CNAE 5099-8/99 – Barqueiro(a) independente: pode ser MEI? quanto paga e quando desenquadrar do MEI

CNAE 5099-8/99 – Barqueiro(a) independente: pode ser MEI? quanto paga e quando desenquadrar do MEI

Publicado em08/06/2026

Tempo leitura9min 11s

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O CNAE 5099-8/99 – Outros transportes aquaviários não especificados anteriormente corresponde à atividade exercida pelo Barqueiro(a) independente, responsável pelo transporte aquaviário de passageiros e mercadorias em embarcações de pequeno e médio porte, normalmente sem itinerário fixo.

Essa atividade é bastante comum em regiões ribeirinhas, áreas costeiras, ilhas, lagoas e comunidades que dependem do transporte por embarcações para deslocamento de pessoas ou cargas.

Antes de abrir um CNPJ, consulte o guia completo sobre MEI em 2026, a Tabela e CNAEs do MEI, o conteúdo sobre regime tributário ideal e o guia do Simples Nacional 2026.

Índice

Esse CNAE pode ser MEI?

Sim. O CNAE 5099-8/99 pode ser MEI. A atividade é permitida para formalização como Microempreendedor Individual, permitindo que o profissional obtenha CNPJ, emita notas fiscais e tenha acesso aos benefícios previdenciários do INSS.

Mesmo sendo permitido, o empreendedor deve observar as exigências da navegação aquaviária, incluindo habilitação adequada, documentação da embarcação e cumprimento das normas da autoridade marítima.

Resumo tributário do CNAE 5099-8/99

ItemInformação
MEIPermitido
Ocupação MEIBarqueiro(a) independente
ISSSim
ICMSPode haver incidência conforme a operação
Regime após desenquadramentoSimples Nacional
AnexoAnexo III
Alíquota inicial6%
Fator RNão

Quanto o MEI paga nessa atividade

O MEI paga mensalmente o DAS MEI, guia que reúne a contribuição previdenciária e os tributos aplicáveis à atividade. O pagamento garante a regularidade do CNPJ e o acesso aos benefícios previdenciários.

A guia pode ser emitida pelo PGMEI, no ambiente do Simples Nacional ou pelo App MEI do governo.

Tabela do Simples Nacional para o CNAE 5099-8/99

Ao sair do MEI e migrar para Microempresa, essa atividade normalmente pode ser analisada no Anexo III do Simples Nacional.

FaixaReceita Bruta em 12 mesesAlíquotaParcela a Deduzir
1ª FaixaAté R$ 180.000,006%R$ 0,00
2ª FaixaDe R$ 180.000,01 até R$ 360.000,0011,20%R$ 9.360,00
3ª FaixaDe R$ 360.000,01 até R$ 720.000,0013,50%R$ 17.640,00
4ª FaixaDe R$ 720.000,01 até R$ 1.800.000,0016%R$ 35.640,00
5ª FaixaDe R$ 1.800.000,01 até R$ 3.600.000,0021%R$ 125.640,00
6ª FaixaDe R$ 3.600.000,01 até R$ 4.800.000,0033%R$ 648.000,00

O que essa atividade faz na prática

O CNAE 5099-8/99 engloba atividades de transporte aquaviário não classificadas em outras categorias específicas. Na prática, é utilizado por profissionais que realizam transporte de passageiros, mercadorias ou pequenos fretes utilizando embarcações sem itinerário fixo.

A atividade é bastante comum em comunidades ribeirinhas, regiões costeiras, áreas insulares e localidades onde o transporte por embarcação faz parte da rotina econômica e social.

Atividades permitidas

  • Transporte aquaviário de passageiros sem itinerário fixo;
  • Transporte aquaviário de pequenas mercadorias;
  • Fretes em embarcações de pequeno porte;
  • Transporte em rios, lagos, lagoas e canais;
  • Serviços de barqueiro independente;
  • Transporte local em comunidades ribeirinhas;
  • Serviços aquaviários não classificados em CNAEs específicos.

Atividades não permitidas nesse CNAE

  • Transporte marítimo de cabotagem;
  • Transporte marítimo internacional;
  • Linhas regulares de passageiros com itinerário fixo;
  • Travessias enquadradas em CNAEs específicos;
  • Transporte rodoviário de passageiros ou cargas;
  • Navegação de apoio marítimo;
  • Navegação de apoio portuário.

Limites do MEI para essa atividade

Mesmo sendo permitido no MEI, o empreendedor deve respeitar:

  • Faturamento máximo de R$ 81 mil por ano;
  • Contratação de apenas 1 funcionário;
  • Não possuir sócios;
  • Não participar de outra empresa como sócio ou administrador;
  • Manter a embarcação regularizada;
  • Cumprir as exigências da Capitania dos Portos.

Também é obrigatório possuir habilitação náutica adequada, que pode variar conforme o tipo de embarcação, área de navegação e finalidade da operação.

Caso o faturamento ultrapasse o limite permitido, será necessário realizar o desenquadramento. Entenda melhor neste guia: Ultrapassei o limite do MEI: e agora?.

Quando desenquadrar do MEI

O desenquadramento passa a ser necessário quando a atividade cresce além dos limites permitidos, quando há aumento do faturamento, contratação de equipe adicional ou necessidade de estrutura empresarial mais robusta.

Também pode ser recomendável migrar para Microempresa quando o empreendedor passa a operar diversas embarcações ou assume contratos comerciais de maior porte.

Quando vale abrir como ME direto

Em alguns casos, abrir como Microempresa desde o início pode ser mais adequado, especialmente quando:

  • há previsão de faturamento superior ao limite do MEI;
  • existem várias embarcações na operação;
  • há contratos recorrentes com empresas;
  • o negócio exige estrutura operacional mais robusta;
  • há necessidade de contratação de equipe.

Abertura de empresa para essa atividade

Para formalizar corretamente a atividade de barqueiro independente, é importante escolher o CNAE adequado, registrar o CNPJ, regularizar a embarcação e manter as habilitações exigidas pela autoridade marítima.

A contabilidade.com atende principalmente empresas de prestação de serviços, com estrutura simples e foco em crescimento previsível. Como essa atividade envolve transporte aquaviário e exigências específicas, o ideal é realizar uma análise técnica antes da abertura ou migração.

Fale com um especialista para entender o melhor caminho para formalizar ou migrar sua empresa.

Descritores relacionados

  • barqueiro independente;
  • CNAE 5099-8/99;
  • transporte aquaviário de passageiros;
  • transporte aquaviário de mercadorias;
  • frete por embarcação;
  • MEI barqueiro;
  • transporte em rios e lagos;
  • transporte ribeirinho;
  • Capitania dos Portos;
  • abrir CNPJ para transporte aquaviário.

FAQ - Perguntas frequentes sobre o CNAE 5099-8/99 – Barqueiro(a) independente

1. Esse CNAE pode ser MEI?
Sim. O CNAE 5099-8/99 é permitido para MEI.

2. Qual o limite de faturamento?
O limite é de R$ 81 mil por ano, respeitando as regras vigentes do MEI.

3. Esse CNAE tem Fator R?
Não. O CNAE 5099-8/99 não está sujeito ao Fator R.

4. Preciso registrar a embarcação?
Sim. A embarcação deve seguir as normas da Capitania dos Portos e da Marinha do Brasil.

5. Preciso de habilitação náutica?
Sim. Dependendo da embarcação e da área de navegação, será necessária habilitação adequada, como Arrais, Mestre ou Capitão.

6. Qual o anexo do Simples Nacional?
Após o desenquadramento do MEI, a atividade normalmente pode ser analisada no Anexo III.

Conclusão

O CNAE 5099-8/99 pode ser uma excelente alternativa para profissionais que atuam com transporte aquaviário de passageiros e mercadorias sem itinerário fixo.

O enquadramento como MEI facilita a formalização, mas exige atenção às regras de faturamento, documentação da embarcação e habilitação do condutor.

Se você quer estruturar seu negócio da forma correta desde o início e evitar problemas com fiscalização ou enquadramento tributário, vale analisar cuidadosamente a atividade antes de formalizar a operação.

Para tomar a melhor decisão, consulte o guia sobre MEI em 2026, veja a Tabela do Simples Nacional 2026 e avalie o regime tributário ideal.

Sempre que possível, conte com um contador para evitar erros no enquadramento e pagar o mínimo de impostos dentro da lei.

Voltar para a Tabela e CNAEs do MEI em 2026

Este conteúdo foi desenvolvido com base nas regras da Lei Complementar 123/2006 e nas normas atualizadas do Simples Nacional.

Fontes Complementares

Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Empreendedor serial e CEO da Contabilidade.com, plataforma contábil completa para CNPJs. Também é sócio-fundador do Contbank, primeira solução de BPO e Gestão Financeira Simplificada com Inteligência Artificial e Open Finance. Em 2018, fundou a Wabbi Software, primeira plataforma contábil em nuvem do Brasil, posteriormente vendida à ContaAzul, onde se tornou sócio e acionista. Além da carreira empreendedora, é pesquisador, com Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e Doutorado em Psicologia pela PUC/SP. Autor de diversos livros e pesquisas sobre campos informacionais e intuição, é fundador da Associação Oriont, dedicada ao estudo da consciência. Editor e coautor do livro científico “Information Fields Theory and Applications: Quantum Communication in Physics and Biology” (Springer Nature, 2025) e autor de “Intuição: do mistério à maestria”, obra que conecta ciência, percepção e autoconhecimento. Com muita experiência na interseção entre tecnologia, finanças, psicologia e inovação, Erico Azevedo é referência em liderança, empreendedorismo e inovação organizacional no Brasil e no exterior.

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