Jogador de futebol recém-formado: Onde trabalhar e o que fazer para ganhar dinheiro

O jogador de futebol recém-formado na base entra em uma das fases mais importantes da carreira: a transição das categorias de formação para o...

Publicado em18/08/2026

Atualizado em18/08/2026

Tempo leitura17min 6s

PorJuliana Bārradas

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Jogador de futebol recém-formado: Onde trabalhar e o que fazer para ganhar dinheiro

O jogador de futebol recém-formado na base entra em uma das fases mais importantes da carreira: a transição das categorias de formação para o futebol profissional.

Nessa etapa, o atleta precisa buscar espaço em elencos profissionais, entender seu primeiro contrato, avaliar propostas com cuidado e organizar corretamente as diferentes formas de remuneração que podem surgir ao longo da carreira.

Salário do clube, premiações, patrocínios e exploração da imagem não devem ser tratados como se fossem a mesma receita.

Quando surgem contratos comerciais ou receitas independentes da relação de trabalho com o clube, também pode ser necessário avaliar a abertura de uma empresa. Veja como funciona a contabilidade para jogador de futebol.

O que fazer depois de sair das categorias de base?

O encerramento do ciclo na base não significa automaticamente que o jogador terá espaço garantido no time principal.

Alguns atletas são promovidos pelo próprio clube. Outros precisam buscar oportunidades em equipes menores, campeonatos estaduais, divisões inferiores ou novos projetos esportivos.

Entre os primeiros passos estão:

  1. entender sua situação contratual com o clube formador;
  2. avaliar possibilidades no elenco profissional;
  3. manter vídeos e histórico esportivo organizados;
  4. construir relacionamento com clubes e profissionais do futebol;
  5. analisar contratos antes de assinar;
  6. organizar a vida financeira desde os primeiros recebimentos.

Com quantos anos um jogador pode assinar contrato profissional?

No futebol brasileiro, a organização esportiva formadora pode assinar com o atleta, a partir dos 16 anos, o primeiro contrato especial de trabalho esportivo.

No futebol, esse primeiro contrato pode ter prazo de até três anos.

Isso não significa que todo atleta de 16 anos precise necessariamente se profissionalizar imediatamente.

A decisão depende do desenvolvimento esportivo, da estrutura do clube, da oportunidade oferecida e do planejamento da carreira.

Como funciona o contrato de jogador profissional?

O jogador profissional não possui simplesmente um contrato comum de prestação de serviços com o clube.

A relação profissional com a organização esportiva pode ser formalizada por meio do contrato especial de trabalho esportivo.

Esse contrato possui regras próprias e pode prever, entre outros elementos:

  • remuneração;
  • prazo contratual;
  • cláusula indenizatória esportiva;
  • cláusula compensatória esportiva;
  • obrigações do atleta e do clube.

O contrato profissional escrito possui prazo determinado e, de forma geral, pode ter vigência de três meses a cinco anos, observadas as regras específicas para o primeiro contrato do atleta formado pelo clube.

Por isso, especialmente no primeiro contrato profissional, é importante compreender cada cláusula antes da assinatura.

Onde um jogador recém-saído da base pode jogar?

O caminho até a consolidação profissional nem sempre acontece diretamente em um grande clube.

Time profissional do clube formador

Uma das possibilidades é ser promovido ao elenco principal do próprio clube.

O atleta passa a competir por espaço com jogadores mais experientes e precisa se adaptar a uma intensidade física, tática e emocional maior.

Clubes de menor porte

Equipes menores podem oferecer mais minutos em campo e oportunidades para construir experiência profissional.

Campeonatos estaduais

Competições estaduais podem funcionar como vitrine para atletas em início de carreira.

Empréstimos

O atleta profissional pode ser cedido temporariamente para outra organização esportiva, desde que concorde com a operação e sejam observadas as regras aplicáveis.

Mercado internacional

Também existem oportunidades no exterior, mas transferências internacionais possuem regras próprias e exigem atenção especial quando envolvem atletas menores de idade.

Como conseguir oportunidades depois da base?

Desempenho esportivo continua sendo o principal elemento, mas organização profissional também faz diferença.

Mantenha seus dados esportivos organizados

Tenha informações claras sobre:

  • posição;
  • idade;
  • altura;
  • pé dominante;
  • clubes anteriores;
  • competições disputadas;
  • minutos jogados;
  • vídeos recentes.

Tenha vídeos objetivos

Um material de apresentação pode facilitar a análise inicial por clubes e profissionais envolvidos em recrutamento.

Evite mostrar apenas lances bonitos. É importante que o material também ajude a entender comportamento tático, posicionamento e tomada de decisão.

Construa boas relações profissionais

Treinadores, coordenadores, analistas, ex-companheiros e profissionais ligados ao mercado podem indicar novas oportunidades.

Continue treinando mesmo sem clube

Períodos sem contrato não devem significar abandono da preparação física e técnica.

Chegar em boas condições a um período de testes pode ser decisivo.

Jogador de futebol precisa de empresário ou agente?

Não é obrigatório ter um agente para existir como jogador profissional, mas muitos atletas utilizam profissionais especializados para auxiliar na carreira e nas negociações.

O agente pode atuar em atividades como:

  • busca de oportunidades;
  • negociação contratual;
  • transferências;
  • relacionamento com clubes;
  • organização comercial da carreira.

É importante verificar quem está representando o atleta e formalizar claramente as condições dessa representação.

No Brasil, a intermediação no futebol possui regras próprias e a CBF mantém procedimentos específicos para cadastro e atuação de intermediários.

Quanto ganha um jogador de futebol recém-profissional?

Não existe um salário médio único que represente jogadores recém-promovidos ao futebol profissional.

A remuneração varia muito conforme:

  • clube;
  • divisão;
  • campeonato;
  • idade;
  • posição;
  • experiência;
  • potencial esportivo;
  • poder de negociação;
  • tempo restante de contrato.

Os salários divulgados de grandes jogadores não representam a realidade da maior parte dos atletas profissionais brasileiros.

Quem está começando pode receber valores significativamente menores e precisa organizar a vida financeira pensando também na instabilidade e na duração relativamente curta da carreira esportiva.

Como um jogador de futebol pode ganhar dinheiro?

A renda de um atleta pode vir de diferentes fontes.

1. Salário do clube

É a remuneração prevista na relação profissional com a organização esportiva.

2. Premiações por desempenho

Clubes podem prever premiações por resultados individuais ou coletivos, conforme contratos e políticas internas.

3. Direito de imagem

A imagem do jogador pode possuir valor comercial e ser objeto de contrato próprio.

Porém, direito de imagem não pode simplesmente substituir artificialmente o salário do atleta.

A legislação determina que a exploração comercial da imagem deve ser efetiva.

4. Patrocínios

Marcas podem contratar jogadores para campanhas, publicidade ou uso comercial de sua imagem.

5. Redes sociais

Atletas com audiência própria também podem desenvolver contratos publicitários e parcerias independentes do clube, respeitando os contratos existentes.

6. Participações e eventos

Dependendo da carreira, podem surgir receitas relacionadas a ações promocionais, eventos e outras atividades comerciais.

Se você começou a receber por diferentes fontes além do salário esportivo, utilize a calculadora de impostos para entender melhor os possíveis cenários.

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Como funciona o direito de imagem do jogador?

O direito de imagem merece atenção especial porque é diferente do salário.

A legislação permite que o atleta profissional celebre contrato relacionado à exploração comercial da sua imagem.

Quando o próprio clube empregador realiza esse pagamento, existem limites e condições específicas.

A remuneração pela cessão de imagem ao clube não pode substituir a remuneração devida pelo vínculo de emprego.

Além disso, o uso comercial da imagem deve existir de verdade, e não apenas servir como uma forma artificial de transformar salário em outra verba.

Por isso, salário esportivo e receita de imagem devem ser analisados separadamente.

Como abrir empresa para jogador de futebol?

Dependendo das receitas do atleta, pode fazer sentido avaliar a possibilidade de abrir empresa para jogador de futebol.

Porém, existe um cuidado essencial:

abrir um CNPJ não transforma automaticamente o salário pago pelo clube em receita empresarial.

O vínculo profissional do atleta com o clube deve respeitar a legislação esportiva e trabalhista.

Já determinadas atividades realizadas por conta própria podem possuir enquadramento empresarial próprio.

Para atividades esportivas exercidas por atletas por conta própria, uma classificação relevante é:

9319-1/99 – Outras atividades esportivas não especificadas anteriormente.

O IBGE inclui expressamente nessa classificação as atividades de jogadores de futebol, vôlei e basquete e de outros atletas esportivos por conta própria.

Dependendo da operação, também pode haver receitas relacionadas à exploração comercial da imagem.

Por isso, a estrutura deve ser definida conforme os contratos reais do jogador.

De forma geral, a abertura pode envolver:

  1. mapear todas as fontes de receita do atleta;
  2. separar salário esportivo das receitas comerciais;
  3. analisar contratos de imagem e patrocínio;
  4. escolher os CNAEs compatíveis;
  5. abrir o CNPJ;
  6. organizar notas fiscais e documentos;
  7. escolher o regime tributário;
  8. manter contabilidade regular.
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Se você já possui empresa, também pode consultar o CNPJ e verificar se as atividades cadastradas correspondem aos contratos atuais.

Jogador de futebol pode ser PJ?

É necessário separar duas situações.

O atleta profissional contratado por um clube possui relação disciplinada pela legislação esportiva, normalmente por meio de contrato especial de trabalho esportivo.

Por isso, não é correto simplesmente substituir essa relação por uma empresa do jogador apenas com o objetivo de emitir nota fiscal pelo salário.

Por outro lado, o atleta pode possuir receitas comerciais ou atividades independentes que precisem ser organizadas separadamente.

Entre elas podem estar:

  • patrocínios;
  • publicidade;
  • licenciamento ou exploração de imagem;
  • determinadas atividades esportivas independentes.

A análise precisa considerar cada contrato individualmente.

Jogador de futebol pode ser MEI?

Jogador profissional de futebol não possui uma ocupação específica no MEI que permita enquadrar genericamente sua atividade esportiva profissional nesse regime.

O Microempreendedor Individual só pode exercer as ocupações previstas na lista oficial.

Por isso, o atleta não deve escolher uma ocupação parecida apenas para tentar enquadrar sua atividade profissional como MEI.

Isso não significa que o jogador esteja impedido de possuir CNPJ.

Quando houver uma atividade empresarial legítima e compatível, pode ser necessário utilizar outra estrutura jurídica.

Veja a análise completa no conteúdo sobre jogador de futebol pode ser MEI.

Quanto um jogador de futebol paga de imposto?

Quanto um jogador de futebol paga de imposto depende da origem de cada rendimento.

O atleta pode possuir diferentes tipos de receita, como:

  • salário;
  • premiações;
  • direito de imagem;
  • publicidade;
  • patrocínios;
  • outras receitas comerciais.

Cada fonte precisa ser analisada conforme sua natureza.

Por isso, não existe uma única “alíquota do jogador de futebol”.

Também não é correto criar uma empresa apenas para tentar transformar toda remuneração profissional em faturamento empresarial.

Veja os principais cenários no conteúdo sobre quanto um jogador de futebol paga de imposto.

Quais erros um jogador recém-saído da base deve evitar?

  • Assinar sem entender o contrato: prazo, remuneração e cláusulas esportivas precisam ser analisados.
  • Escolher agente apenas por promessa: reputação e condições de representação devem ser verificadas.
  • Gastar como se a renda fosse permanente: a carreira esportiva é instável.
  • Confundir salário com direito de imagem: são receitas com naturezas diferentes.
  • Aceitar qualquer oportunidade no exterior sem analisar: transferências internacionais possuem regras próprias.
  • Negligenciar a preparação física durante períodos sem clube: novas oportunidades podem surgir rapidamente.
  • Abrir CNPJ apenas para receber salário: a estrutura empresarial não pode ser usada para mascarar uma relação de emprego esportivo.

E depois de encerrar a carreira como jogador?

A formação acadêmica pode se tornar especialmente relevante na segunda carreira do atleta.

Ex-jogadores podem seguir caminhos como:

  • treinador;
  • gestor esportivo;
  • analista de desempenho;
  • comentarista;
  • agente de futebol;
  • empreendedor;
  • outras funções relacionadas ao esporte.

Algumas dessas atividades possuem formação, licenciamento ou regulamentação específicos.

Por isso, é interessante começar a planejar a carreira pós-futebol antes mesmo de encerrar a atuação como atleta.

FAQ - Perguntas Frequentes sobre Jogador de Futebol Recém-Formado

1) O que significa jogador de futebol recém-formado?
Nesse contexto, é o atleta que concluiu ou está concluindo sua formação nas categorias de base e busca consolidar a transição para o futebol profissional.

2) Com quantos anos um jogador pode assinar contrato profissional?
A organização formadora pode celebrar o primeiro contrato especial de trabalho esportivo com o atleta a partir dos 16 anos.

3) Quanto ganha um jogador de futebol recém-profissional?
Não existe uma média única confiável. Os valores variam muito conforme clube, divisão, idade, experiência e condições do contrato.

4) Como conseguir clube depois de sair da base?
Mantenha histórico e vídeos organizados, preserve sua preparação física, faça networking e avalie oportunidades em clubes e campeonatos de diferentes níveis.

5) Jogador precisa de empresário?
Não é obrigatório para existir como atleta profissional, mas agentes podem auxiliar em negociações e busca de oportunidades, dentro das regras aplicáveis.

6) Qual CNAE pode ser usado para jogador de futebol?
Para atividades esportivas exercidas por conta própria, o CNAE 9319-1/99 inclui expressamente atividades de jogadores de futebol e outros atletas.

7) Jogador pode receber direito de imagem?
Sim. A exploração comercial da imagem pode ser contratada, mas não deve ser utilizada artificialmente para substituir salário decorrente do vínculo de emprego.

8) Jogador profissional pode abrir CNPJ?
Pode existir CNPJ para atividades empresariais legítimas e receitas comerciais, mas o salário decorrente do contrato profissional com o clube não deve ser automaticamente transformado em receita de PJ.

9) Jogador de futebol pode ser MEI?
Não existe uma ocupação específica que permita enquadrar genericamente a atividade profissional de jogador de futebol no MEI.

10) Jogador precisa pagar imposto?
Sim. A forma de tributação depende da natureza das receitas, como salário, premiações, imagem, patrocínios e outras atividades comerciais.

Conclusão

Para o jogador de futebol recém-formado na base, o desafio principal é transformar anos de formação esportiva em uma carreira profissional sustentável.

A promoção ao elenco principal é apenas um dos caminhos. Clubes menores, empréstimos e outras competições também podem oferecer minutos em campo e novas oportunidades.

Além do desempenho esportivo, o atleta precisa aprender cedo a analisar contratos, escolher bem quem participa da gestão de sua carreira e organizar as finanças.

Também é fundamental separar salário, premiações, direito de imagem e receitas comerciais, porque cada fonte pode possuir tratamento contratual e tributário diferente.

Se você já possui receitas comerciais ou contratos além da remuneração esportiva e precisa estruturar corretamente sua atividade, veja como abrir empresa para jogador de futebol com o apoio da Contabilidade.com.

Falar com especialistas
Juliana Bārradas

Escrito por:

Juliana Bārradas

Atua na área de jornalismo e comunicação, com experiência na produção de conteúdo voltado à informação, à educação e ao desenvolvimento humano. Paralelamente, é psicoterapeuta integrativa, com formação e estudos em Yoga, Ayurveda e meditação. Sua trajetória une comunicação, autoconhecimento e saúde emocional, promovendo uma vida mais consciente, equilibrada e conectada ao potencial humano.

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