Qual a diferença entre IBS e CBS? Entenda a fusão de impostos da Reforma Tributária a partir de 2026

Qual a diferença entre IBS e CBS? Entenda a fusão de impostos da Reforma Tributária a partir de 2026

Publicado em23/04/2026

Tempo leitura10min 37s

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A Reforma Tributária trouxe uma das maiores mudanças no sistema de impostos do Brasil nas últimas décadas. A partir de 2026, entram em fase de testes dois novos tributos sobre o consumo: IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

Eles vão substituir impostos como PIS, Cofins, ICMS, ISS e parte do IPI, criando um modelo de IVA dual (Imposto sobre Valor Agregado). Mas afinal: qual é a diferença entre IBS e CBS? Quando começa a valer? O que muda nas notas fiscais? E como isso se conecta ao seu regime tributário?

Neste guia completo, você vai entender como funciona a fusão de impostos a partir de 2026, quais empresas precisam se preparar desde já e como esse tema se encaixa no cenário mais amplo da Reforma Tributária 2026–2033.

Você verá neste artigo

O que são IBS e CBS?

O IBS e a CBS são os dois novos tributos criados pela Emenda Constitucional nº 132/2023 para substituir o modelo atual de tributação sobre o consumo.

  • CBS → Tributo federal (substitui PIS e Cofins).
  • IBS → Tributo estadual e municipal (substitui ICMS e ISS).

Ambos seguem a lógica do IVA (Imposto sobre Valor Agregado), com direito a crédito ao longo da cadeia e maior transparência na cobrança.

Se você quiser aprofundar esse ponto, vale ler também qual é a diferença entre IBS e CBS, que detalha a estrutura dos dois tributos dentro da Reforma.

Se você ainda tem dúvidas sobre como os impostos atuais funcionam, vale entender primeiro o que é regime tributário e como ele impacta sua empresa.

IBS e CBS substituem quais impostos?

Com a implementação completa da reforma, os seguintes tributos deixarão de existir:

CBS substituirá:

  • PIS
  • Cofins
  • Parte do IPI

IBS substituirá:

  • ICMS
  • ISS

A principal diferença entre IBS e CBS não está apenas na base de cálculo, mas também na competência de arrecadação:

  • A CBS será administrada pela União.
  • O IBS será gerido por um Comitê Gestor, com arrecadação compartilhada entre estados e municípios.

Para entender o efeito prático dessa substituição na rotina empresarial, veja também o que muda para empresas e como isso impacta seus impostos.

Quando começa a valer IBS e CBS?

2026 – Ano de testes

  • CBS: alíquota teste de 0,9%
  • IBS: alíquota teste de 0,1%
  • Valores compensados com PIS e Cofins
  • Sem aumento real de carga tributária

Em outras palavras, IBS e CBS começam a valer em 01/01/2026 na fase de transição e testes, com foco em adaptação operacional, fiscal e sistêmica.

2027 e 2028

  • Extinção de PIS e Cofins
  • Redução gradual do IPI (exceto Zona Franca de Manaus)
  • Criação do Imposto Seletivo (IS)

2029 a 2032

Transição progressiva de ICMS e ISS para IBS.

2033

Extinção total de ICMS e ISS e vigência integral do novo modelo.

Se você quer ir além da linha do tempo deste artigo, o melhor ponto de apoio continua sendo o pilar da Reforma Tributária 2026–2033.

Como vão funcionar as novas notas fiscais?

A partir de 2026, as notas fiscais eletrônicas precisarão destacar separadamente:

  • Valor da CBS
  • Valor do IBS
  • Tipo de operação
  • Tratamento tributário
  • Forma de crédito

Isso exigirá atualização de sistemas, parametrizações fiscais e maior atenção ao preenchimento de documentos.

Em serviços, esse cuidado se conecta diretamente à escolha correta da classificação. Por isso, vale revisar a tabela NBS por atividade, já que a descrição e o enquadramento da operação ganham ainda mais importância com o novo modelo.

Se sua empresa é do Simples Nacional, também é importante acompanhar como essas mudanças vão impactar o regime e a lógica de créditos.

Quais empresas devem se preparar?

Praticamente todas:

  • Comércio
  • Indústria
  • Prestadores de serviço
  • Empresas do Simples Nacional
  • Lucro Presumido
  • Lucro Real

Mesmo sendo ano de testes, 2026 já exige emissão correta de documentos fiscais, atenção aos novos campos e preparo para o funcionamento de créditos.

Em alguns casos, a discussão sobre enquadramento empresarial também pode ganhar peso, especialmente para negócios menores que acompanham temas como Super MEI de R$ 140 mil e possíveis efeitos dessa proposta no futuro.

Obrigações a partir de 2026

  • Emissão de NF-e, NFC-e, CT-e e NFS-e com destaque de IBS e CBS
  • Entrega de declarações específicas (DeRE)
  • Novos leiautes fiscais
  • Possível inscrição no CNPJ para PF contribuinte

Erros podem gerar glosa de créditos, autuações e impacto no caixa.

Dependendo da estrutura da empresa, também pode ser necessário revisar documentos societários. Nessa linha, vale consultar o que é contrato social, como fazer e como consultar.

Como se preparar para IBS e CBS?

  • Revisar parametrização fiscal do ERP
  • Atualizar cadastro de produtos e serviços
  • Treinar equipe financeira
  • Entender como funcionará a lógica de créditos
  • Contar com contabilidade especializada

Para aprofundar esse ponto, o conteúdo sobre como calcular os impostos da Reforma Tributária, IBS, CBS e créditos na prática ajuda bastante a transformar teoria em aplicação real.

Sempre que possível, consulte um contador para evitar riscos fiscais.

FAQ - Perguntas Frequentes sobre IBS e CBS

1) IBS e CBS aumentam os impostos?

Em 2026, não necessariamente. O período inicial é de testes e transição. O impacto real vai depender da regulamentação final, da atividade da empresa, da estrutura de custos e da forma como os créditos serão aproveitados.

2) IBS e CBS começam a valer em 2026 mesmo?

Sim. A partir de 01/01/2026, IBS e CBS entram em fase de testes. Isso não significa substituição total imediata dos tributos atuais, mas já exige adaptação de sistemas e documentos fiscais.

3) O Simples Nacional acaba com a Reforma Tributária?

Não. O Simples Nacional continua existindo. Ainda assim, o regime passa a conviver com a nova lógica de IBS e CBS, o que torna importante acompanhar como isso afeta créditos, precificação e competitividade.

4) O que é IVA dual?

É um modelo em que dois tributos diferentes — um federal e outro estadual/municipal — compartilham a mesma lógica de incidência sobre o consumo. No Brasil, esse modelo será representado por CBS e IBS.

5) Preciso mudar meu regime tributário por causa do IBS e CBS?

Nem sempre. Mas em muitos casos será necessário simular cenários entre Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real, principalmente para empresas de serviços e negócios com margens apertadas.

6) O que muda nas notas fiscais com a Reforma Tributária?

As notas fiscais passarão a destacar IBS e CBS separadamente, além de exigir maior cuidado com o tratamento tributário da operação, a parametrização do sistema e a consistência das informações fiscais.

7) Empresas do Lucro Presumido serão impactadas?

Sim. Mesmo sem mudança em IRPJ e CSLL, a nova lógica de tributação sobre consumo pode afetar preço, margem, formação de créditos e organização operacional.

8) Prestadores de serviço precisam se preocupar desde já?

Sim. Prestadores de serviço tendem a sentir bastante os efeitos da Reforma, especialmente pela relevância atual do ISS e pela necessidade de descrever corretamente a atividade na nota fiscal.

10) Contrato social tem relação com a Reforma Tributária?

Indiretamente, sim. Embora a Reforma não altere o contrato social por si só, muitas empresas vão aproveitar a transição para revisar enquadramento, objeto social, estrutura de operação e forma de tributação.

11) Por onde começar para me preparar?

O melhor caminho é revisar a parametrização fiscal, entender o seu regime tributário atual, atualizar cadastros, acompanhar a emissão correta das notas fiscais e buscar apoio técnico para avaliar riscos e oportunidades.

Conclusão

A Reforma Tributária marca o início de uma nova fase na tributação brasileira. IBS e CBS prometem simplificar o sistema, mas exigirão adaptação técnica, atualização de sistemas e acompanhamento constante.

Empresas que se anteciparem terão mais clareza, menos risco fiscal e melhores condições para atravessar a transição até 2033. Para continuar aprofundando o tema, vale acompanhar também os conteúdos sobre o impacto da Reforma Tributária nas empresas, cálculo de IBS, CBS e créditos e, como base central do cluster, o pilar da Reforma Tributária 2026–2033.

Quer entender como a reforma impacta sua empresa?
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Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Empreendedor serial e CEO da Contabilidade.com, plataforma contábil completa para CNPJs. Também é sócio-fundador do Contbank, primeira solução de BPO e Gestão Financeira Simplificada com Inteligência Artificial e Open Finance. Em 2018, fundou a Wabbi Software, primeira plataforma contábil em nuvem do Brasil, posteriormente vendida à ContaAzul, onde se tornou sócio e acionista. Além da carreira empreendedora, é pesquisador, com Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e Doutorado em Psicologia pela PUC/SP. Autor de diversos livros e pesquisas sobre campos informacionais e intuição, é fundador da Associação Oriont, dedicada ao estudo da consciência. Editor e coautor do livro científico “Information Fields Theory and Applications: Quantum Communication in Physics and Biology” (Springer Nature, 2025) e autor de “Intuição: do mistério à maestria”, obra que conecta ciência, percepção e autoconhecimento. Com muita experiência na interseção entre tecnologia, finanças, psicologia e inovação, Erico Azevedo é referência em liderança, empreendedorismo e inovação organizacional no Brasil e no exterior.

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