IBS e CBS começam a valer em 2026: entenda a fase de transição da Reforma Tributária

IBS e CBS começam a valer em 2026: entenda a fase de transição da Reforma Tributária

Publicado em23/06/2026

Tempo leitura15min 23s

Copiar link

O IBS e a CBS começaram a valer em 2026 na fase de transição da Reforma Tributária. Desde 1º de janeiro de 2026, empresas e contribuintes precisam se adaptar ao novo modelo de tributação sobre consumo, com destaque dos novos tributos nos documentos fiscais eletrônicos.

Essa etapa funciona como um período de teste e calibração. O objetivo é preparar empresas, governo, contadores, emissores de nota fiscal e sistemas de gestão para a substituição gradual de tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS.

Este conteúdo faz parte do nosso guia principal sobre Reforma Tributária 2026 a 2033, onde explicamos o cronograma completo das mudanças, e também se conecta ao guia de regime tributário, já que a escolha entre Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real pode afetar o impacto do IBS e da CBS na empresa.

Neste artigo, você vai entender quando IBS e CBS começam a valer, como funciona a fase de teste em 2026, quais são as alíquotas simbólicas, o que muda nas notas fiscais e como as empresas devem se preparar para 2027.

Você verá neste artigo

O que são IBS e CBS?

IBS e CBS são os novos tributos criados pela Reforma Tributária para substituir parte dos impostos atuais sobre consumo.

A CBS, Contribuição sobre Bens e Serviços, é um tributo federal que substitui PIS, Cofins e IPI. Já o IBS, Imposto sobre Bens e Serviços, substitui ICMS e ISS, com competência compartilhada entre estados e municípios.

Juntos, IBS e CBS formam o chamado IVA dual, um modelo de imposto sobre valor agregado.

Para entender melhor a função de cada tributo, veja também o artigo sobre qual a diferença entre IBS e CBS.

Quando IBS e CBS começam a valer?

O IBS e a CBS começaram a valer em 1º de janeiro de 2026, em fase de teste da Reforma Tributária.

Isso não significa que a cobrança cheia dos novos tributos começou imediatamente. Em 2026, o modelo tem caráter de transição, adaptação e calibração dos sistemas.

Na prática, 2026 é o ano em que empresas, emissores de nota fiscal, plataformas, ERPs e órgãos públicos começam a operar com os novos campos fiscais, regras de destaque e informações de IBS e CBS nos documentos eletrônicos.

Como funciona a fase de teste do IBS e CBS em 2026?

A fase de teste de IBS e CBS em 2026 funciona como um ensaio geral da Reforma Tributária.

Durante esse período, os novos tributos aparecem nos documentos fiscais, mas a cobrança é feita com alíquotas simbólicas e regras de compensação ou dispensa de recolhimento conforme o cumprimento das obrigações acessórias.

O objetivo é permitir que o governo calibre as alíquotas, que os sistemas sejam testados e que as empresas ajustem seus processos antes da entrada mais forte da CBS em 2027 e da transição do ICMS e ISS para o IBS entre 2029 e 2032.

Quais são as alíquotas de IBS e CBS em 2026?

Em 2026, as alíquotas de teste são:

TributoAlíquota de teste em 2026Competência
CBS0,9%Federal
IBS0,1%Estadual e municipal
Total1%IVA dual em fase de teste

Esse percentual não representa a alíquota definitiva da Reforma Tributária. Trata-se de uma alíquota reduzida para teste, com função de adaptação do sistema.

Para empresas que cumprem corretamente as obrigações acessórias, a orientação oficial prevê dispensa de recolhimento do IBS e da CBS no ano de teste, conforme as regras aplicáveis.

O que muda nas notas fiscais em 2026?

A partir de 2026, os documentos fiscais eletrônicos passam a ter campos relacionados à CBS e ao IBS.

Isso inclui documentos como:

  • NF-e;
  • NFC-e;
  • CT-e;
  • NFS-e;
  • NFCom;
  • outros documentos fiscais eletrônicos previstos nas normas técnicas.

Para prestadores de serviços, a atenção principal está na NFS-e. A nota fiscal de serviço precisará se adaptar ao novo leiaute, com informações relacionadas ao IBS e à CBS.

Também será importante revisar a classificação correta da atividade. Em alguns casos, isso envolve a análise da NBS. Veja o conteúdo sobre tabela NBS por atividade.

IBS e CBS em 2026 aumentam imposto da empresa?

Em regra, 2026 é um ano de teste e adaptação. A alíquota total de 1% tem objetivo de calibragem e não deve ser confundida com a cobrança cheia dos novos tributos.

O impacto financeiro maior tende a aparecer nos anos seguintes, especialmente com a entrada da CBS em 2027 e com a substituição gradual de ISS e ICMS pelo IBS entre 2029 e 2032.

Mesmo assim, 2026 exige atenção. Empresas que não adaptarem seus sistemas, notas fiscais e cadastros podem enfrentar problemas operacionais, rejeição de documentos ou dificuldade para cumprir obrigações acessórias.

Como fica o Simples Nacional com IBS e CBS?

O Simples Nacional não acaba com a Reforma Tributária.

Mas a partir da transição, empresas optantes pelo Simples precisarão avaliar como IBS e CBS serão tratados e qual modelo será mais vantajoso para o negócio.

O ponto mais estratégico é a possibilidade de recolher IBS e CBS dentro do DAS ou pelo regime regular, fora do Simples, em determinadas situações.

IBS e CBS dentro do Simples

Nesse modelo, a empresa mantém a lógica tradicional do DAS. A principal vantagem é a simplicidade. O ponto de atenção é que o crédito tributário gerado para clientes empresariais pode ser menor.

IBS e CBS por fora do Simples

Nesse modelo, a empresa continua no Simples para alguns tributos, mas recolhe IBS e CBS pelo regime regular. Isso pode gerar mais créditos para clientes PJ, mas também pode aumentar a carga tributária e exigir maior controle fiscal.

Esse tema é especialmente importante para prestadores de serviços que atendem empresas. Para aprofundar, veja o artigo sobre opção pelo Simples Nacional 2027 e regras do IBS e CBS.

IBS e CBS por dentro ou por fora: o que avaliar?

A escolha entre recolher IBS e CBS dentro ou fora do Simples deve considerar o perfil do cliente, a margem de lucro e a capacidade da empresa de aproveitar créditos.

CritérioIBS e CBS dentro do SimplesIBS e CBS por fora do Simples
SimplicidadeMaiorMenor
Crédito para cliente PJMenorMaior
Controle fiscalMais simplesMais complexo
Possível carga tributáriaTende a ser menor em muitos casosPode aumentar, dependendo da atividade
Indicado paraEmpresas que atendem pessoa física ou clientes que não aproveitam créditosEmpresas B2B que atendem clientes que valorizam créditos tributários

Para prestadores de serviços, essa decisão exige simulação. Empresas de serviço puro costumam ter menos insumos e, por isso, podem gerar menos créditos para abater os próprios tributos.

Veja também o artigo sobre Reforma Tributária para prestadores de serviços.

Cronograma da transição da Reforma Tributária

A transição da Reforma Tributária acontece de forma gradual. Veja os principais marcos:

AnoO que acontece
2026Fase de teste de IBS e CBS, com alíquotas de 0,1% e 0,9%
2027Entrada plena da CBS e extinção de PIS e Cofins
2029 a 2032Redução gradual de ICMS e ISS e aumento progressivo do IBS
2033Novo modelo concluído, com IBS e CBS substituindo os tributos atuais sobre consumo

Para acompanhar o contexto completo, leia o guia sobre o que muda para empresas com a Reforma Tributária.

Como sua empresa deve se preparar para IBS e CBS?

1. Atualize o sistema de emissão de notas fiscais

O primeiro passo é garantir que o emissor de notas fiscais esteja preparado para os novos campos de IBS e CBS.

2. Revise CNAE, NBS e descrição dos serviços

Empresas prestadoras de serviços devem conferir se a atividade está corretamente cadastrada e se a descrição dos serviços está compatível com as novas exigências fiscais.

3. Organize documentos fiscais de compras e despesas

Com a lógica de créditos, os documentos de entrada passam a ser ainda mais importantes. Notas de fornecedores, despesas e serviços contratados precisam estar organizados.

4. Simule o impacto no regime tributário

Empresas do Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real podem ter impactos diferentes. Por isso, é importante revisar o regime tributário antes de tomar decisões.

5. Avalie se seus clientes aproveitam créditos

Se sua empresa vende para outras empresas, principalmente grandes clientes, a geração de créditos de IBS e CBS pode virar um fator comercial importante.

6. Regularize pendências fiscais

Empresas com débitos, cadastro desatualizado ou inconsistências fiscais podem ter dificuldade para fazer opções tributárias e se adaptar ao novo modelo.

7. Planeje 2027 ainda em 2026

O ano de 2026 deve ser usado para simular cenários, revisar preços, avaliar clientes e preparar a empresa para as decisões que terão efeito a partir de 2027.

Se você ainda está formalizando o negócio, veja o passo a passo de abertura de empresa.

FAQ - Perguntas Frequentes sobre IBS e CBS em 2026

1) IBS e CBS começaram a valer em 2026?

Sim. IBS e CBS começaram a valer em 1º de janeiro de 2026, em fase de teste e adaptação da Reforma Tributária.

2) Qual é a alíquota de IBS e CBS em 2026?

Em 2026, a alíquota de teste é de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS, totalizando 1%.

3) A empresa precisa pagar IBS e CBS em 2026?

O ano de 2026 é uma fase de teste. Conforme as orientações oficiais, contribuintes que cumprirem corretamente as obrigações acessórias podem ficar dispensados do recolhimento do IBS e da CBS nesse período.

4) IBS e CBS substituem quais impostos?

A CBS substitui PIS, Cofins e IPI. O IBS substitui ICMS e ISS.

5) O ISS acaba em 2026?

Não. O ISS não acaba imediatamente em 2026. Ele será reduzido gradualmente durante a transição e substituído pelo IBS até a conclusão do novo modelo.

6) O que muda nas notas fiscais em 2026?

As notas fiscais eletrônicas passam a ter campos para destacar IBS e CBS, conforme os leiautes e notas técnicas aplicáveis a cada tipo de documento fiscal.

7) Empresas do Simples Nacional também entram na Reforma Tributária?

Sim. O Simples Nacional continua existindo, mas as empresas precisarão avaliar como IBS e CBS serão tratados e se vale a pena recolher os tributos dentro ou fora do DAS em determinados cenários.

8) IBS e CBS por fora do Simples vale a pena?

Depende. Pode fazer sentido para empresas que atendem clientes PJ que valorizam créditos tributários. Porém, pode aumentar a carga tributária e exigir mais controle fiscal.

9) Prestadores de serviços precisam se preparar em 2026?

Sim. Prestadores de serviços precisam revisar emissão de NFS-e, NBS, regime tributário, perfil dos clientes, créditos tributários e formação de preço.

10) Quando a Reforma Tributária estará concluída?

A transição termina em 2033, quando o novo modelo de tributação sobre consumo estará plenamente implementado com IBS e CBS.

Conclusão

O IBS e a CBS começaram a valer em 2026 em uma fase de teste da Reforma Tributária. A cobrança cheia ainda não ocorre de imediato, mas as empresas já precisam adaptar notas fiscais, sistemas, cadastros e processos fiscais.

Em 2026, as alíquotas de teste são de 0,9% para CBS e 0,1% para IBS. O objetivo é calibrar o sistema antes da entrada plena da CBS em 2027 e da transição gradual de ICMS e ISS para o IBS entre 2029 e 2032.

Para empresas do Simples Nacional, prestadores de serviços e negócios B2B, o ponto mais importante é usar 2026 como ano de preparação. A decisão sobre recolher IBS e CBS dentro ou fora do Simples pode afetar impostos, créditos, competitividade e margem de lucro.

Para continuar estudando o tema, veja o guia principal sobre Reforma Tributária 2026 a 2033 e aprofunde também em como calcular IBS, CBS e créditos na prática.

Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Empreendedor serial e CEO da Contabilidade.com, plataforma contábil completa para CNPJs. Também é sócio-fundador do Contbank, primeira solução de BPO e Gestão Financeira Simplificada com Inteligência Artificial e Open Finance. Em 2018, fundou a Wabbi Software, primeira plataforma contábil em nuvem do Brasil, posteriormente vendida à ContaAzul, onde se tornou sócio e acionista. Além da carreira empreendedora, é pesquisador, com Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e Doutorado em Psicologia pela PUC/SP. Autor de diversos livros e pesquisas sobre campos informacionais e intuição, é fundador da Associação Oriont, dedicada ao estudo da consciência. Editor e coautor do livro científico “Information Fields Theory and Applications: Quantum Communication in Physics and Biology” (Springer Nature, 2025) e autor de “Intuição: do mistério à maestria”, obra que conecta ciência, percepção e autoconhecimento. Com muita experiência na interseção entre tecnologia, finanças, psicologia e inovação, Erico Azevedo é referência em liderança, empreendedorismo e inovação organizacional no Brasil e no exterior.

Avalie este artigo

0.0

Compartilhe
Copiar link

FIQUE LIGADOAssine nossa newsletter com conteúdo exclusivo.

Informe seu e-mail e teste grátis!

Novo app de contabilidade disponível para iOS e Android

Sua tranquilidade nossas responsabilidade, projetamos sempre com inovação nossos produtos digitais e com as melhores tecnologias do mercado.

Ficou com alguma dúvida?

Preencha as informações ao lado que logo entraremos em contato com você.