CNAE 1061-9/02 – Fabricação de produtos do arroz: pode ser MEI? quanto paga e quando desenquadrar do MEI

CNAE 1061-9/02 – Fabricação de produtos do arroz: pode ser MEI? quanto paga e quando desenquadrar do MEI

Publicado em30/04/2026

Tempo leitura4min 48s

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O CNAE 1061-9/02 – Fabricação de produtos do arroz é utilizado por empreendedores que atuam na transformação do arroz em derivados para consumo humano, como farinha, flocos e subprodutos obtidos da moagem.

Essa atividade é permitida no regime do Microempreendedor Individual (MEI), sendo comum para pequenos produtores e agroindústrias. Por se tratar de uma atividade industrial de alimentos, exige atenção com ICMS, Inscrição Estadual obrigatória e licenciamento sanitário.

Antes de abrir um CNPJ, consulte o guia do MEI, a Tabela de CNAEs do MEI e o regime tributário ideal.

Índice

Esse CNAE pode ser MEI?

Sim, o CNAE 1061-9/02 pode ser MEI. Essa atividade é permitida para o Microempreendedor Individual na fabricação de derivados do arroz.

Resumo tributário

ItemInformação
MEIPermitido
ISSNão
ICMSSim
Inscrição EstadualObrigatória
Regime após MEISimples Nacional
AnexoAnexo II (indústria)
Alíquota inicial4,5%
Fator RNão

Quanto o MEI paga nessa atividade

O MEI paga a partir de R$ 82,05 por mês, incluindo INSS e ICMS.

Tabela do Simples Nacional

Ao sair do MEI, a atividade entra no Anexo II (indústria).

FaixaReceitaAlíquota
1Até 180 mil4,5%
2Até 360 mil7,8%
3Até 720 mil10%
4Até 1,8 mi11,2%
5Até 3,6 mi14,7%
6Até 4,8 mi30%

O que essa atividade faz

Esse CNAE abrange a transformação do arroz em produtos derivados, com foco em moagem e industrialização para consumo humano.

Diferente do beneficiamento do arroz, aqui o foco é a produção de subprodutos e derivados.

Atividades permitidas

  • Fabricação de farinha de arroz
  • Produção de flocos de arroz
  • Produção de xerém de arroz
  • Produção de sêmolas e farelos
  • Subprodutos da moagem do arroz

Atividades não permitidas

  • Beneficiamento de arroz (CNAE 1061-9/01)
  • Produção de óleo de arroz (CNAE 1041-4/00)
  • Produção de amidos e féculas (CNAE 1065-1/01)
  • Comércio sem fabricação
  • Serviços alimentícios

Risco e licenciamento

Por envolver alimentos, essa atividade exige licenciamento da Vigilância Sanitária (VISA).

Dependendo da estrutura, pode exigir:

  • Alvará sanitário
  • Controle de qualidade
  • Boas práticas de fabricação

Limites do MEI

  • Faturamento até R$ 81 mil/ano
  • 1 funcionário
  • Sem sócios

Quando desenquadrar

O desenquadramento ocorre quando há crescimento da operação.

Veja: Ultrapassei o limite do MEI

Quando abrir como ME

  • produção maior
  • venda para empresas
  • estrutura industrial

Abertura de empresa

Essa atividade exige análise técnica e cumprimento de normas sanitárias.

Fale com um especialista

Descritores relacionados

  • farinha de arroz MEI
  • flocos de arroz fabricação
  • indústria de arroz MEI
  • ICMS indústria alimentos

FAQ

Pode ser MEI?
Sim.

Quanto paga?
A partir de R$ 82,05/mês.

Tem ICMS?
Sim.

Tem Fator R?
Não.

Conclusão

O CNAE 1061-9/02 pode ser uma boa porta de entrada para formalização no MEI, especialmente em operações pequenas e enxutas. No entanto, o crescimento do negócio pode exigir migração para regimes mais completos e estruturas mais adequadas.

O MEI funciona bem como fase inicial, mas não deve ser tratado como solução definitiva para quem pretende ampliar produção, contratar equipe ou profissionalizar a operação.

Se você quer estruturar seu negócio da forma correta desde o início e evitar retrabalho com mudança de regime, vale analisar a abertura como Microempresa desde o começo.

Para tomar a melhor decisão, consulte o guia sobre MEI em 2026, veja a Tabela do Simples Nacional 2026 e avalie o regime tributário ideal.

Sempre que possível, conte com um contador para evitar erros no enquadramento e pagar o mínimo de impostos dentro da lei.

Voltar para a Tabela de CNAEs do MEI

Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Empreendedor serial e CEO da Contabilidade.com, plataforma contábil completa para CNPJs. Também é sócio-fundador do Contbank, primeira solução de BPO e Gestão Financeira Simplificada com Inteligência Artificial e Open Finance. Em 2018, fundou a Wabbi Software, primeira plataforma contábil em nuvem do Brasil, posteriormente vendida à ContaAzul, onde se tornou sócio e acionista. Além da carreira empreendedora, é pesquisador, com Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e Doutorado em Psicologia pela PUC/SP. Autor de diversos livros e pesquisas sobre campos informacionais e intuição, é fundador da Associação Oriont, dedicada ao estudo da consciência. Editor e coautor do livro científico “Information Fields Theory and Applications: Quantum Communication in Physics and Biology” (Springer Nature, 2025) e autor de “Intuição: do mistério à maestria”, obra que conecta ciência, percepção e autoconhecimento. Com muita experiência na interseção entre tecnologia, finanças, psicologia e inovação, Erico Azevedo é referência em liderança, empreendedorismo e inovação organizacional no Brasil e no exterior.

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