Formas de pagamento e split payment: como preparar sua empresa

Como empreendedor, você provavelmente já sabe que disponibilizar diferentes formas de pagamento virou  um fator importante para fechar mais...

Publicado em14/10/2026

Atualizado em14/10/2026

Tempo leitura16min 40s

PorJuliana Bārradas

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Formas de pagamento e split payment: como preparar sua empresa

Como empreendedor, você provavelmente já sabe que disponibilizar diferentes formas de pagamento virou um fator importante para fechar mais vendas. No balcão da loja ou no checkout online, a presença das opções certas é fundamental para reduzir desistências na finalização da compra.

Só que o efeito dessa escolha vai além da conversão, porque a modalidade adotada determina o prazo de recebimento, os custos da transação e a estabilidade do seu fluxo de caixa. Essa engrenagem ganha uma camada extra de complexidade com a reforma tributária, que prevê novas formas de recolhimento do IBS e da CBS, incluindo o split payment.

Por isso, é preciso estar atento às novidades, como o split payment, para reorganizar a rotina financeira com antecedência e proteger a saúde financeira da operação. Neste artigo, você vai entender como selecionar os métodos ideais para o seu modelo de vendas e estruturar a empresa para essas transformações. Boa leitura! 

Quais são as principais formas de pagamento para empresas?

Cada modelo de cobrança atende a um perfil específico de consumidor e funciona melhor em determinadas situações de compra. 

A escolha certa é aquela que equilibra a conveniência do cliente com o custo operacional e o tempo de liquidação da sua empresa: 

Forma de pagamento

Quando é apropriada

Principal benefício

Pix

Vendas presenciais e online de qualquer valor.

Recebimento instantâneo e taxa reduzida.

Cartão de crédito

Vendas parceladas e tickets mais altos.

Estímulo ao consumo e compras impulsivas.

Cartão de débito

Lojas físicas e balcão.

Liquidação rápida e garantia de recebimento.

Boleto bancário

Vendas B2B e clientes sem cartão.

Acesso a consumidores sem limite bancário.

Link de pagamento

Vendas por WhatsApp e redes sociais.

Cobrança à distância sem precisar de site.

Carteiras digitais

Compras mobile e por aproximação.

Experiência de checkout agilizada.

Para entender qual modalidade se encaixa no seu formato de trabalho, consulte o guia de formas de pagamento no blog do PagBank. 

Pix

A transferência instantânea do Banco Central funciona por meio de QR Code, chave Pix ou cópia e cola. O cliente conclui a operação direto no aplicativo do banco em poucos segundos.

Sua grande vantagem é a entrada imediata do valor na conta, com taxas menores do que as cobranças com cartão. O dinamismo fortalece a liquidez do fluxo de caixa e acelera o giro dos recursos.

A limitação fica por conta das vendas de maior valor, que demandam parcelamento longo, além de depender de conexão com a internet e bateria no celular do comprador.

Cartão de crédito

A cobrança via cartão de crédito acontece tanto no ponto de venda físico quanto em gateways de e-commerce, e possibilita que o comprador quite o valor à vista ou dividido em parcelas mensais.

É uma modalidade que favorece o aumento do ticket médio, já que oportuniza a realização de pedidos maiores sem precisar comprometer o saldo imediato da conta bancária.

Os pontos de atenção envolvem taxas operacionais mais elevadas, prazos de repasse longos e o risco de chargeback nas transações virtuais.

Cartão de débito

A venda com cartão de débito desconta o saldo da conta corrente do cliente no momento da compra e é uma das formas de pagamento mais tradicionais no comércio de balcão.

A liquidação em prazos curtos dá previsibilidade ao saldo diário e reduz o risco de inadimplência do comprador, embora a transação ainda possa estar sujeita a situações como contestação, falhas ou estornos.

A limitação decorre da necessidade de saldo em conta no ato da compra, que muitas vezes impede pedidos maiores.

Boleto bancário

O boleto bancário é um documento emitido com código de barras ou QR Code Pix para quitação em bancos, lotéricas ou aplicativos financeiros.

A solução funciona bem para negociações entre empresas e atende consumidores sem acesso a crédito. O formato facilita o faturamento corporativo com vencimentos programados.

A desvantagem está no tempo de compensação bancária e na taxa de desistência antes do vencimento do documento.

Link de pagamento

O link de pagamento consiste em um endereço digital gerado no painel da credenciadora para envio por aplicativo de mensagem, redes sociais ou e-mail.

Essa alternativa viabiliza vendas à distância sem a necessidade de investir em uma estrutura completa de e-commerce. O cliente clica, escolhe como quer quitar e finaliza a compra.

A limitação exige controle ativo no envio de cobranças individuais e acompanhamento do engajamento do cliente ao abrir o endereço enviado.

Carteiras digitais

As carteiras digitais armazenam cartões e dados de cobrança no celular ou relógio do comprador para as transações por aproximação ou com um toque no site.

A tecnologia elimina a digitação de dados longos no checkout e diminui o tempo de atendimento nas filas do estabelecimento físico.

Para operar, o negócio precisa ter terminais de leitura atualizados e integração nativa nos sistemas da loja virtual.

Como escolher a melhor forma de pagamento para o seu negócio?

Não existe uma receita única que sirva para todo tipo de empresa. Uma lanchonete de bairro, uma consultoria B2B e uma marca de roupas no e-commerce operam com margens, públicos e rotinas de vendas completamente distintas.

O comportamento do seu comprador é que dita o que deve estar no balcão ou na tela de cobrança. Vendas por impulso e de valor menor pedem velocidade total na conclusão, enquanto produtos de ticket mais alto dependem da possibilidade de parcelamento, por exemplo. 

Toda decisão nesse momento se reflete na disponibilidade dos recursos e na necessidade de capital de giro. 

Custos e prazos de liberação exigem cálculo na ponta do lápis. Mesmo uma diferença pequena nas tarifas pode devorar a margem de lucro, ao mesmo tempo em que precisar esperar semanas para ver a cor do dinheiro trava a compra de estoque e o pagamento de fornecedores. 

A solução ideal, portanto, é aquela que combina tarifas viáveis, liquidação previsível e facilidade operacional para a sua equipe.

Como as formas de pagamento impactam a gestão financeira?

Vender bastante não garante a conta no azul se os valores entrarem sem organização. A modalidade de cobrança escolhida altera a velocidade com que o faturamento vira saldo disponível no banco.

Esse intervalo entre o dia da venda e o dia do crédito em conta interfere no planejamento diário e demanda um rígido controle dos números.

  • Tempo de resposta do fluxo de caixa: a combinação entre liquidações instantâneas e repasses em 14 ou 30 dias define o fôlego diário da empresa. Conhecer as datas exatas de entrada previne a necessidade de recorrer a empréstimos caros para honrar compromissos operacionais; 
  • Rigidez no controle de recebimentos: confrontar as vendas registradas com os extratos das credenciadoras garante que nenhuma tarifa seja cobrada indevidamente e ainda protege a margem de lucro contra vazamentos no faturamento; 
  • Decisões baseadas em dados: acompanhar o histórico das cobranças revela quais modalidades concentram as vendas e quais encarecem a operação. Essas informações orientam a renegociação de taxas e a definição de canais de cobrança mais vantajosos; 
  • Visão ampla da gestão financeira: cuidar das finanças envolve muito mais do que coletar o valor das compras. Sincronizar o calendário de recebíveis, negociar prazos com fornecedores e controlar despesas formam a base para que a empresa cresça com estabilidade.

O que é split payment e por que sua empresa deve acompanhar essa mudança?

O split payment é um mecanismo previsto na Reforma Tributária que permitirá separar e recolher valores de IBS e CBS na liquidação financeira da transação. Em vez de todo o valor seguir primeiro para a empresa para que os tributos sejam pagos posteriormente, o sistema fará a segregação dos valores devidos conforme as regras aplicáveis à operação.

Essa mecânica integra o conjunto de regras da reforma tributária para recolher o IBS e a CBS. A consequência sobre as finanças é imediata: a empresa perde o uso do dinheiro do imposto como capital de giro de curto prazo, recurso que antes permanecia no caixa até o vencimento da guia mensal.

A implementação do sistema será gradual. Em outubro de 2026, o modelo ainda está em fase de testes técnicos e não é aplicado de forma definitiva às transações reais. Esse intervalo dá tempo para revisar processos e readequar o planejamento de faturamento.

Como preparar sua empresa para o novo cenário dos pagamentos?

A adaptação às mudanças nas cobranças e na arrecadação precisa começar muito antes do início das obrigações fiscais. Esperar o modelo entrar em vigor para só então ajustar a operação pode acabar gerando rombos no caixa e paralisações nas vendas.

1. Reajuste o cálculo do capital de giro

Calcule a necessidade de caixa considerando exclusivamente os recursos líquidos. O fim do uso temporário dos impostos na conta exige recalcular a reserva operacional para honrar folha e fornecedores sem depender do faturamento bruto.

2. Mapeie o caminho do dinheiro e revise contratos

Rastreie cada etapa da cobrança, do clique no checkout até a liquidação bancária. Valide as taxas com as credenciadoras, ajuste os prazos com seus fornecedores e repense os termos comerciais para prevenir descompassos no fluxo de caixa.

3. Atualize os cadastros e o emissor de notas

Garanta que o software de gestão consiga destacar corretamente as alíquotas de IBS e CBS nas notas fiscais. Emitir documentos com dados errados vai travar os faturamentos e impedir a validação dos créditos pelos compradores.

4. Automatize a conciliação financeira

Substitua conferências manuais por sistemas capazes de cruzar os relatórios das credenciadoras com os extratos bancários. A tecnologia elimina as falhas de digitação, identifica taxas indevidas e assegura o controle de recebimentos sem sobrecarregar a equipe.

Como a tecnologia ajuda a organizar os recebimentos?

Conferir as vendas, abrindo cinco planilhas diferentes e comparando os extratos de várias maquininhas, consome um tempo relevante do seu dia. Quando a operação cresce, o processo manual vira uma fonte constante de erros e desencontros de caixa.

Concentrar Pix, cartões e boletos em um único painel traz controle absoluto sobre os números. Você enxerga exatamente a entrada diária dos recursos sem pular de plataforma em plataforma ou calcular as taxas na mão.

A conciliação automática cruza cada venda registrada com o valor depositado na conta bancária. O batimento contínuo identifica rapidamente cobranças indevidas de tarifas, estornos não previstos e atrasos de liquidação com precisão.

Unificar os dados financeiros previne surpresas e assegura o controle de recebimentos que o seu negócio precisa para crescer com segurança. 

Escolha as formas de pagamento pensando no crescimento da empresa

Quando você oferece as opções certas no checkout, a compra flui sem ruído. O cliente encontra a alternativa que já usa no dia a dia e fecha o pedido sem pensar duas vezes.

Mas esse cuidado na ponta da venda precisa caminhar junto com o controle rígido das taxas e dos prazos de repasse. Monitorar de perto o que entra no caixa é o que garante a saúde financeira da sua empresa e dá fôlego para planejar novos investimentos.

Conheça as soluções de pagamento online do PagBank para organizar a cobrança da sua empresa, controlar seus recebimentos e vender mais todos os dias.

Perguntas frequentes sobre formas de pagamento

Abaixo, você encontra um guia rápido com respostas objetivas para as dúvidas mais comuns sobre modalidades de cobrança e tendências do mercado: 

Quais são as principais formas de pagamento para empresas?

As opções mais utilizadas no comércio brasileiro incluem Pix, cartão de crédito, cartão de débito, boleto bancário, link de pagamento e carteiras digitais. Cada modalidade atende a necessidades específicas de prazos, custos e perfil de cliente.

Como escolher a melhor forma de pagamento para o meu negócio?

A definição exige analisar o perfil do seu público, o ticket médio das vendas, a necessidade de caixa rápido e as taxas cobradas. O ideal é oferecer um mix de opções para atender diferentes preferências sem encarecer sua operação.

Pix ou cartão: qual é a melhor opção de pagamento?

O Pix oferece liquidação na hora e taxas menores, excelente para o caixa diário. O cartão de crédito possibilita o parcelamento de compras maiores e aumenta o ticket médio. Ambas as modalidades se completam na estratégia de vendas.

Vale a pena oferecer boleto bancário?

A modalidade atende clientes sem cartão de crédito e empresas no mercado B2B que preferem a cobrança faturada. É um recurso importante para ampliar o alcance das vendas corporativas e manter negociações programadas.

O que é link de pagamento?

Trata-se de um endereço virtual gerado pela credenciadora para envio ao cliente via WhatsApp, e-mail ou redes sociais. A ferramenta serve para vender à distância com segurança, sem precisar ter uma loja virtual completa. 

O split payment já está valendo?

A implementação será gradual dentro do cronograma da legislação tributária. A obrigatoriedade plena está prevista para fases posteriores da transição, com tempo suficiente para as empresas adaptarem seus sistemas.

Como o split payment pode impactar os recebimentos da empresa?

A fatia do imposto será descontada no momento da liquidação da venda, reduzindo o valor bruto que entra no caixa da empresa. Essa mudança exige repensar o capital de giro e o planejamento do fluxo de caixa.

Falar com especialistas
Juliana Bārradas

Escrito por:

Juliana Bārradas

Atua na área de jornalismo e comunicação, com experiência na produção de conteúdo voltado à informação, à educação e ao desenvolvimento humano. Paralelamente, é psicoterapeuta integrativa, com formação e estudos em Yoga, Ayurveda e meditação. Sua trajetória une comunicação, autoconhecimento e saúde emocional, promovendo uma vida mais consciente, equilibrada e conectada ao potencial humano.

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