CNAE 1510-6/00 – Curtidor de couro: pode ser MEI? quanto paga e quando desenquadrar do MEI

CNAE 1510-6/00 – Curtidor de couro: pode ser MEI? quanto paga e quando desenquadrar do MEI

Publicado em08/05/2026

Tempo leitura12min 52s

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O CNAE 1510-6/00 – Curtimento e outras preparações de couro é uma das atividades permitidas no MEI em 2026 e pode ser utilizado por profissionais que atuam como curtidor de couro independente, realizando processos de curtimento, tingimento, preparação e tratamento de couros e peles.

Essa atividade pode ser enquadrada como Microempreendedor Individual (MEI), mas exige atenção aos limites do regime, à obrigatoriedade de Inscrição Estadual e às exigências ambientais e fiscais comuns em atividades industriais. Para isso, consulte também o guia completo sobre MEI em 2026, a Tabela e CNAEs do MEI, o conteúdo sobre regime tributário ideal para sua empresa e o guia do Simples Nacional 2026.

Índice

Esse CNAE pode ser MEI?

Sim, o CNAE 1510-6/00 pode ser MEI. Essa atividade está entre as ocupações permitidas para quem atua como curtidor de couro independente, desde que o empreendedor respeite o limite de faturamento do MEI, não tenha sócios e cumpra as demais regras do Microempreendedor Individual.

Na prática, o MEI pode funcionar para pequenas operações de curtimento e preparação de couro, especialmente quando a atividade é realizada em estrutura reduzida e com produção limitada.

Resumo tributário do CNAE 1510-6/00

ItemInformação
MEIPermitido
ISSNão, em regra
ICMSSim
Inscrição EstadualObrigatória
Regime após desenquadramentoSimples Nacional
AnexoAnexo II
Alíquota inicial4,5%
Fator RNão

Em resumo: esse CNAE pode ser MEI, mas envolve atividade industrial ligada à transformação de couro e peles. Por isso, é importante avaliar corretamente a incidência de ICMS, a obrigatoriedade de Inscrição Estadual e possíveis exigências ambientais e sanitárias aplicáveis à operação.

Quanto o MEI paga nessa atividade

O curtidor de couro MEI paga mensalmente o DAS MEI. Em 2026, o valor parte de R$ 81,05 de INSS, com acréscimo de R$ 1,00 de ICMS para atividades industriais ou comerciais.

Assim, para essa atividade, o valor mensal tende a ser de aproximadamente R$ 82,05, considerando INSS e ICMS. O pagamento deve ser feito todos os meses, mesmo quando não houver faturamento.

A guia pode ser emitida no PGMEI, no portal do Simples Nacional ou pelo App MEI oficial do governo.

Tabela do Simples Nacional para o CNAE 1510-6/00

Após o desenquadramento do MEI, o CNAE 1510-6/00 normalmente pode ser tributado pelo Anexo II do Simples Nacional, aplicado a atividades industriais, com alíquota inicial de 4,5%.

FaixaReceita bruta em 12 mesesAlíquotaParcela a deduzir
1ª faixaAté R$ 180.000,004,5%R$ 0,00
2ª faixaDe R$ 180.000,01 a R$ 360.000,007,8%R$ 5.940,00
3ª faixaDe R$ 360.000,01 a R$ 720.000,0010%R$ 13.860,00
4ª faixaDe R$ 720.000,01 a R$ 1.800.000,0011,2%R$ 22.500,00
5ª faixaDe R$ 1.800.000,01 a R$ 3.600.000,0014,7%R$ 85.500,00
6ª faixaDe R$ 3.600.000,01 a R$ 4.800.000,0030%R$ 720.000,00

Para conferir todas as faixas e simular o imposto corretamente, consulte a Tabela do Simples Nacional 2026, veja o detalhamento do Anexo II e utilize a Calculadora de Impostos.

O que essa atividade faz na prática

O CNAE 1510-6/00 abrange atividades relacionadas ao curtimento e preparação de couro e peles. No caso do curtidor de couro independente, a atividade envolve processos de transformação de couro cru em couro tratado e preparado para utilização industrial ou comercial.

Na prática, pode incluir curtimento vegetal, curtimento ao cromo, tingimento, pintura, preparação de camurças, atanados, couro metalizado, couro envernizado, couro reconstituído e preparação de peles de diversos animais.

Essa atividade também pode gerar resíduos industriais como aparas, serragem, pó e farinha de couro, o que pode exigir atenção às normas ambientais e descarte correto de resíduos conforme legislação local.

Atividades permitidas

  • Curtimento de couro bovino
  • Curtimento de couro caprino e ovino
  • Tingimento e pintura de couro
  • Preparação de camurças
  • Preparação de couro metalizado
  • Preparação de couro envernizado
  • Produção de couro reconstituído
  • Preparação de peles de animais
  • Produção de resíduos derivados do couro

Atividades não permitidas nesse CNAE

  • Confecção de roupas de couro
  • Fabricação de calçados
  • Produção de bolsas de couro
  • Comércio de couro de terceiros sem transformação própria
  • Atividades exclusivamente comerciais sem processo industrial
  • Produção industrial em larga escala incompatível com o MEI

Limites do MEI para essa atividade

Mesmo sendo um CNAE permitido no MEI, a atividade de curtimento de couro continua sujeita aos limites gerais do regime:

  • Faturamento máximo de R$ 81 mil por ano
  • Apenas 1 funcionário contratado
  • Não pode ter sócio
  • Não pode participar de outra empresa como sócio ou administrador
  • Deve exercer atividade permitida para MEI

Esses limites fazem com que o MEI funcione melhor para pequenas operações artesanais ou de baixa escala. Se o negócio passa a operar com produção industrial maior, equipamentos mais complexos, contratação de equipe ou volume elevado de vendas, pode ser mais adequado migrar para Microempresa.

Quando desenquadrar do MEI

O desenquadramento do MEI pode ser necessário quando o faturamento ultrapassa o limite anual, quando há necessidade de contratar mais de um funcionário, incluir sócios ou operar com estrutura incompatível com o regime simplificado.

Se o faturamento ultrapassar o limite em até 20%, o desenquadramento normalmente produz efeitos a partir do ano seguinte. Se ultrapassar mais de 20%, o desenquadramento pode ser retroativo, com cobrança de impostos como empresa do Simples Nacional desde o início do ano-calendário.

Por isso, quem atua como curtidor de couro independente deve acompanhar o faturamento, os custos operacionais e a estrutura da atividade. Entenda melhor neste guia: Ultrapassei o limite do MEI: e agora?.

Quando vale abrir como ME direto

Em alguns casos, abrir uma Microempresa desde o início pode ser mais vantajoso do que começar como MEI. Isso costuma acontecer quando:

  • o faturamento previsto já se aproxima do limite do MEI;
  • há necessidade de máquinas, equipamentos ou estrutura industrial;
  • o negócio exige controle ambiental e descarte de resíduos;
  • há necessidade de contratar equipe;
  • a atividade exige Inscrição Estadual e controles fiscais mais estruturados;
  • há emissão recorrente de notas fiscais para clientes PJ.

Antes de decidir, vale comparar o custo do MEI com o Simples Nacional e entender qual modelo faz mais sentido para a operação. Você pode simular os impostos na Calculadora de Impostos e consultar nossos planos e preços de contabilidade online.

Se você ainda estiver em dúvida entre permanecer no MEI ou migrar, veja este comparativo completo: MEI x Simples Nacional: qual a diferença e quando compensa mudar.

Abertura de empresa para curtidor de couro

Para formalizar corretamente uma atividade de curtimento e preparação de couro, é essencial escolher o CNAE adequado, entender a incidência de ICMS, cumprir as exigências de Inscrição Estadual e avaliar possíveis licenças ambientais exigidas pela prefeitura ou órgãos estaduais.

A contabilidade.com atende principalmente empresas de prestação de serviços, com estrutura simples e foco em crescimento previsível. No caso de atividades industriais ou com Inscrição Estadual, é importante avaliar previamente se o modelo operacional está alinhado ao escopo de atendimento.

Caso a sua atividade evolua para uma estrutura de prestação de serviços mais simples ou precise de orientação para avaliar o melhor enquadramento, fale com um especialista.

Descritores relacionados

  • curtidor de couro MEI
  • CNAE curtimento de couro
  • CNAE 1510-6/00
  • curtume MEI
  • curtimento vegetal
  • curtimento ao cromo
  • preparação de couro
  • tingimento de couro
  • couro curtido
  • camurça e atanado
  • preparação de peles

FAQ - Perguntas frequentes sobre o CNAE 1510-6/00 – Curtidor de couro

1. Curtidor de couro pode ser MEI?
Sim. O curtidor de couro independente pode ser MEI utilizando o CNAE 1510-6/00, desde que respeite os limites do regime.

2. Quanto o MEI paga nessa atividade?
Em 2026, o MEI dessa atividade tende a pagar o DAS mensal com INSS e ICMS, no valor aproximado de R$ 82,05.

3. O CNAE 1510-6/00 tem Fator R?
Não. Essa atividade não está sujeita ao Fator R.

4. Qual o anexo do Simples Nacional para esse CNAE?
Após o desenquadramento do MEI, o CNAE 1510-6/00 normalmente pode ser tributado pelo Anexo II do Simples Nacional, com alíquota inicial de 4,5%.

5. Esse CNAE exige Inscrição Estadual?
Sim. Por se tratar de atividade industrial, a Inscrição Estadual é obrigatória.

6. Esse CNAE serve para fabricar roupas de couro?
Não. A confecção de roupas de couro utiliza outro CNAE específico para fabricação de vestuário.

7. A atividade pode exigir licença ambiental?
Sim. Dependendo da estrutura e do tipo de processo utilizado, podem existir exigências ambientais municipais ou estaduais relacionadas ao tratamento de resíduos e produtos químicos.

8. Onde gerar a guia DAS do MEI?
A guia do DAS pode ser emitida no PGMEI, no Simples Nacional ou pelo App MEI oficial do governo.

Conclusão

O CNAE 1510-6/00 pode ser uma alternativa para quem atua com curtimento e preparação de couro em pequena escala.

No entanto, o MEI tem limites importantes. Se a operação começa a crescer, exige estrutura industrial mais robusta, equipamentos, controle ambiental, contratação de equipe ou maior volume de produção, pode ser o momento de avaliar a migração para Microempresa.

O MEI funciona bem como fase inicial, mas não deve ser tratado como solução definitiva para quem pretende ampliar produção, profissionalizar a operação ou atender contratos maiores.

Para tomar a melhor decisão, consulte o guia sobre MEI em 2026, veja a Tabela do Simples Nacional 2026 e avalie o regime tributário ideal.

Sempre que possível, conte com um contador para evitar erros no enquadramento e pagar o mínimo de impostos dentro da lei.

Voltar para a Tabela e CNAEs do MEI em 2026

Este conteúdo foi desenvolvido com base nas regras da Lei Complementar 123/2006 e nas normas atualizadas do Simples Nacional.

Fontes Complementares

Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Empreendedor serial e CEO da Contabilidade.com, plataforma contábil completa para CNPJs. Também é sócio-fundador do Contbank, primeira solução de BPO e Gestão Financeira Simplificada com Inteligência Artificial e Open Finance. Em 2018, fundou a Wabbi Software, primeira plataforma contábil em nuvem do Brasil, posteriormente vendida à ContaAzul, onde se tornou sócio e acionista. Além da carreira empreendedora, é pesquisador, com Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e Doutorado em Psicologia pela PUC/SP. Autor de diversos livros e pesquisas sobre campos informacionais e intuição, é fundador da Associação Oriont, dedicada ao estudo da consciência. Editor e coautor do livro científico “Information Fields Theory and Applications: Quantum Communication in Physics and Biology” (Springer Nature, 2025) e autor de “Intuição: do mistério à maestria”, obra que conecta ciência, percepção e autoconhecimento. Com muita experiência na interseção entre tecnologia, finanças, psicologia e inovação, Erico Azevedo é referência em liderança, empreendedorismo e inovação organizacional no Brasil e no exterior.

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