CNAE 1521-1/00 – Fabricante de malas independente: pode ser MEI? quanto paga e quando desenquadrar do MEI

CNAE 1521-1/00 – Fabricante de malas independente: pode ser MEI? quanto paga e quando desenquadrar do MEI

Publicado em08/05/2026

Tempo leitura11min 20s

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O CNAE 1521-1/00 – Fabricação de artigos para viagem, bolsas e semelhantes de qualquer material é uma atividade permitida no MEI em 2026, utilizada por profissionais que fabricam bolsas, mochilas, malas, carteiras, nécessaires, valises e acessórios semelhantes em pequena escala.

Essa atividade é permitida no regime do Microempreendedor Individual (MEI) sob a ocupação de Fabricante de malas independente, sendo bastante comum entre artesãos, fabricantes independentes e pequenos produtores que trabalham com couro, tecidos, plásticos, fibras, lona, papelão e materiais sintéticos.

O CNAE permite tanto fabricação artesanal quanto produção em pequenos lotes, incluindo itens personalizados, encomendas e fabricação para marcas terceiras. Ainda assim, antes de abrir um CNPJ, é importante entender os limites do MEI e em quais situações pode ser mais vantajoso migrar para Microempresa (ME).

Para entender melhor o enquadramento, consulte também o guia sobre MEI em 2026, a Tabela e CNAEs do MEI, o conteúdo sobre regime tributário ideal e o guia do Simples Nacional 2026.

Índice

Esse CNAE pode ser MEI?

Sim, o CNAE 1521-1/00 pode ser MEI. Essa atividade está permitida no regime do Microempreendedor Individual em 2026 e costuma ser utilizada por fabricantes independentes de malas, mochilas, bolsas, valises, carteiras e artigos semelhantes.

Na prática, o MEI funciona bem para quem trabalha com produção artesanal, vendas sob encomenda, personalização ou fabricação em pequena escala. Porém, quando o negócio começa a crescer, pode ser necessário migrar para uma estrutura de Microempresa.

Resumo tributário do CNAE 1521-1/00

ItemInformação
MEIPermitido
ISSNão
ICMSSim
Regime após desenquadramentoSimples Nacional
AnexoAnexo II
Alíquota inicial4,5%
Fator RNão

Esse CNAE é considerado uma atividade industrial/fabricação. Por isso, após o desenquadramento do MEI, a tributação normalmente ocorre pelo Anexo II do Simples Nacional.

Quanto o MEI paga nessa atividade

O MEI que atua com o CNAE 1521-1/00 paga mensalmente o DAS MEI, composto pelo valor fixo do INSS e pelo acréscimo de ICMS, já que a atividade envolve fabricação de produtos.

Em regra, o cálculo parte de 5% do salário mínimo, acrescido de R$ 1,00 de ICMS. O valor pode variar conforme atualização do salário mínimo nacional.

A guia mensal pode ser emitida no portal oficial do PGMEI, no ambiente do Simples Nacional ou pelo App MEI oficial.

Tabela do Simples Nacional para o CNAE 1521-1/00

Após o desenquadramento do MEI, essa atividade normalmente passa para o Anexo II do Simples Nacional, voltado para atividades industriais.

FaixaReceita bruta em 12 mesesAlíquotaParcela a deduzir
1ª faixaAté R$ 180.000,004,5%R$ 0,00
2ª faixaDe R$ 180.000,01 a R$ 360.000,007,8%R$ 5.940,00
3ª faixaDe R$ 360.000,01 a R$ 720.000,0010%R$ 13.860,00
4ª faixaDe R$ 720.000,01 a R$ 1.800.000,0011,2%R$ 22.500,00
5ª faixaDe R$ 1.800.000,01 a R$ 3.600.000,0014,7%R$ 85.500,00
6ª faixaDe R$ 3.600.000,01 a R$ 4.800.000,0030%R$ 720.000,00

Para conferir todas as faixas e calcular corretamente o imposto, consulte a Tabela do Simples Nacional 2026 e o guia do Anexo II.

O que essa atividade faz na prática

Esse CNAE abrange a fabricação de artigos para viagem e acessórios semelhantes de qualquer material. Isso inclui produtos feitos em couro natural, couro sintético, tecidos, lona, plástico, fibras, papelão e outros materiais utilizados na produção.

Na prática, pode ser utilizado por fabricantes independentes, artesãos em couro, pequenos produtores e oficinas que trabalham com bolsas, mochilas, malas, nécessaires, valises, carteiras e acessórios personalizados.

É comum que profissionais dessa área atuem com fabricação sob encomenda, personalização de produtos e pequenos lotes voltados para venda própria ou para marcas terceiras.

Atividades permitidas

  • Fabricação de bolsas de couro, lona, tecido, plástico ou materiais sintéticos
  • Fabricação de mochilas escolares, esportivas e de viagem
  • Fabricação de malas, maletas, valises e frasqueiras
  • Produção de nécessaires, carteiras e estojos
  • Fabricação de bolsas e sacolas térmicas
  • Produção de carteiras, porta-níqueis e cigarreiras
  • Produção personalizada e fabricação sob encomenda
  • Produção artesanal de artigos em couro
  • Fabricação para marcas terceiras (private label)

Atividades não permitidas nesse CNAE

  • Comércio varejista de bolsas e acessórios sem fabricação própria
  • Comércio atacadista de bolsas e artigos de viagem
  • Revenda de bolsas fabricadas por terceiros
  • Fabricação de malas de madeira não revestidas
  • Conserto de bolsas e malas quando realizado separadamente da fabricação
  • Produção de calçados e artigos de vestuário que possuem CNAE próprio

Limites do MEI para essa atividade

Mesmo sendo uma atividade permitida no MEI, o empreendedor continua sujeito aos limites gerais do regime:

  • Faturamento máximo de R$ 81 mil por ano
  • Apenas 1 funcionário
  • Não pode ter sócios
  • Não pode participar de outra empresa como sócio ou administrador

Esses limites fazem com que o MEI seja mais indicado para operações pequenas e artesanais. Quando a produção cresce, há necessidade de equipe ou aumento significativo de faturamento, pode ser mais vantajoso migrar para Microempresa.

Quando desenquadrar do MEI

O desenquadramento normalmente deve ser avaliado quando o negócio começa a ultrapassar os limites operacionais do MEI ou quando o faturamento se aproxima do teto anual permitido.

Se o faturamento ultrapassar o limite em até 20%, o empreendedor normalmente recolhe a diferença e passa para outro regime no ano seguinte. Se ultrapassar mais de 20%, o desenquadramento pode retroagir ao início do exercício.

Entenda melhor neste guia: Ultrapassei o limite do MEI: e agora?.

Quando vale abrir como ME direto

Em muitos casos, abrir como Microempresa desde o início pode fazer mais sentido do que começar como MEI. Isso costuma acontecer quando:

  • há expectativa de crescimento rápido;
  • a produção já nasce estruturada;
  • o negócio pretende vender para empresas maiores;
  • há necessidade de contratar equipe;
  • o faturamento tende a ultrapassar o limite do MEI;
  • o empreendedor deseja profissionalizar a operação desde o início.

Antes de decidir, vale utilizar a Calculadora de Impostos para comparar cenários tributários.

Também vale consultar os planos e preços de contabilidade online para entender os custos de manter a empresa regularizada.

Abertura de empresa para essa atividade

Para formalizar corretamente essa atividade, é importante avaliar o CNAE adequado, o regime tributário e as obrigações relacionadas à fabricação de produtos.

Como se trata de uma atividade industrial, também podem existir exigências relacionadas à inscrição estadual, emissão de nota fiscal e regularização conforme o estado e município.

A contabilidade.com atende principalmente empresas de prestação de serviços, com estrutura simples e foco em crescimento previsível. Caso a sua atividade evolua para uma estrutura empresarial mais robusta, vale avaliar o apoio de uma contabilidade especializada.

Fale com um especialista.

FAQ - Perguntas frequentes sobre o CNAE 1521-1/00

1. O CNAE 1521-1/00 pode ser MEI?
Sim. Esse CNAE pode ser MEI em 2026, geralmente vinculado à ocupação de Fabricante de malas independente.

2. Quanto o MEI paga nessa atividade?
O MEI paga o DAS mensal com incidência de INSS e ICMS, por se tratar de fabricação de produtos.

3. Esse CNAE possui Fator R?
Não. O CNAE 1521-1/00 não está sujeito ao Fator R.

4. Qual o anexo do Simples Nacional para essa atividade?
Após o desenquadramento do MEI, essa atividade normalmente é tributada pelo Anexo II do Simples Nacional.

5. Esse CNAE serve para comércio de bolsas?
Não. Esse CNAE é voltado à fabricação. Quem apenas revende bolsas e acessórios deve avaliar CNAEs específicos de comércio.

6. Quando vale sair do MEI?
Quando o faturamento cresce, a produção aumenta ou a operação exige uma estrutura maior, normalmente vale avaliar a migração para Microempresa.

7. Onde gerar a guia DAS do MEI?
A guia pode ser emitida no PGMEI, no portal do Simples Nacional ou pelo aplicativo oficial do governo.

Conclusão

O CNAE 1521-1/00 pode ser uma boa alternativa para quem atua com fabricação artesanal ou independente de bolsas, malas, mochilas, carteiras e artigos semelhantes.

O MEI funciona bem como porta de entrada para formalização, especialmente em operações pequenas e enxutas. Porém, conforme a produção cresce e o negócio se profissionaliza, pode ser necessário migrar para uma estrutura empresarial mais robusta.

Para tomar a melhor decisão, consulte o guia sobre MEI em 2026, veja a Tabela do Simples Nacional 2026 e avalie o regime tributário ideal.

Sempre que possível, conte com um contador para evitar erros no enquadramento tributário.

Voltar para a Tabela e CNAEs do MEI em 2026

Este conteúdo foi desenvolvido com base nas regras da Lei Complementar 123/2006 e nas normas atualizadas do Simples Nacional.

Fontes Complementares

Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Empreendedor serial e CEO da Contabilidade.com, plataforma contábil completa para CNPJs. Também é sócio-fundador do Contbank, primeira solução de BPO e Gestão Financeira Simplificada com Inteligência Artificial e Open Finance. Em 2018, fundou a Wabbi Software, primeira plataforma contábil em nuvem do Brasil, posteriormente vendida à ContaAzul, onde se tornou sócio e acionista. Além da carreira empreendedora, é pesquisador, com Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e Doutorado em Psicologia pela PUC/SP. Autor de diversos livros e pesquisas sobre campos informacionais e intuição, é fundador da Associação Oriont, dedicada ao estudo da consciência. Editor e coautor do livro científico “Information Fields Theory and Applications: Quantum Communication in Physics and Biology” (Springer Nature, 2025) e autor de “Intuição: do mistério à maestria”, obra que conecta ciência, percepção e autoconhecimento. Com muita experiência na interseção entre tecnologia, finanças, psicologia e inovação, Erico Azevedo é referência em liderança, empreendedorismo e inovação organizacional no Brasil e no exterior.

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