O CNAE 1414-2/00 – Fabricação de acessórios do vestuário, exceto para segurança e proteção é uma das atividades permitidas no MEI em 2026 e pode ser utilizado por profissionais que atuam como fabricante de cintos independente, também conhecido como cinteiro.
Essa atividade permite a fabricação de cintos, suspensórios, gravatas e outros acessórios do vestuário que não tenham finalidade de segurança ou proteção. Mesmo sendo permitida no MEI, exige atenção aos limites do regime, à possível exigência de Inscrição Estadual e ao momento certo de migrar para Microempresa (ME). Para isso, consulte também o guia completo sobre MEI em 2026, a Tabela e CNAEs do MEI, o conteúdo sobre regime tributário ideal para sua empresa e o guia do Simples Nacional 2026.
Índice
- Esse CNAE pode ser MEI?
- Resumo tributário
- Quanto o MEI paga nessa atividade
- Tabela do Simples Nacional
- O que essa atividade faz na prática
- Atividades permitidas
- Atividades não permitidas
- Limites do MEI para essa atividade
- Quando desenquadrar do MEI
- Quando vale abrir como ME direto
- Abertura de empresa para fabricante de cintos
- Descritores relacionados
- Perguntas frequentes
Esse CNAE pode ser MEI?
Sim, o CNAE 1414-2/00 pode ser MEI. Essa atividade está entre as ocupações permitidas para quem atua como fabricante de cintos independente, desde que o empreendedor respeite o limite de faturamento do MEI, não tenha sócios e cumpra as demais regras do Microempreendedor Individual.
Na prática, o MEI pode funcionar para pequenos fabricantes de cintos e acessórios do vestuário, principalmente quando a produção é feita em pequena escala, sob encomenda ou com estrutura simples.
Resumo tributário do CNAE 1414-2/00
| Item | Informação |
|---|---|
| MEI | Permitido |
| ISS | Não, em regra |
| ICMS | Sim |
| Inscrição Estadual | Pode ser exigida por se tratar de atividade industrial |
| Regime após desenquadramento | Simples Nacional |
| Anexo | Anexo II |
| Alíquota inicial | 4,5% |
| Fator R | Não |
Em resumo: esse CNAE pode ser MEI, mas envolve atividade de fabricação e comercialização de acessórios do vestuário. Por isso, é importante avaliar corretamente a incidência de ICMS, a eventual necessidade de Inscrição Estadual e o regime tributário mais adequado caso a operação cresça.
Quanto o MEI paga nessa atividade
O fabricante de cintos MEI paga mensalmente o DAS MEI, guia única que reúne os tributos do Microempreendedor Individual. Em 2026, o valor parte de R$ 81,05 de INSS, com acréscimo de R$ 1,00 de ICMS quando há incidência de atividade industrial ou comercial.
Assim, para essa atividade, o valor mensal tende a ser de aproximadamente R$ 82,05, considerando INSS e ICMS. O pagamento deve ser feito todos os meses, mesmo quando não houver faturamento.
A guia pode ser emitida diretamente no PGMEI, no portal do Simples Nacional ou pelo App MEI oficial do governo.
Tabela do Simples Nacional para o CNAE 1414-2/00
Após o desenquadramento do MEI, o CNAE 1414-2/00 normalmente pode ser tributado pelo Anexo II do Simples Nacional, aplicado a atividades industriais, com alíquota inicial de 4,5%.
| Faixa | Receita bruta em 12 meses | Alíquota | Parcela a deduzir |
|---|---|---|---|
| 1ª faixa | Até R$ 180.000,00 | 4,5% | R$ 0,00 |
| 2ª faixa | De R$ 180.000,01 a R$ 360.000,00 | 7,8% | R$ 5.940,00 |
| 3ª faixa | De R$ 360.000,01 a R$ 720.000,00 | 10% | R$ 13.860,00 |
| 4ª faixa | De R$ 720.000,01 a R$ 1.800.000,00 | 11,2% | R$ 22.500,00 |
| 5ª faixa | De R$ 1.800.000,01 a R$ 3.600.000,00 | 14,7% | R$ 85.500,00 |
| 6ª faixa | De R$ 3.600.000,01 a R$ 4.800.000,00 | 30% | R$ 720.000,00 |
Para conferir todas as faixas e simular o imposto corretamente, consulte a Tabela do Simples Nacional 2026, veja o detalhamento do Anexo II e utilize a Calculadora de Impostos.
O que essa atividade faz na prática
O CNAE 1414-2/00 abrange a fabricação de acessórios do vestuário, exceto aqueles destinados à segurança e proteção. No caso do fabricante de cintos independente, a atividade envolve a produção de cintos de couro, tecido, materiais sintéticos ou outros materiais usados como acessórios de moda.
Essa mesma subclasse também pode abranger a fabricação de suspensórios, gravatas, chapéus, bonés, boinas, gorros e outros acessórios do vestuário que não sejam equipamentos de proteção individual.
Atividades permitidas
- Fabricação de cintos de couro
- Fabricação de cintos de tecido
- Fabricação de cintos de materiais sintéticos
- Fabricação de suspensórios
- Fabricação de acessórios de moda similares
- Fabricação de gravatas
- Fabricação de chapéus, bonés, boinas e gorros
- Venda de produtos de fabricação própria no varejo
- Produção artesanal ou em pequena escala de acessórios do vestuário
Atividades não permitidas nesse CNAE
- Fabricação de cintos de segurança para trabalho em altura
- Fabricação de cintos de segurança automotivos
- Fabricação de equipamentos de proteção individual
- Fabricação de bolsas
- Fabricação de calçados
- Comércio de cintos de terceiros sem fabricação própria
- Comércio atacadista de acessórios do vestuário
- Produção industrial em larga escala incompatível com o MEI
Limites do MEI para essa atividade
Mesmo sendo um CNAE permitido no MEI, a fabricação de cintos e acessórios do vestuário continua sujeita aos limites gerais do regime:
- Faturamento máximo de R$ 81 mil por ano
- Apenas 1 funcionário contratado
- Não pode ter sócio
- Não pode participar de outra empresa como sócio ou administrador
- Deve exercer atividade permitida para MEI
Esses limites fazem com que o MEI funcione melhor para quem produz em pequena escala, com baixa estrutura e operação artesanal. Se o negócio passa a atender pedidos maiores, vender para empresas, contratar equipe ou ampliar a produção, pode ser mais adequado migrar para Microempresa.
Quando desenquadrar do MEI
O desenquadramento do MEI pode ser necessário quando o faturamento ultrapassa o limite anual, quando há necessidade de contratar mais de um funcionário, incluir sócios ou operar com estrutura incompatível com o regime simplificado.
Se o faturamento ultrapassar o limite em até 20%, o desenquadramento normalmente produz efeitos a partir do ano seguinte. Se ultrapassar mais de 20%, o desenquadramento pode ser retroativo, com cobrança de impostos como empresa do Simples Nacional desde o início do ano-calendário.
Por isso, quem atua como fabricante de cintos independente deve acompanhar o faturamento, o volume de pedidos e a estrutura da operação. Entenda melhor neste guia: Ultrapassei o limite do MEI: e agora?.
Quando vale abrir como ME direto
Em alguns casos, abrir uma Microempresa desde o início pode ser mais vantajoso do que começar como MEI. Isso costuma acontecer quando:
- o faturamento previsto já se aproxima do limite do MEI;
- há intenção de vender para empresas, lojistas ou marketplaces;
- o negócio exige máquinas, matéria-prima e estoque;
- há necessidade de contratar equipe;
- a atividade exige Inscrição Estadual e controles fiscais mais estruturados;
- há emissão recorrente de notas fiscais para clientes PJ.
Antes de decidir, vale comparar o custo do MEI com o Simples Nacional e entender qual modelo faz mais sentido para a operação. Você pode simular os impostos na Calculadora de Impostos e consultar nossos planos e preços de contabilidade online.
Se você ainda estiver em dúvida entre permanecer no MEI ou migrar, veja este comparativo completo: MEI x Simples Nacional: qual a diferença e quando compensa mudar.
Abertura de empresa para fabricante de cintos
Para formalizar corretamente uma atividade de fabricação de cintos e acessórios do vestuário, é essencial escolher o CNAE adequado, entender a incidência de ICMS, avaliar a necessidade de Inscrição Estadual e definir o regime tributário mais compatível com a operação.
A contabilidade.com atende principalmente empresas de prestação de serviços, com estrutura simples e foco em crescimento previsível. No caso de atividades industriais ou com Inscrição Estadual, é importante avaliar previamente se o modelo operacional está alinhado ao escopo de atendimento.
Caso a sua atividade evolua para uma estrutura de prestação de serviços mais simples ou precise de orientação para avaliar o melhor enquadramento, fale com um especialista.
Descritores relacionados
- fabricante de cintos MEI
- cinteiro MEI
- CNAE fabricante de cintos
- CNAE 1414-2/00
- fabricação de cintos
- fabricação de acessórios do vestuário
- fabricação de cintos de couro
- fabricação de cintos de tecido
- fabricante de suspensórios
- fabricante de acessórios de moda
- fabricação de gravatas
- fabricante de acessórios têxteis
FAQ - Perguntas frequentes sobre o CNAE 1414-2/00 – Fabricante de cintos
1. Fabricante de cintos pode ser MEI?
Sim. O fabricante de cintos independente pode ser MEI utilizando o CNAE 1414-2/00, desde que respeite os limites do regime.
2. Quanto o MEI paga nessa atividade?
Em 2026, o MEI dessa atividade tende a pagar o DAS mensal com INSS e ICMS, no valor aproximado de R$ 82,05, considerando a incidência industrial.
3. O CNAE 1414-2/00 tem Fator R?
Não. Essa atividade normalmente não está sujeita ao Fator R.
4. Qual o anexo do Simples Nacional para esse CNAE?
Após o desenquadramento do MEI, o CNAE 1414-2/00 normalmente pode ser tributado pelo Anexo II do Simples Nacional, com alíquota inicial de 4,5%.
5. Esse CNAE exige Inscrição Estadual?
Por ser uma atividade de fabricação, pode haver exigência de Inscrição Estadual. A regra deve ser confirmada conforme o estado e a forma de operação da empresa.
6. Quando o fabricante de cintos precisa desenquadrar do MEI?
Quando ultrapassa o limite de faturamento, precisa contratar mais de um funcionário, inclui sócios ou passa a operar com estrutura incompatível com o MEI.
7. Esse CNAE serve para fabricar cintos de segurança?
Não. O CNAE 1414-2/00 abrange acessórios do vestuário comuns e exclui itens destinados à segurança e proteção, como cintos de segurança para trabalho em altura ou uso automotivo.
8. Esse CNAE serve para revender cintos de terceiros?
Não como atividade principal. O CNAE 1414-2/00 é voltado à fabricação. Se o foco for apenas revenda de cintos fabricados por terceiros, pode ser necessário usar um CNAE de comércio varejista ou atacadista.
9. Onde gerar a guia DAS do MEI?
A guia do DAS pode ser emitida no portal oficial do PGMEI, no ambiente do Simples Nacional ou pelo App MEI oficial do governo.
Conclusão
O CNAE 1414-2/00 pode ser uma boa porta de entrada para quem atua como fabricante de cintos independente ou produz acessórios do vestuário em pequena escala.
No entanto, o MEI tem limites importantes. Se a operação começa a crescer, exige estoque, máquinas, matéria-prima, emissão recorrente de notas fiscais, contratação de equipe ou Inscrição Estadual, pode ser o momento de avaliar a migração para Microempresa.
O MEI funciona bem como fase inicial, mas não deve ser tratado como solução definitiva para quem pretende ampliar produção, profissionalizar a operação ou atender contratos maiores.
Para tomar a melhor decisão, consulte o guia sobre MEI em 2026, veja a Tabela do Simples Nacional 2026 e avalie o regime tributário ideal.
Sempre que possível, conte com um contador para evitar erros no enquadramento e pagar o mínimo de impostos dentro da lei.
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Este conteúdo foi desenvolvido com base nas regras da Lei Complementar 123/2006 e nas normas atualizadas do Simples Nacional.

