Parcelamento de Tributos: o que é, como funciona e aplicação na contabilidade

O parcelamento de tributos é uma modalidade que permite dividir débitos fiscais em atraso em várias parcelas, acrescidas de juros e multas,...

Publicado em22/04/2026

Atualizado em22/04/2026

Tempo leitura3min 11s

PorErico Azevedo

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Parcelamento de Tributos: o que é, como funciona e aplicação na contabilidade

O parcelamento de tributos é uma modalidade que permite dividir débitos fiscais em atraso em várias parcelas, acrescidas de juros e multas, possibilitando a regularização da situação fiscal do contribuinte. Ele é amplamente utilizado por empresas e pessoas físicas para manter a conformidade com o fisco e evitar penalidades mais graves. Este conceito faz parte do Guia da Contabilidade.

Neste verbete

Definição

O parcelamento de tributos consiste na divisão de débitos fiscais (impostos, taxas e contribuições) em parcelas mensais, permitindo que o contribuinte regularize sua situação junto à administração tributária sem a necessidade de pagamento integral imediato.

Como funciona

O processo de parcelamento ocorre por meio de solicitação junto ao órgão fiscal competente, geralmente de forma digital:

  • Solicitação: realizada via portal eletrônico (como e-CAC ou Simples Nacional);
  • Confissão de dívida: o contribuinte reconhece formalmente o débito;
  • Parcelamento: divisão do valor em parcelas mensais;
  • Encargos: incidência de juros (Selic) e multas;
  • Manutenção: o não pagamento pode levar ao cancelamento do acordo.

Principais tipos de parcelamento

  • Parcelamento ordinário: regras padrão, geralmente em até 60 parcelas;
  • Parcelamento do Simples Nacional: específico para ME e EPP;
  • Transação tributária: negociação com descontos em multas e juros para débitos inscritos em dívida ativa;
  • Programas especiais (REFIS): criados em momentos específicos com condições diferenciadas.

Aplicação na contabilidade

A contabilização do parcelamento é essencial para refletir corretamente o passivo da empresa:

  • Reconhecimento inicial: registro da dívida com juros e multa;
  • Reclassificação: transferência para conta de parcelamento;
  • Segregação: divisão entre passivo circulante e passivo não circulante;
  • Encargos: reconhecimento mensal dos juros como despesa financeira;
  • Pagamento: baixa da obrigação a cada parcela quitada.

Exemplos práticos

  • Empresa com impostos em atraso: parcela um débito de R$ 60.000 em 60 vezes de R$ 1.000 (mais juros);
  • Reclassificação contábil: valores passam de “Impostos a Pagar” para “Parcelamento de Tributos”;
  • Pagamento mensal: reduz o passivo e o caixa da empresa.

Vantagens e riscos

Vantagens:

  • Regularização fiscal do CNPJ;
  • Evita bloqueios, penhoras e execuções fiscais;
  • Permite melhor gestão de fluxo de caixa.

Riscos:

  • Incidência de juros e multas;
  • Rescisão em caso de inadimplência;
  • Aumento do endividamento da empresa.

Veja também

Referências

Nota editorial

Este conteúdo faz parte do Guia da Contabilidade da contabilidade.com e possui caráter informativo. Para aplicação prática, consulte um contador.

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Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Erico Azevedo é fundador da Contabilidade.com e da BPO Suite. Engenheiro e empresário contábil, com mestrado e doutorado pela Unicamp, foi cofundador da Wabbi Software, posteriormente incorporada à Contaazul e adquirida pelo grupo norueguês Visma em um dos maiores negócios da história do SaaS brasileiro. Hoje, dedica-se a construir soluções de contabilidade digital e BPO financeiro para empresários contábeis, micro, pequenas e médias empresas.

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