O corretor de seguros recém-formado pode começar trabalhando em uma corretora, assessoria ou rede de seguros ou estruturar sua própria carteira de clientes depois de obter a habilitação e o registro profissional necessários.
A profissão envolve muito mais do que vender apólices. O corretor precisa entender os riscos do cliente, conhecer as coberturas disponíveis, comparar alternativas e acompanhar o relacionamento com seguradoras.
Quem pretende atuar por meio de CNPJ também precisa organizar CNAE, registro da corretora na SUSEP, emissão de notas fiscais e tributação. Veja como funciona a contabilidade para corretor de seguros.
O que fazer para trabalhar como corretor de seguros?
Para atuar como corretor de seguros, é necessário cumprir os requisitos de habilitação e registro da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).
Atualmente, a pessoa natural precisa estar devidamente habilitada por meio de Exame Nacional de Habilitação Técnico-Profissional ou Curso de Habilitação Técnico-Profissional realizado por instituição credenciada pela SUSEP.
A habilitação deve considerar os segmentos em que o profissional pretende atuar.
Depois disso, o registro é realizado no sistema de corretores da SUSEP.
Para o recém-formado, o caminho pode ser resumido em:
- obter a habilitação profissional;
- realizar o registro como corretor na SUSEP;
- escolher os segmentos de seguros em que pretende atuar;
- buscar seguradoras, corretoras, assessorias ou redes parceiras;
- começar a construir sua carteira de clientes.
É preciso ter faculdade para ser corretor de seguros?
Não é necessário possuir uma graduação específica para exercer a profissão.
O ponto central é cumprir os requisitos de habilitação técnico-profissional e registro exigidos para atuar regularmente como corretor.
Onde um corretor de seguros recém-formado pode trabalhar?
O profissional pode começar em diferentes estruturas do mercado segurador.
Corretoras de seguros
Trabalhar em uma corretora já estabelecida permite conhecer produtos, cotações, renovações, atendimento e relacionamento com seguradoras.
Assessorias e redes de corretores
Outra possibilidade é atuar próximo a empresas que oferecem suporte comercial e operacional a corretores.
Para quem está começando, esse modelo pode facilitar o acesso a seguradoras, sistemas e conhecimento sobre diferentes produtos.
Seguradoras e empresas do setor
Também existem oportunidades em seguradoras e outras empresas do mercado, embora a função exercida internamente nem sempre seja a de corretor independente.
Atuação independente
Depois da regularização, o profissional também pode construir sua própria carteira e trabalhar com diferentes seguradoras conforme os credenciamentos e contratos estabelecidos.
Como abrir empresa para corretor de seguros?
Quem pretende estruturar a própria operação pode avaliar a possibilidade de abrir empresa para corretor de seguros.
O CNAE diretamente relacionado à atividade é:
6622-3/00 – Corretores e agentes de seguros, de planos de previdência complementar e de saúde.
Essa classificação inclui atividades de corretagem de seguros, seguros de vida, planos de previdência e planos de saúde, entre outros serviços relacionados.
Porém, abrir o CNPJ não substitui o registro da corretora na SUSEP.
No cadastro da pessoa jurídica, a SUSEP exige informações sobre a empresa e seu responsável técnico, além de considerar os produtos para os quais esse responsável possui habilitação.
De forma geral, o processo envolve:
- definir os segmentos em que a empresa atuará;
- escolher o CNAE adequado;
- definir a natureza jurídica;
- registrar a empresa e obter o CNPJ;
- realizar o cadastro da corretora na SUSEP;
- credenciar-se ou estabelecer relacionamento com seguradoras;
- definir o regime tributário;
- organizar notas fiscais e contabilidade.
Veja também nosso guia sobre como abrir uma empresa.
Se você já possui empresa, também pode consultar o CNPJ e verificar seus dados cadastrais.
Qual é o salário de um corretor de seguros recém-formado?
A renda de um corretor de seguros pode variar bastante.
Isso acontece porque muitos profissionais recebem comissões relacionadas aos seguros intermediados, enquanto outros trabalham como empregados em empresas do setor.
Como referência do mercado formal, profissionais classificados como Corretor de Seguros recebem média nacional de aproximadamente R$ 2.161 por mês no regime CLT em 2026.
A faixa encontrada nos dados do mercado formal vai de aproximadamente R$ 1.728 a R$ 2.938.
Esses valores representam corretores de seguros CLT em geral e não exclusivamente recém-formados.
Para quem trabalha de forma independente ou possui uma corretora, a renda pode ser diferente porque depende da carteira de clientes, dos produtos comercializados, das comissões e da recorrência das renovações.
Como um corretor de seguros recém-formado pode ganhar dinheiro?
O corretor pode construir receita intermediando diferentes tipos de seguros e outros produtos para os quais esteja devidamente habilitado.
1. Seguro de automóvel
É um dos segmentos mais conhecidos e pode ajudar o profissional a desenvolver experiência com cotação, comparação de coberturas e renovação.
2. Seguro residencial
Outra possibilidade é trabalhar com proteção para imóveis, bens e responsabilidades relacionadas à residência.
3. Seguro de vida
O corretor pode atuar com soluções voltadas à proteção financeira de pessoas e famílias.
4. Seguros empresariais
Empresas possuem necessidades específicas de proteção patrimonial, responsabilidade, equipamentos, veículos e outros riscos.
Para quem pretende atender o mercado B2B, esse pode ser um caminho interessante de especialização.
5. Planos e produtos relacionados
Dependendo da habilitação e da estrutura utilizada, o profissional também pode trabalhar com produtos relacionados a previdência complementar e saúde.
6. Renovações
A carteira construída ao longo do tempo pode gerar novas oportunidades quando as apólices chegam ao período de renovação.
Por isso, relacionamento e acompanhamento são importantes para transformar vendas isoladas em uma carteira recorrente.
Se você pretende atuar por meio de CNPJ, utilize a calculadora de impostos para estimar a tributação.
Como conseguir os primeiros clientes como corretor de seguros?
Para quem está começando, tentar vender todos os tipos de seguros pode dificultar o posicionamento.
Escolha alguns segmentos
Uma estratégia inicial é dominar poucos produtos complementares antes de ampliar o portfólio.
Por exemplo:
- automóvel e residencial;
- vida e proteção familiar;
- seguros voltados a pequenas empresas.
Comece pela sua rede de contatos
Amigos, familiares, antigos colegas e contatos profissionais podem ajudar a gerar as primeiras oportunidades.
A abordagem deve ser profissional e focada nas necessidades de proteção do cliente, e não apenas na venda de uma apólice.
Crie parcerias
Corretores de imóveis, contadores, empresários e outros profissionais podem fazer parte da rede de relacionamento do corretor.
As parcerias devem respeitar as regras aplicáveis ao mercado de seguros.
Faça acompanhamento das renovações
Um cliente atendido hoje pode voltar a contratar no futuro.
Organizar datas de vencimento, contatos e histórico facilita a retenção da carteira.
Construa autoridade
Conteúdos que expliquem coberturas, franquias, riscos e dúvidas frequentes podem ajudar o profissional a demonstrar conhecimento e atrair potenciais clientes.
Quais erros um corretor de seguros iniciante deve evitar?
- Atuar sem registro: a intermediação de seguros exige regularização perante a SUSEP.
- Querer dominar todos os produtos imediatamente: começar por alguns segmentos facilita o aprendizado.
- Focar somente no preço: coberturas, exclusões, franquias e necessidades do cliente também precisam ser analisadas.
- Não acompanhar renovações: a carteira existente pode ser uma fonte importante de recorrência.
- Não conhecer o produto: o cliente precisa receber informações claras sobre aquilo que está contratando.
- Não organizar a carteira: CRM ou outra ferramenta de gestão pode ajudar no acompanhamento de clientes, propostas e renovações.
Corretor de seguros: é melhor trabalhar como PF ou PJ?
Os dois modelos podem existir, desde que sejam observadas as regras da atividade.
Pessoa física
O corretor pode se registrar como pessoa natural na SUSEP e atuar dentro dos segmentos para os quais possui habilitação.
Nesse caso, precisa organizar sua tributação, recebimentos e demais obrigações como pessoa física.
Pessoa jurídica
Outra possibilidade é constituir uma corretora de seguros.
A pessoa jurídica precisa possuir CNPJ e também ser registrada perante a SUSEP, observando os requisitos relativos ao responsável técnico e aos segmentos de atuação.
O CNPJ pode facilitar a organização empresarial, relacionamento com clientes e emissão de notas fiscais.
Abrir empresa não significa automaticamente pagar menos impostos. A tributação deve ser comparada considerando faturamento e regime tributário.
Afinal, corretor de seguros pode ser MEI?
Não existe ocupação própria de corretor de seguros autorizada no MEI.
O Microempreendedor Individual só pode exercer atividades presentes na lista oficial de ocupações permitidas.
Por isso, o profissional não deve selecionar outra ocupação apenas para tentar enquadrar uma verdadeira atividade de corretagem de seguros como MEI.
Isso não impede a abertura de CNPJ. O corretor pode avaliar outra estrutura empresarial adequada à atividade e realizar também o registro da corretora perante a SUSEP.
Veja todos os detalhes no conteúdo sobre corretor de seguros pode ser MEI.
Quanto um corretor de seguros paga de imposto?
Quanto um corretor de seguros paga de imposto depende principalmente da forma de atuação, faturamento e regime tributário.
Quem trabalha como pessoa física possui uma tributação diferente de quem recebe as receitas por meio de pessoa jurídica.
No CNPJ, a atividade de corretagem de seguros pode ser enquadrada no Simples Nacional quando a empresa cumpre os requisitos aplicáveis ao regime.
Mesmo assim, é necessário analisar faturamento, CNAE, estrutura da empresa e demais características antes de definir qual regime oferece o melhor cenário.
Veja os principais cenários no conteúdo sobre quanto um corretor de seguros paga de imposto.
FAQ - Perguntas Frequentes sobre Corretor de Seguros Recém-Formado
1) O que é preciso para ser corretor de seguros?
É necessário cumprir os requisitos de habilitação técnico-profissional e obter o registro correspondente perante a SUSEP.
2) Corretor de seguros precisa ter faculdade?
Não existe uma graduação específica obrigatória para toda atuação. O profissional precisa cumprir os requisitos de habilitação e registro da atividade.
3) Corretor de seguros precisa de registro na SUSEP?
Sim. A pessoa natural ou jurídica que deseja intermediar seguros, capitalização ou previdência privada deve possuir o registro correspondente na SUSEP.
4) Como conseguir os primeiros clientes como corretor de seguros?
Escolher alguns segmentos, trabalhar sua rede de contatos, construir parcerias e acompanhar renovações podem ajudar na formação da primeira carteira.
5) Quanto ganha um corretor de seguros?
Não existe uma renda única. Como referência, corretores CLT recebem média aproximada de R$ 2.161 por mês em 2026, enquanto profissionais comissionados podem ter rendimentos diferentes.
6) Qual CNAE usar para corretor de seguros?
O CNAE diretamente relacionado é 6622-3/00 – Corretores e agentes de seguros, de planos de previdência complementar e de saúde.
7) Posso abrir uma corretora de seguros sozinho?
É possível constituir uma empresa, desde que sejam observados os requisitos empresariais e de registro da corretora perante a SUSEP.
8) A corretora de seguros também precisa de registro na SUSEP?
Sim. O cadastro da pessoa jurídica é distinto do registro da pessoa natural e deve observar requisitos como responsabilidade técnica e habilitação para os produtos intermediados.
9) Corretor de seguros pode abrir CNPJ?
Sim. Existe CNAE específico para a atividade, e a empresa deve também cumprir as exigências regulatórias aplicáveis.
10) Corretor de seguros pode ser MEI?
Não existe ocupação própria de corretor de seguros autorizada no MEI. O profissional deve avaliar outra estrutura empresarial.
Conclusão
Para o corretor de seguros recém-formado, o início da carreira passa pela habilitação profissional, registro na SUSEP e desenvolvimento de conhecimento prático sobre os produtos que pretende intermediar.
Começar por alguns segmentos, trabalhar próximo a profissionais mais experientes e construir uma rotina de prospecção e acompanhamento pode facilitar a formação da primeira carteira de clientes.
Quem pretende empreender também precisa estruturar corretamente CNAE, CNPJ, registro da corretora, notas fiscais e tributação.
Se você decidiu estruturar o próprio negócio, veja como abrir empresa para corretor de seguros com o apoio da Contabilidade.com.

