamento.

Na prática, o cálculo do Simples Nacional não usa uma alíquota fixa para sempre. O valor varia conforme a faixa do anexo e o histórico de faturamento da empresa. Em alguns casos, especialmente para serviços, o Fator R no Simples Nacional 2026 pode reduzir a tributação ao deslocar receitas do Anexo V para o Anexo III.

Quem pode optar pelo Simples Nacional

Podem optar pelo Simples Nacional as empresas que se enquadram como:

  • Microempresa (ME): faturamento de até R$ 360 mil por ano;
  • Empresa de Pequeno Porte (EPP): faturamento acima de R$ 360 mil e até R$ 4,8 milhões por ano.

Além do limite de faturamento, a empresa precisa cumprir exigências relacionadas à atividade, estrutura societária e regularidade fiscal. Para aprofundar, veja quem pode e quem não pode optar pelo Simples Nacional em 2026.

Quem não pode optar pelo Simples Nacional

Nem toda empresa pode ficar no Simples Nacional. Entre os casos mais comuns de vedação estão:

  • empresas com faturamento acima de R$ 4,8 milhões por ano;
  • sociedades por ações;
  • empresas com pessoa jurídica no quadro societário;
  • algumas atividades vedadas pelo regime;
  • débitos fiscais não regularizados.

Para conferir atividades permitidas e proibidas, veja CNAE no Simples Nacional 2026.

Quais impostos entram no Simples Nacional

O Simples Nacional reúne, em regra, os seguintes tributos no DAS:

  • IRPJ;
  • CSLL;
  • PIS;
  • Cofins;
  • IPI;
  • CPP;
  • ICMS;
  • ISS.

Mas há exceções importantes. Em determinados casos, ISS e ICMS podem sair do DAS por causa de sublimites, substituição tributária, DIFAL ou retenções. Para entender isso com detalhe, veja ISS no Simples Nacional e ICMS no Simples Nacional.

Qual é o limite do Simples Nacional

O limite de faturamento do Simples Nacional é de R$ 4,8 milhões por ano. Durante o crescimento da empresa, também é necessário observar os sublimites, especialmente a partir de R$ 3,6 milhões, quando pode haver saída de ISS e ICMS do DAS.

Sublimites e efeitos práticos no Simples Nacional

RBT12Efeito no Simples NacionalQuando passa a valer
Até R$ 3,6 milhõesTributos seguem integralmente no DASRegra padrão
De R$ 3,6 milhões a R$ 4,32 milhõesISS e/ou ICMS podem sair do DASJaneiro do ano seguinte
De R$ 4,32 milhões a R$ 4,8 milhõesISS e/ou ICMS podem sair do DASMês seguinte ao excesso
Acima de R$ 4,8 milhõesDesenquadramento do Simples NacionalEm regra, no período legal aplicável
Acima de R$ 5,76 milhõesDesenquadramento com efeito mais imediatoMês seguinte ao excesso

Para entender o cálculo do RBT12 e os efeitos do excesso de faturamento, veja limite e sublimites do Simples Nacional 2026 e como calcular o RBT12 no Simples Nacional.

Quais são os anexos do Simples Nacional

O Simples Nacional possui cinco anexos, que determinam as alíquotas conforme a atividade e a faixa de faturamento.

Alíquotas iniciais do Simples Nacional

AnexoTipo de atividadeAlíquota inicial
Anexo IComércio4%
Anexo IIIndústria4,5%
Anexo IIIServiços6%
Anexo IVServiços específicos4,5%
Anexo VServiços técnicos e intelectuais15,5%

Resumo dos anexos do Simples Nacional

Os anexos do Simples Nacional definem a tributação conforme a atividade da empresa. Cada anexo possui faixas de faturamento, alíquotas e regras específicas. Em resumo:

  • Anexo I do Simples Nacional: voltado ao comércio, com alíquota inicial de 4%. Exemplos: lojas, revendas, e-commerces e parte das operações de varejo.
  • Anexo II do Simples Nacional: destinado à indústria, com alíquota inicial de 4,5%. Exemplos: fabricação, transformação, beneficiamento e industrialização.
  • Anexo III do Simples Nacional: abrange vários serviços, com alíquota inicial de 6%. Exemplos: academias, agências, manutenção, instalação, treinamentos e diversas atividades operacionais.
  • Anexo IV do Simples Nacional: inclui serviços específicos com alíquota inicial de 4,5%, mas com CPP fora do DAS. Exemplos: advocacia, construção civil, limpeza, vigilância e obras.
  • Anexo V do Simples Nacional: reúne atividades técnicas e intelectuais, com alíquota inicial de 15,5%. Exemplos: tecnologia, consultoria, engenharia, publicidade e auditoria. Em algumas situações, o Fator R pode permitir a tributação pelo Anexo III.

Se você ainda não sabe em qual tabela a sua empresa se enquadra, o ponto de partida é o CNAE. Para validar atividade, anexo e possíveis vedações, consulte também CNAE no Simples Nacional 2026 e a Tabela do Simples Nacional 2026.

CNAE no Simples Nacional: por que isso importa

No Simples Nacional, o CNAE ajuda a definir se a atividade é permitida, em qual anexo a empresa será tributada e se existe alguma regra especial, como aplicação do Fator R ou vedação ao regime.

Veja alguns exemplos práticos:

  • Loja de roupas: normalmente vinculada ao Anexo I;
  • Indústria de alimentos: normalmente vinculada ao Anexo II;
  • Agência de marketing: pode cair no Anexo III ou Anexo V, dependendo da atividade e da estrutura da folha;
  • Advocacia: em geral, fica no Anexo IV;
  • Consultoria em tecnologia: normalmente vinculada ao Anexo V, com possível impacto do Fator R.

Para verificar CNAEs permitidos, vedações e enquadramento correto, veja CNAE no Simples Nacional 2026.

O que é Fator R no Simples Nacional

O Fator R no Simples Nacional é um cálculo aplicado a determinadas atividades de serviço. A fórmula é:

Fator R = Folha de pagamento dos últimos 12 meses ÷ Receita bruta dos últimos 12 meses

Quando o resultado é igual ou superior a 28%, algumas atividades que tributariam no Anexo V podem ser tributadas pelo Anexo III, o que normalmente reduz os impostos.

Para entender a regra com mais profundidade, veja como calcular o Fator R no Simples Nacional e exemplos práticos do Fator R.

Como calcular o DAS do Simples Nacional

O cálculo do DAS do Simples Nacional depende do anexo, do faturamento acumulado dos últimos 12 meses e da faixa de tributação. Em resumo, o processo segue esta lógica:

  1. identificar o CNAE e o anexo correto;
  2. apurar o RBT12;
  3. encontrar a faixa no anexo;
  4. aplicar a fórmula da alíquota efetiva;
  5. emitir a guia no PGDAS-D.

Exemplo resumido de cálculo do Simples Nacional

ParâmetroValor
AnexoAnexo III
RBT12R$ 420.000,00
Alíquota nominal11,20%
Parcela a deduzirR$ 9.360,00
Alíquota efetiva8,97%
Receita do mêsR$ 35.000,00
DAS estimadoR$ 3.139,50

Para o passo a passo completo, veja como calcular o DAS do Simples Nacional 2026, como emitir, pagar e parcelar o DAS e PGDAS-D 2026.

Consulta Optantes do Simples Nacional

Antes de firmar contratos, emitir notas ou validar fornecedores, vale verificar se o CNPJ realmente é optante do regime. Para isso, veja Consulta Optantes do Simples Nacional 2026.

Como optar pelo Simples Nacional

A opção pelo Simples Nacional pode ser feita:

  • na abertura da empresa, observando os prazos legais para empresa nova;
  • em janeiro de cada ano, para empresas já em atividade.

Antes de pedir a opção, a empresa deve validar CNAE, natureza jurídica, faturamento, inscrições e pendências fiscais. Se estiver abrindo empresa, veja também como abrir empresa com o enquadramento correto.

Situações que excluem do Simples Nacional

Entre as situações mais comuns que podem excluir a empresa do Simples Nacional estão:

  • excesso de faturamento;
  • inclusão de atividade impeditiva;
  • débitos fiscais não regularizados;
  • estrutura societária vedada;
  • erros de enquadramento ou de segregação de receitas.

Para entender causas, prazos e efeitos do desenquadramento, veja desenquadramento do Simples Nacional 2026.

Simples Nacional x outros regimes

O Simples Nacional é um dos três principais regimes tributários do Brasil, ao lado do Lucro Presumido e do Lucro Real.

Simples Nacional x Lucro Presumido x Lucro Real

CritérioSimples NacionalLucro PresumidoLucro Real
FaturamentoAté R$ 4,8 milhõesAté R$ 78 milhõesSem limite geral para adesão
GuiasGuia única (DAS)Guias separadasGuias separadas
ComplexidadeBaixaMédiaAlta
Lógica principalReceita e anexoMargem presumidaLucro contábil real

Para comparações aprofundadas, veja Simples Nacional x Lucro Presumido, Simples Nacional x Lucro Real e MEI x Simples Nacional.

Vantagens do Simples Nacional

As principais vantagens do Simples Nacional são:

  • pagamento unificado em uma única guia mensal;
  • menos burocracia fiscal;
  • tabelas simplificadas em comparação com outros regimes;
  • possibilidade de pagar menos impostos em muitos cenários;
  • rotina operacional mais simples para pequenos negócios.

Se quiser aprofundar essa análise, veja vantagens e desvantagens do Simples Nacional.

Desvantagens do Simples Nacional

Apesar de ser muito popular, o Simples Nacional não é sempre o melhor regime. Entre os principais pontos de atenção estão:

  • o imposto é calculado sobre o faturamento, não sobre o lucro;
  • algumas empresas perdem competitividade em créditos tributários;
  • o regime tem limite de faturamento;
  • certas atividades têm alíquotas altas, especialmente no Anexo V;
  • ISS e ICMS podem sair do DAS em determinados patamares.

Se quiser entender os casos em que o regime deixa de ser vantajoso, veja quando o Simples Nacional fica caro e quem deveria evitar o Simples Nacional.

Quando o Simples Nacional vale a pena

O Simples Nacional costuma valer a pena quando:

  • a empresa está dentro do limite de faturamento;
  • o CNAE está em anexo favorável;
  • há boa previsibilidade de receita;
  • o custo operacional da empresa combina com a lógica do regime;
  • o Fator R melhora a tributação em serviços.

Para uma visão mais prática e decisória, veja Simples Nacional vale a pena? e Simples Nacional para prestadores de serviço.

Para comparar o seu cenário rapidamente, use a calculadora de impostos.

FAQ – Perguntas frequentes sobre Simples Nacional

1. O que é Simples Nacional?

O Simples Nacional é um regime tributário simplificado para microempresas e empresas de pequeno porte, com recolhimento unificado de tributos por meio do DAS.

2. Como funciona o Simples Nacional?

O Simples Nacional funciona com base no CNAE, no anexo, na receita bruta acumulada dos últimos 12 meses e na alíquota efetiva calculada para cada período.

3. Quem pode optar pelo Simples Nacional?

Podem optar pelo Simples Nacional as ME e EPP que estejam dentro do limite de faturamento e atendam às regras de atividade, estrutura societária e regularidade fiscal.

4. Qual é o limite do Simples Nacional?

O limite do Simples Nacional é de R$ 4,8 milhões por ano, com sublimites e efeitos específicos a partir de R$ 3,6 milhões.

5. Quais impostos entram no Simples Nacional?

Em regra, o Simples Nacional reúne IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, IPI, CPP, ICMS e ISS no DAS, com algumas exceções operacionais.

6. Como calcular o Simples Nacional?

Para calcular o Simples Nacional, é preciso identificar o anexo, o RBT12, a faixa da tabela e a alíquota efetiva. Depois, a guia é gerada no PGDAS-D.

7. Simples Nacional vale a pena?

Depende do CNAE, do faturamento, da folha, do anexo e da margem do negócio. Em muitos casos vale muito a pena, mas não é automaticamente o regime mais barato.

8. Quando o Simples Nacional não é a melhor escolha?

O Simples Nacional pode deixar de ser vantajoso quando a empresa tem baixa margem, pouca folha para efeito de Fator R, muitos créditos tributários perdidos ou faturamento próximo do limite.

Referências oficiais

Conclusão e próximos passos

O Simples Nacional continua sendo um dos regimes mais importantes para pequenos negócios no Brasil, mas ele só entrega economia real quando a empresa está bem enquadrada, com CNAE, anexo, Fator R e RBT12 corretamente acompanhados.

Em outras palavras, o Simples Nacional pode ser excelente, mas precisa ser analisado com critério. Se você quiser aprofundar todos os detalhes com exemplos práticos, tabelas e links do cluster, veja novamente o guia completo do Simples Nacional 2026.

Se você está abrindo empresa agora ou quer confirmar se o Simples Nacional é o melhor regime para o seu caso, use a calculadora de impostos ou fale com nossos especialistas.

Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Empreendedor serial e CEO da Contabilidade.com, plataforma contábil completa para CNPJs. Também é sócio-fundador do Contbank, primeira solução de BPO e Gestão Financeira Simplificada com Inteligência Artificial e Open Finance. Em 2018, fundou a Wabbi Software, primeira plataforma contábil em nuvem do Brasil, posteriormente vendida à ContaAzul, onde se tornou sócio e acionista. Além da carreira empreendedora, é pesquisador, com Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e Doutorado em Psicologia pela PUC/SP. Autor de diversos livros e pesquisas sobre campos informacionais e intuição, é fundador da Associação Oriont, dedicada ao estudo da consciência. Editor e coautor do livro científico “Information Fields Theory and Applications: Quantum Communication in Physics and Biology” (Springer Nature, 2025) e autor de “Intuição: do mistério à maestria”, obra que conecta ciência, percepção e autoconhecimento. Com muita experiência na interseção entre tecnologia, finanças, psicologia e inovação, Erico Azevedo é referência em liderança, empreendedorismo e inovação organizacional no Brasil e no exterior.

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