IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte): o que é, como funciona e aplicação na contabilidade

Guia da Contabilidade — Glossário O IRRF, Imposto de Renda Retido na Fonte , é o valor do Imposto de Renda descontado diretamente por quem...

Publicado em07/08/2026

Atualizado em07/08/2026

Tempo leitura6min 41s

PorJuliana Bārradas

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IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte): o que é, como funciona e aplicação na contabilidade

Guia da Contabilidade — Glossário

O IRRF, Imposto de Renda Retido na Fonte, é o valor do Imposto de Renda descontado diretamente por quem realiza determinado pagamento, antes que o dinheiro seja entregue ao beneficiário.

A retenção pode ocorrer em salários, serviços, aplicações financeiras, aluguéis e outros rendimentos previstos na legislação. Em muitas situações, o valor funciona como antecipação do Imposto de Renda devido pelo contribuinte.

Este verbete faz parte do Guia da Contabilidade .

Neste verbete

O que é IRRF?

O IRRF é uma forma de recolhimento do Imposto de Renda realizada pela fonte pagadora.

Em vez de o beneficiário receber o valor integral e recolher o imposto posteriormente, quem efetua o pagamento calcula a retenção, desconta o valor e o recolhe à Receita Federal.

Dependendo do rendimento, o IRRF pode representar uma antecipação do imposto devido na declaração anual ou uma tributação definitiva, sem ajuste posterior.

Quando ocorre a retenção do IRRF?

A legislação prevê retenção na fonte para diferentes tipos de rendimentos. Entre os exemplos mais comuns estão:

  • salários e remunerações do trabalho;
  • pró-labore;
  • determinados serviços prestados a pessoas jurídicas;
  • aluguéis pagos por pessoa jurídica a pessoa física;
  • aplicações financeiras;
  • prêmios e sorteios;
  • determinados pagamentos a residentes no exterior.

A alíquota e a forma de cálculo dependem da natureza do rendimento e das regras específicas aplicáveis a cada situação.

Como funciona o IRRF nos salários?

Nos salários, a empresa calcula mensalmente o imposto após considerar as deduções permitidas e aplica a tabela progressiva do Imposto de Renda.

Em 2026, a tabela mensal possui alíquotas que chegam a 27,5%. Também passou a existir uma redução adicional do imposto.

  • rendimentos tributáveis mensais de até R$ 5.000 podem ter o imposto reduzido a zero;
  • entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, existe redução gradual;
  • a partir de R$ 7.350, a redução adicional deixa de ser aplicada.

Por isso, a alíquota da faixa da tabela não corresponde necessariamente ao percentual efetivamente descontado do salário.

Como funciona o IRRF sobre serviços e aluguéis?

Determinados serviços pagos por pessoas jurídicas estão sujeitos à retenção do Imposto de Renda na fonte. A alíquota depende da natureza do serviço.

A Receita Federal prevê, por exemplo, retenção de 1,5% em diversas remunerações por serviços profissionais, observadas as hipóteses e exceções previstas na legislação.

No caso de aluguel pago por uma pessoa jurídica a uma pessoa física, também pode existir retenção conforme a tabela aplicável.

Quando o aluguel é recebido de outra pessoa física, não existe uma empresa responsável por fazer a retenção. Nessa situação, o próprio contribuinte pode precisar calcular e recolher o imposto pelo Carnê-Leão.

Como funciona o IRRF nos investimentos?

O Imposto de Renda também pode ser retido automaticamente em aplicações financeiras.

Em aplicações de renda fixa em geral, as alíquotas de 2026 variam conforme o prazo do investimento:

  • 22,5%: até 180 dias;
  • 20%: de 181 a 360 dias;
  • 17,5%: de 361 a 720 dias;
  • 15%: acima de 720 dias.

O tratamento varia conforme o produto financeiro. Fundos, ações e outros investimentos possuem regras próprias de incidência e retenção.

Como funciona o IRRF na declaração anual?

Nos rendimentos sujeitos ao ajuste anual, o imposto retido durante o ano é considerado uma antecipação do IRPF.

Na Declaração de Imposto de Renda , o contribuinte informa os rendimentos recebidos e o IRRF já descontado.

Depois do cálculo final:

  • se o imposto retido foi maior que o devido: pode haver restituição;
  • se foi menor: pode existir imposto complementar a pagar.

Nem todo IRRF, porém, é compensado na declaração. Alguns rendimentos possuem tributação exclusiva ou definitiva na fonte.

Exemplo simples de IRRF

Considere um profissional que recebe salário mensal sujeito à retenção. A empresa calcula a base tributável depois das deduções permitidas, aplica a tabela progressiva e, quando cabível, a redução prevista para 2026.

O valor encontrado é descontado do pagamento e recolhido pela empresa à Receita Federal.

No ano seguinte, o empregado utiliza o comprovante de rendimentos para informar tanto o salário recebido quanto o imposto que já foi retido.

Por que o IRRF é importante?

A retenção na fonte antecipa a arrecadação e permite que a Receita Federal acompanhe diferentes tipos de rendimentos.

Para as empresas, calcular o IRRF corretamente é importante porque a fonte pagadora pode ser responsável pela retenção, recolhimento e prestação das informações fiscais correspondentes.

Para o contribuinte, acompanhar os valores retidos evita divergências na declaração e ajuda a verificar se há imposto a pagar ou restituição a receber.

Veja também

Referências

Nota editorial

Este verbete faz parte do Guia da Contabilidade da contabilidade.com e tem caráter informativo e educacional.

Alíquotas, tabelas, deduções e hipóteses de retenção podem variar conforme o rendimento e sofrer alterações na legislação.

Para decisões contábeis e fiscais, consulte um contador .

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Juliana Bārradas

Escrito por:

Juliana Bārradas

Atua na área de jornalismo e comunicação, com experiência na produção de conteúdo voltado à informação, à educação e ao desenvolvimento humano. Paralelamente, é psicoterapeuta integrativa, com formação e estudos em Yoga, Ayurveda e meditação. Sua trajetória une comunicação, autoconhecimento e saúde emocional, promovendo uma vida mais consciente, equilibrada e conectada ao potencial humano.

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