CNAE 7420-0/02 – Fotógrafo(a) aéreo e submarino independente: pode ser MEI? quanto paga e quando desenquadrar do MEI

CNAE 7420-0/02 – Fotógrafo(a) aéreo e submarino independente: pode ser MEI? quanto paga e quando desenquadrar do MEI

Publicado em12/06/2026

Tempo leitura8min 12s

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O CNAE 7420-0/02 – Atividades de produção de fotografias aéreas e submarinas permite o enquadramento como MEI em 2026 para profissionais que realizam captação de imagens por meio de drones, aeronaves, embarcações ou equipamentos especializados de fotografia subaquática.

A atividade é amplamente utilizada para produção de conteúdo publicitário, cobertura de eventos, inspeções visuais, turismo, mercado imobiliário, agronegócio, construção civil e marketing digital.

Além da formalização empresarial, o profissional deve observar as regras operacionais relacionadas ao uso de drones e à legislação aeronáutica brasileira.

Antes de abrir um CNPJ, consulte o guia completo sobre MEI em 2026, veja a Tabela e CNAEs do MEI, entenda o regime tributário ideal e confira o guia atualizado do Simples Nacional 2026.

Índice

Fotógrafo aéreo pode ser MEI?

Sim. O CNAE 7420-0/02 permite o enquadramento como MEI, possibilitando a formalização de profissionais que trabalham com fotografia aérea, imagens captadas por drones e fotografia submarina.

O enquadramento é bastante utilizado por fotógrafos especializados em imóveis, obras, eventos, turismo, inspeções visuais e campanhas publicitárias.

Resumo tributário do CNAE 7420-0/02

ItemInformação
MEIPermitido
ISSSim
ICMSNão
Faturamento máximo MEIR$ 81.000 por ano
FuncionáriosAté 1 funcionário
Regime após desenquadramentoSimples Nacional
AnexoAnexo III
Alíquota inicial fora do MEI6%

Quanto o MEI paga nessa atividade?

Em 2026, o profissional enquadrado como MEI recolhe mensalmente o DAS, composto pelo INSS e ISS.

O valor parte de aproximadamente R$ 86,05 por mês, podendo sofrer reajustes legais ao longo do tempo.

Além disso, é necessário entregar a Declaração Anual do MEI e acompanhar o faturamento para evitar desenquadramento.

O que essa atividade faz na prática?

O CNAE 7420-0/02 engloba a produção de fotografias e imagens obtidas por meios aéreos ou submarinos.

Na prática, o profissional pode atuar captando imagens com drones, aeronaves ou equipamentos subaquáticos para utilização comercial, institucional ou promocional.

Os serviços são muito procurados por imobiliárias, construtoras, empresas de turismo, produtores de eventos, agências de publicidade e produtores de conteúdo digital.

Atividades permitidas

  • Fotografia aérea com drones
  • Produção de imagens aéreas para imóveis
  • Cobertura aérea de eventos
  • Fotografia aérea para publicidade
  • Captação de imagens para turismo
  • Inspeções visuais com drones
  • Produção de conteúdo audiovisual aéreo
  • Fotografia submarina comercial
  • Registro fotográfico de embarcações
  • Captação de imagens promocionais e institucionais

Atividades não permitidas nesse CNAE

  • Aerofotogrametria técnica
  • Mapeamento topográfico especializado
  • Georreferenciamento profissional
  • Levantamentos cartográficos
  • Serviços de engenharia com drones
  • Produção cinematográfica completa
  • Operação de aeronaves para transporte
  • Serviços regulados por CNAEs específicos de engenharia e agrimensura

Regras para operação de drones

A atividade de fotografia aérea exige atenção às normas de operação de aeronaves remotamente pilotadas.

Dependendo do equipamento e do tipo de operação, podem existir exigências relacionadas a:

  • Registro do drone junto à ANAC;
  • Cadastro do operador;
  • Solicitação de autorização de voo;
  • Cumprimento das regras do DECEA;
  • Respeito às áreas restritas de voo;
  • Observância das normas de segurança operacional.

Antes de iniciar operações comerciais, é recomendável verificar as regras vigentes aplicáveis ao equipamento utilizado.

Limites do MEI

O fotógrafo aéreo enquadrado como MEI deve respeitar as regras gerais do regime:

  • Faturamento máximo de R$ 81.000 por ano;
  • Até 1 funcionário registrado;
  • Não possuir sócios;
  • Não participar de outra empresa como sócio ou administrador.

Na prática, isso representa uma média aproximada de R$ 6.750 por mês de faturamento.

Quando desenquadrar do MEI?

  • Faturamento superior ao limite anual;
  • Aquisição de estrutura operacional maior;
  • Contratação de equipe especializada;
  • Prestação de serviços para grandes empresas;
  • Entrada de sócios na operação.

Nesses casos, normalmente a migração para Microempresa passa a ser a alternativa mais adequada.

Saiba mais em: Ultrapassei o limite do MEI: e agora?.

Tributação após sair do MEI

Ao ultrapassar o limite do MEI, o profissional normalmente migra para o Simples Nacional.

A atividade costuma ser tributada pelo Anexo III, cuja alíquota inicial é de 6% sobre o faturamento.

Para entender o cálculo completo, consulte a Tabela do Simples Nacional 2026.

Como abrir CNPJ para fotografia aérea?

A formalização pode ser realizada diretamente pelo Portal do Empreendedor utilizando o CNAE compatível com a atividade.

Após a abertura, o profissional poderá emitir notas fiscais, contratar um funcionário e atuar formalmente no mercado.

Abra sua empresa gratuitamente ou consulte nossos planos e preços de contabilidade online.

Descritores relacionados

  • fotografia aérea MEI
  • drone MEI
  • CNAE 7420-0/02
  • fotógrafo com drone
  • filmagem com drone
  • imagens aéreas para imóveis
  • fotografia submarina
  • captação aérea comercial
  • serviços com drone
  • fotógrafo aéreo independente

FAQ - Perguntas frequentes sobre o CNAE 7420-0/02

1. Fotografia com drone pode ser MEI?
Sim. O CNAE 7420-0/02 permite o enquadramento como MEI.

2. Posso emitir nota fiscal?
Sim. Após a formalização e habilitação municipal.

3. Preciso registrar o drone?
Dependendo do equipamento e da operação realizada, podem existir exigências regulatórias específicas.

4. Posso fazer imagens para imobiliárias?
Sim. Essa é uma das aplicações mais comuns da atividade.

5. Qual o limite de faturamento?
Até R$ 81.000 por ano.

6. Aerofotogrametria entra nesse CNAE?
Não. Atividades técnicas de mapeamento possuem enquadramentos específicos.

7. Qual a tributação após sair do MEI?
Normalmente a atividade é tributada pelo Anexo III do Simples Nacional.

Conclusão

O CNAE 7420-0/02 é uma excelente opção para profissionais que trabalham com fotografia aérea, imagens captadas por drones e fotografia submarina.

Por ser permitido no MEI, oferece uma forma simples de formalização, permitindo emissão de notas fiscais e acesso aos benefícios previdenciários.

Além da formalização tributária, é fundamental observar as normas relacionadas à operação de drones e demais equipamentos utilizados na atividade.

Para tomar a melhor decisão, consulte o guia sobre MEI em 2026, veja a Tabela do Simples Nacional 2026 e avalie o regime tributário ideal.

Sempre que possível, conte com um contador para evitar erros no enquadramento e pagar o mínimo de impostos dentro da lei.

Voltar para a Tabela e CNAEs do MEI em 2026

Este conteúdo foi desenvolvido com base nas regras da Lei Complementar 123/2006 e nas normas atualizadas do Simples Nacional.

Fontes Complementares

Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Empreendedor serial e CEO da Contabilidade.com, plataforma contábil completa para CNPJs. Também é sócio-fundador do Contbank, primeira solução de BPO e Gestão Financeira Simplificada com Inteligência Artificial e Open Finance. Em 2018, fundou a Wabbi Software, primeira plataforma contábil em nuvem do Brasil, posteriormente vendida à ContaAzul, onde se tornou sócio e acionista. Além da carreira empreendedora, é pesquisador, com Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e Doutorado em Psicologia pela PUC/SP. Autor de diversos livros e pesquisas sobre campos informacionais e intuição, é fundador da Associação Oriont, dedicada ao estudo da consciência. Editor e coautor do livro científico “Information Fields Theory and Applications: Quantum Communication in Physics and Biology” (Springer Nature, 2025) e autor de “Intuição: do mistério à maestria”, obra que conecta ciência, percepção e autoconhecimento. Com muita experiência na interseção entre tecnologia, finanças, psicologia e inovação, Erico Azevedo é referência em liderança, empreendedorismo e inovação organizacional no Brasil e no exterior.

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