CNAE 2342-7/02 – Fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na construção: pode ser MEI? quanto paga e quando desenquadrar do MEI

CNAE 2342-7/02 – Fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na construção: pode ser MEI? quanto paga e quando desenquadrar do MEI

Publicado em13/05/2026

Tempo leitura11min 28s

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O CNAE 2342-7/02 – Fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na construção, exceto azulejos e pisos é uma das atividades permitidas no MEI em 2026 e costuma ser utilizado por profissionais registrados como Oleiro(a) independente, que atuam na produção de telhas, tijolos, lajotas, manilhas, tubos, conexões e outros artefatos de barro cozido ou cerâmica para construção.

A ocupação Oleiro(a) independente aparece no Anexo XI da Resolução CGSN nº 140/2018, com o CNAE 2342-7/02, incidência de ICMS e sem ISS. Ainda assim, antes de abrir um CNPJ, é importante entender os limites do MEI, o enquadramento tributário e quando pode ser necessário migrar para Microempresa (ME). Para isso, consulte o guia completo sobre MEI em 2026, a Tabela e CNAEs do MEI, o conteúdo sobre regime tributário ideal para sua empresa e o guia do Simples Nacional 2026.

Índice

Esse CNAE pode ser MEI?

Sim, o CNAE 2342-7/02 pode ser MEI. Essa atividade aparece na lista de ocupações permitidas ao MEI para Oleiro(a) independente, conforme o Anexo XI da Resolução CGSN nº 140/2018.

Na prática, o MEI pode funcionar para produção artesanal ou em pequena escala de artefatos de barro cozido e cerâmica para construção. Porém, se houver aumento de produção, necessidade de forno, estrutura física, equipe ou fornecimento para construtoras e lojas de materiais de construção, pode ser mais adequado migrar para Microempresa.

Resumo tributário do CNAE 2342-7/02

ItemInformação
MEIPermitido
ISSNão
ICMSSim
Inscrição EstadualObrigatória
Regime após desenquadramentoSimples Nacional
AnexoAnexo II
Alíquota inicial4,5%
Fator RNão aplicável

Quanto o MEI paga nessa atividade

Em 2026, o MEI dessa atividade normalmente paga o DAS mensal com incidência de INSS e ICMS. Como se trata de atividade industrial/comercial, o valor mensal tende a ser de R$ 82,05, considerando R$ 81,05 de INSS e R$ 1,00 de ICMS.

A guia pode ser emitida no PGMEI ou no portal oficial do Simples Nacional.

Tabela do Simples Nacional para o CNAE 2342-7/02

Após o desenquadramento do MEI, essa atividade normalmente pode ser tributada no Anexo II do Simples Nacional, utilizado para atividades industriais.

FaixaReceita bruta em 12 mesesAlíquotaParcela a deduzir
1ª faixaAté R$ 180.000,004,5%R$ 0,00
2ª faixaDe R$ 180.000,01 a R$ 360.000,007,8%R$ 5.940,00
3ª faixaDe R$ 360.000,01 a R$ 720.000,0010%R$ 13.860,00
4ª faixaDe R$ 720.000,01 a R$ 1.800.000,0011,2%R$ 22.500,00
5ª faixaDe R$ 1.800.000,01 a R$ 3.600.000,0014,7%R$ 85.500,00
6ª faixaDe R$ 3.600.000,01 a R$ 4.800.000,0030%R$ 720.000,00

Para conferir todas as faixas e simular o imposto corretamente, consulte a Tabela do Simples Nacional 2026, veja o detalhamento do Anexo II e utilize a Calculadora de Impostos.

O que essa atividade faz na prática

Esse CNAE abrange a fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na construção civil, exceto azulejos e pisos.

Na prática, é comum para oleiros independentes e pequenos fabricantes que produzem telhas, tijolos, lajotas, tubos, conexões, manilhas, ornamentos arquitetônicos e outros elementos cerâmicos usados em obras.

Quem busca um CNAE para oleiro, CNAE para fabricação de tijolos ou CNAE para fabricação de telhas de barro normalmente chega exatamente a esse enquadramento.

Atividades permitidas

  • Fabricação de telhas de barro cozido
  • Fabricação de tijolos de barro cozido
  • Fabricação de lajotas de cerâmica
  • Fabricação de canos de cerâmica
  • Fabricação de manilhas cerâmicas
  • Fabricação de tubos e conexões de cerâmica
  • Fabricação de elementos de chaminés em cerâmica
  • Fabricação de ornamentos arquitetônicos em barro cozido
  • Fabricação de ladrilhos e placas cerâmicas não esmaltadas

Atividades não permitidas nesse CNAE

  • Fabricação de azulejos esmaltados
  • Fabricação de pisos cerâmicos esmaltados
  • Fabricação de artigos sanitários de cerâmica
  • Fabricação de produtos cerâmicos refratários
  • Comércio varejista de materiais de construção
  • Revenda de telhas, tijolos e cerâmicas sem fabricação própria
  • Serviços de construção civil
  • Instalação de pisos e revestimentos

Limites do MEI para essa atividade

  • Faturamento máximo de R$ 81 mil por ano
  • Apenas 1 funcionário
  • Não pode ter sócio
  • Não pode participar de outra empresa como sócio ou administrador

Esses limites fazem com que o MEI funcione melhor para produção artesanal e pequenas olarias. Se houver aumento de produção, uso de forno em escala, contratação de equipe ou fornecimento para construtoras, lojas e distribuidores, pode ser mais adequado migrar para Microempresa.

Caso o faturamento ultrapasse o teto do regime, será necessário realizar o desenquadramento. Entenda melhor neste guia: Ultrapassei o limite do MEI: e agora?.

Quando desenquadrar do MEI

O desenquadramento normalmente passa a fazer sentido quando a operação cresce, exige maior estrutura produtiva, compra de matéria-prima em escala, contratação de equipe ou ultrapassa o limite anual do regime.

Pequenas olarias que passam a vender para construtoras, depósitos de materiais de construção ou obras recorrentes normalmente acabam exigindo uma estrutura mais robusta do que o MEI consegue suportar.

Quando vale abrir como ME direto

  • quando o faturamento tende a crescer rapidamente;
  • quando há produção recorrente para construtoras ou lojas;
  • quando há necessidade de forno, máquinas e estrutura produtiva maior;
  • quando há contratação de equipe;
  • quando há emissão frequente de notas fiscais;
  • quando o limite anual do MEI pode ser atingido rapidamente.

Antes de decidir, vale simular o impacto tributário usando a Calculadora de Impostos.

Se você ainda estiver em dúvida entre permanecer no MEI ou migrar, veja: MEI x Simples Nacional: qual a diferença e quando compensa mudar.

Também vale consultar os planos e preços de contabilidade online para avaliar cenários de crescimento.

Abertura de empresa para essa atividade

Para formalizar corretamente essa atividade, é importante escolher o CNAE adequado, avaliar a incidência de ICMS, verificar a obrigatoriedade de Inscrição Estadual e conferir possíveis exigências municipais, ambientais e operacionais para olarias e atividades industriais.

A contabilidade.com atende principalmente empresas de prestação de serviços, com estrutura simples e foco em crescimento previsível. Caso a sua atividade evolua para uma estrutura industrial mais complexa, vale avaliar a abertura de empresa com apoio especializado.

Fale com um especialista ou utilize a Calculadora de Impostos para comparar cenários tributários.

Descritores relacionados

  • oleiro independente
  • fabricação de tijolos
  • fabricação de telhas de barro
  • artefatos de cerâmica para construção
  • barro cozido para construção
  • fabricação de manilhas cerâmicas
  • fabricação de tubos cerâmicos
  • fabricação de lajotas de cerâmica
  • olaria MEI
  • CNAE oleiro
  • CNAE fabricação de telhas
  • CNAE fabricação de tijolos de barro

FAQ - Perguntas frequentes sobre o CNAE 2342-7/02 – Fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na construção

1. Esse CNAE pode ser MEI?
Sim. O CNAE 2342-7/02 aparece na lista de ocupações permitidas ao MEI para Oleiro(a) independente.

2. Quanto o MEI paga nessa atividade?
Em 2026, o MEI dessa atividade normalmente paga R$ 82,05 por mês, considerando INSS e ICMS.

3. Esse CNAE tem Fator R?
Não. O CNAE 2342-7/02 normalmente é tributado no Anexo II do Simples Nacional e não possui aplicação do Fator R.

4. Esse CNAE exige Inscrição Estadual?
Sim. Como envolve fabricação e circulação de mercadorias, normalmente há obrigatoriedade de Inscrição Estadual.

5. Esse CNAE inclui azulejos e pisos?
Não. A fabricação de azulejos e pisos esmaltados deve ser analisada em outro CNAE específico.

6. Oleiro independente pode emitir nota fiscal?
Sim. Ao formalizar o CNPJ corretamente, o oleiro independente pode emitir nota fiscal e atuar de forma regularizada.

7. Onde gerar a guia DAS do MEI?
A guia pode ser emitida no PGMEI ou no portal oficial do Simples Nacional.

Conclusão

O CNAE 2342-7/02 pode ser uma boa porta de entrada para formalização no MEI, especialmente para oleiros independentes e pequenos produtores de artefatos de cerâmica e barro cozido para construção.

No entanto, o crescimento do negócio pode exigir migração para regimes mais completos e estruturas mais adequadas, principalmente quando há aumento de produção, necessidade de forno, contratação de equipe ou fornecimento recorrente para construtoras, lojas e distribuidores.

O MEI funciona bem como fase inicial, mas não deve ser tratado como solução definitiva para quem pretende escalar a operação.

Para tomar a melhor decisão, consulte o guia sobre MEI em 2026, veja a Tabela do Simples Nacional 2026 e avalie o regime tributário ideal.

Sempre que possível, conte com um contador para evitar erros no enquadramento e pagar o mínimo de impostos dentro da lei.

Voltar para a Tabela e CNAEs do MEI em 2026

Este conteúdo foi desenvolvido com base nas regras da Lei Complementar 123/2006 e nas normas atualizadas do Simples Nacional.

Fontes Complementares

Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Empreendedor serial e CEO da Contabilidade.com, plataforma contábil completa para CNPJs. Também é sócio-fundador do Contbank, primeira solução de BPO e Gestão Financeira Simplificada com Inteligência Artificial e Open Finance. Em 2018, fundou a Wabbi Software, primeira plataforma contábil em nuvem do Brasil, posteriormente vendida à ContaAzul, onde se tornou sócio e acionista. Além da carreira empreendedora, é pesquisador, com Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e Doutorado em Psicologia pela PUC/SP. Autor de diversos livros e pesquisas sobre campos informacionais e intuição, é fundador da Associação Oriont, dedicada ao estudo da consciência. Editor e coautor do livro científico “Information Fields Theory and Applications: Quantum Communication in Physics and Biology” (Springer Nature, 2025) e autor de “Intuição: do mistério à maestria”, obra que conecta ciência, percepção e autoconhecimento. Com muita experiência na interseção entre tecnologia, finanças, psicologia e inovação, Erico Azevedo é referência em liderança, empreendedorismo e inovação organizacional no Brasil e no exterior.

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