CNAE 3319-8/00 – Reparador de veículos de tração animal: pode ser MEI? quanto paga e quando desenquadrar do MEI

CNAE 3319-8/00 – Reparador de veículos de tração animal: pode ser MEI? quanto paga e quando desenquadrar do MEI

Publicado em21/05/2026

Tempo leitura9min 17s

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O CNAE 3319-8/00 – Manutenção e reparação de equipamentos e produtos não especificados anteriormente é uma das atividades permitidas no MEI em 2026 para ocupações específicas, incluindo o reparador de veículos de tração animal independente.

Na prática, esse CNAE é utilizado por profissionais que realizam manutenção, ajustes e consertos de carroças, charretes e outros veículos de tração animal. Mesmo sendo permitido no Microempreendedor Individual (MEI), é importante entender os limites do regime, a tributação aplicada e quando pode valer mais a pena migrar para Microempresa (ME).

Antes de abrir um CNPJ, consulte também o guia completo sobre MEI em 2026, a Tabela e CNAEs do MEI e o conteúdo sobre regime tributário ideal para sua empresa.

Índice

Esse CNAE pode ser MEI?

Sim, o CNAE 3319-8/00 pode ser MEI para a ocupação de reparador de veículos de tração animal independente.

O empreendedor pode atuar formalmente realizando reparos, manutenção e ajustes em carroças, charretes e veículos similares, desde que respeite as regras gerais do regime MEI.

Resumo tributário do CNAE 3319-8/00

ItemInformação
MEIPermitido
ISSSim
ICMSNão
Regime após desenquadramentoSimples Nacional
AnexoAnexo III
Alíquota inicial6%
Fator RNão aplicável

Quanto o MEI paga nessa atividade

Em 2026, o MEI prestador de serviços paga mensalmente o DAS composto por R$ 81,05 de INSS e R$ 5,00 de ISS, totalizando R$ 86,05 por mês.

Além do pagamento mensal, o empreendedor também deve entregar a DASN-SIMEI, que é a declaração anual de faturamento do MEI.

A guia DAS pode ser emitida no portal oficial do PGMEI.

Tabela do Simples Nacional para o CNAE 3319-8/00

Após o desenquadramento do MEI, essa atividade normalmente passa a ser tributada pelo Anexo III do Simples Nacional, com alíquota inicial de 6%.

FaixaReceita bruta em 12 mesesAlíquotaParcela a deduzir
1ª faixaAté R$ 180.000,006%R$ 0,00
2ª faixaDe R$ 180.000,01 até R$ 360.000,0011,20%R$ 9.360,00
3ª faixaDe R$ 360.000,01 até R$ 720.000,0013,50%R$ 17.640,00
4ª faixaDe R$ 720.000,01 até R$ 1.800.000,0016%R$ 35.640,00
5ª faixaDe R$ 1.800.000,01 até R$ 3.600.000,0021%R$ 125.640,00
6ª faixaDe R$ 3.600.000,01 até R$ 4.800.000,0033%R$ 648.000,00

Consulte também a Tabela do Simples Nacional 2026 e utilize a Calculadora de Impostos para simular a tributação correta.

O que essa atividade faz na prática

Essa ocupação envolve a manutenção e reparação de veículos de tração animal, como carroças, carroções, charretes e estruturas similares utilizadas em áreas rurais, transporte local e atividades tradicionais.

O profissional atua realizando ajustes estruturais, substituição de peças danificadas, reforço de ferragens, alinhamento, manutenção das rodas e conservação geral dos veículos.

Atividades permitidas

  • Manutenção de carroças e charretes
  • Conserto de veículos de tração animal
  • Substituição de peças danificadas
  • Reforço estrutural de madeira e ferragens
  • Reparação de rodas e eixos
  • Manutenção preventiva de veículos de tração animal
  • Ajustes estruturais em carroções
  • Pequenos reparos em equipamentos similares

Atividades não permitidas nesse CNAE

  • Fabricação industrial de carroças ou charretes
  • Comércio de veículos de tração animal
  • Transporte de cargas como atividade principal
  • Fabricação de implementos agrícolas industriais
  • Serviços de funilaria automotiva
  • Reparação de veículos automotores
  • Fabricação de carrocerias industriais
  • Produção seriada de equipamentos agrícolas

Limites do MEI para essa atividade

Mesmo sendo uma atividade permitida no MEI, o empreendedor continua sujeito às regras gerais do regime:

  • Faturamento máximo de R$ 81 mil por ano
  • Contratação de apenas 1 funcionário
  • Não pode ter sócio
  • Não pode participar de outra empresa como sócio ou administrador

Esses limites fazem com que o MEI seja mais adequado para operações pequenas e individuais.

Quando desenquadrar do MEI

O desenquadramento do MEI passa a ser necessário quando o faturamento ultrapassa o limite permitido ou quando a estrutura da atividade cresce além das regras do regime.

Se o faturamento ultrapassar o teto anual em até 20%, o desenquadramento normalmente produz efeitos no ano seguinte. Acima disso, pode haver cobrança retroativa de impostos do Simples Nacional.

Entenda melhor neste guia: Ultrapassei o limite do MEI: e agora?.

Quando vale abrir como ME direto

Abrir uma Microempresa (ME) pode fazer mais sentido quando o negócio já nasce com maior estrutura, expectativa de crescimento ou necessidade de emissão recorrente de notas fiscais para empresas maiores.

Também pode valer a pena quando existe intenção de contratar equipe, ampliar atendimento ou profissionalizar a operação desde o início.

Consulte nossos planos e preços de contabilidade online e veja também o guia completo do Simples Nacional 2026.

Abertura de empresa para essa atividade

Para formalizar corretamente essa atividade, é importante escolher o CNAE adequado e avaliar se o MEI realmente atende à estrutura atual do negócio.

A contabilidade.com atende principalmente empresas de prestação de serviços com estrutura simples e crescimento previsível. Caso sua atividade evolua para uma operação mais estruturada, vale avaliar a abertura de empresa com apoio especializado.

Fale com um especialista para entender o enquadramento mais adequado para o seu caso.

FAQ - Perguntas frequentes sobre o CNAE 3319-8/00

1. O CNAE 3319-8/00 pode ser MEI?
Sim. O CNAE 3319-8/00 permite o enquadramento como MEI para ocupações específicas, incluindo reparador de veículos de tração animal independente.

2. Quanto o MEI paga nessa atividade?
O valor mensal do DAS MEI em 2026 é de aproximadamente R$ 86,05 para prestação de serviços.

3. Esse CNAE possui Fator R?
Não. O CNAE 3319-8/00 não possui aplicação de Fator R.

4. Qual o anexo do Simples Nacional para essa atividade?
Após o desenquadramento do MEI, essa atividade normalmente é tributada pelo Anexo III do Simples Nacional.

5. Quando o MEI precisa desenquadrar?
Quando ultrapassa o limite de faturamento, precisa de mais funcionários ou passa a operar com estrutura incompatível com o regime MEI.

6. Onde emitir a guia DAS do MEI?
A guia pode ser emitida pelo portal oficial do PGMEI.

Conclusão

O CNAE 3319-8/00 pode ser uma alternativa viável para formalização de profissionais que atuam com reparação de veículos de tração animal de forma independente.

Apesar das vantagens do MEI, o regime possui limitações importantes de faturamento e estrutura. Conforme o negócio cresce, pode ser mais interessante migrar para Microempresa e operar com mais liberdade tributária e operacional.

Antes de abrir ou manter o CNPJ, vale analisar qual estrutura faz mais sentido para o momento do negócio e evitar problemas futuros com desenquadramento e tributação.

Para tomar a melhor decisão, consulte o guia sobre MEI em 2026, veja a Tabela do Simples Nacional 2026 e avalie o regime tributário ideal.

Sempre que possível, conte com um contador para evitar erros no enquadramento e pagar o mínimo de impostos dentro da lei.

Voltar para a Tabela e CNAEs do MEI em 2026

Este conteúdo foi desenvolvido com base nas regras da Lei Complementar 123/2006 e nas normas atualizadas do Simples Nacional.

Fontes Complementares

Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Empreendedor serial e CEO da Contabilidade.com, plataforma contábil completa para CNPJs. Também é sócio-fundador do Contbank, primeira solução de BPO e Gestão Financeira Simplificada com Inteligência Artificial e Open Finance. Em 2018, fundou a Wabbi Software, primeira plataforma contábil em nuvem do Brasil, posteriormente vendida à ContaAzul, onde se tornou sócio e acionista. Além da carreira empreendedora, é pesquisador, com Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e Doutorado em Psicologia pela PUC/SP. Autor de diversos livros e pesquisas sobre campos informacionais e intuição, é fundador da Associação Oriont, dedicada ao estudo da consciência. Editor e coautor do livro científico “Information Fields Theory and Applications: Quantum Communication in Physics and Biology” (Springer Nature, 2025) e autor de “Intuição: do mistério à maestria”, obra que conecta ciência, percepção e autoconhecimento. Com muita experiência na interseção entre tecnologia, finanças, psicologia e inovação, Erico Azevedo é referência em liderança, empreendedorismo e inovação organizacional no Brasil e no exterior.

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