O que é CST (ICMS)? Entenda os códigos e como preencher corretamente na nota fiscal

O que é CST (ICMS)? Entenda os códigos e como preencher corretamente na nota fiscal

Publicado em24/03/2026

Tempo leitura11min 54s

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O CST ICMS é um dos códigos mais importantes no preenchimento da nota fiscal. Ele indica a situação tributária da operação e ajuda a definir como o ICMS será tratado em cada venda, transferência ou circulação de mercadoria.

Se você emite nota fiscal, vende mercadorias ou precisa entender a tributação do seu negócio, saber o que é CST e qual código usar em cada situação é essencial para evitar erros fiscais e autuações.

Neste guia, você vai entender o que significa CST, como o código é composto, quais são os principais códigos usados no ICMS e como esse tema se conecta ao seu regime tributário e à emissão de notas fiscais.

Para aprofundar o tema tributário, veja também nosso super hub de regime tributário e confira a calculadora CLT x PJ para entender melhor os impactos fiscais da formalização.

O que é CST?

O Código de Situação Tributária (CST) é um sistema de identificação numérica usado para classificar as situações fiscais das operações sujeitas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Em outras palavras, o CST informa como aquela operação será tributada, considerando fatores como a origem da mercadoria, a incidência do imposto, isenção, substituição tributária, redução de base de cálculo, diferimento e outras hipóteses previstas na legislação.

O preenchimento correto do CST é indispensável para a emissão adequada da nota fiscal eletrônica e para a conformidade tributária da empresa.

Como funciona o CST no ICMS

O CST é utilizado para indicar a situação tributária de uma operação com mercadorias ou serviços sujeitos ao ICMS. Esse código ajuda o Fisco a identificar a forma de tributação aplicada naquela operação específica.

Na prática, o CST influencia o preenchimento da nota fiscal, a apuração do imposto e o correto enquadramento tributário da operação.

Isso é especialmente importante para empresas que atuam no comércio, na indústria e em operações sujeitas a substituição tributária, isenção ou redução de base de cálculo.

Como é composto o código CST

O CST do ICMS é um código de três dígitos. Ele é formado pela combinação de:

  • 1 dígito da Tabela A, que indica a origem da mercadoria ou serviço;
  • 2 dígitos da Tabela B, que indicam a tributação pelo ICMS.

Essa combinação permite identificar com mais precisão a situação fiscal da operação.

Tabela A: origem da mercadoria ou serviço

O primeiro dígito do CST indica a origem da mercadoria ou serviço. Veja a estrutura:

  • 0 – Nacional, exceto as indicadas nos códigos 3 a 5
  • 1 – Estrangeira – Importação direta, exceto a indicada no código 6
  • 2 – Estrangeira – Adquirida no mercado interno, exceto a indicada no código 7
  • 3 – Nacional, mercadoria ou bem com conteúdo de importação superior a 40%
  • 4 – Nacional, cuja produção tenha sido feita em conformidade com processos produtivos básicos previstos em legislação específica
  • 5 – Nacional, mercadoria ou bem com conteúdo de importação inferior ou igual a 40%
  • 6 – Estrangeira – Importação direta, sem similar nacional, constante em lista específica
  • 7 – Estrangeira – Adquirida no mercado interno, sem similar nacional, constante em lista específica

Tabela B: tributação pelo ICMS

Os dois últimos dígitos do CST indicam a tributação da operação pelo ICMS. Os principais códigos são:

  • 00 – Tributada integralmente
  • 10 – Tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária
  • 20 – Com redução de base de cálculo
  • 30 – Isenta ou não tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária
  • 40 – Isenta
  • 41 – Não tributada
  • 50 – Suspensão
  • 51 – Diferimento
  • 60 – ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária
  • 70 – Com redução de base de cálculo e cobrança do ICMS por substituição tributária
  • 90 – Outras

Principais códigos CST do ICMS

A seguir, veja os principais códigos CST usados na prática e o que eles significam:

CST 00 – Tributada integralmente

É usado quando a operação é tributada normalmente pelo ICMS, sem isenção, redução de base de cálculo ou benefício fiscal específico.

CST 10 – Tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária

Aplica-se quando há tributação normal do ICMS e também cobrança por substituição tributária, em que outro contribuinte assume o recolhimento do imposto na cadeia.

CST 20 – Com redução de base de cálculo

É utilizado quando a operação é tributada, mas existe redução da base de cálculo do ICMS prevista em legislação ou benefício fiscal.

CST 30 – Isenta ou não tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária

Esse código é usado em operações sem tributação direta de ICMS, mas com incidência de substituição tributária.

CST 40 – Isenta

Aplica-se quando há previsão legal de isenção do ICMS para a operação.

CST 41 – Não tributada

É utilizado quando o ICMS não incide sobre a operação, conforme a legislação aplicável.

CST 50 – Suspensão

Indica que a exigência do ICMS está suspensa, dependendo do cumprimento de condições futuras.

CST 51 – Diferimento

O diferimento ocorre quando o recolhimento do ICMS é postergado para etapa posterior da cadeia.

CST 60 – ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária

É usado quando o ICMS já foi recolhido anteriormente no regime de substituição tributária.

CST 70 – Redução de base de cálculo com substituição tributária

Esse código combina redução de base de cálculo com cobrança de ICMS por substituição tributária.

CST 90 – Outras

É utilizado em hipóteses residuais, quando a operação não se enquadra nas situações anteriores.

Como saber qual CST usar

Para identificar qual CST ICMS usar na nota fiscal, a empresa precisa analisar:

  • a natureza da operação;
  • a origem da mercadoria;
  • o enquadramento tributário da empresa;
  • a existência de benefício fiscal;
  • a incidência ou não de substituição tributária;
  • a legislação estadual aplicável.

O CST não deve ser definido apenas “por padrão”. Ele precisa refletir a situação tributária real da operação.

Por isso, contar com apoio contábil é importante para reduzir erros na emissão de notas fiscais e na apuração do ICMS.

Erros comuns ao preencher CST na nota fiscal

Entre os erros mais comuns relacionados ao CST estão:

  • usar o mesmo código para operações diferentes;
  • ignorar a origem da mercadoria;
  • não considerar substituição tributária;
  • aplicar isenção ou redução sem respaldo legal;
  • emitir nota fiscal com CST incompatível com a operação.

Esses erros podem gerar inconsistências fiscais, glosas, autuações e multas.

Relação entre CST, regime tributário e nota fiscal

Embora o CST seja um código técnico ligado à tributação da operação, ele se conecta diretamente ao contexto tributário da empresa e à forma como as notas fiscais são emitidas.

Para entender melhor esse cenário, veja também:

Se a sua empresa precisa entender melhor tributação, enquadramento e emissão correta de documentos fiscais, o ideal é olhar o CST dentro de uma estratégia mais ampla de gestão fiscal.

FAQ – Perguntas frequentes sobre CST (ICMS)

1. O que é CST na nota fiscal?

CST é a sigla para Código de Situação Tributária. No ICMS, ele indica como a operação será tributada na nota fiscal.

2. O CST é usado em quais situações?

O CST é usado para classificar operações sujeitas ao ICMS, considerando tributação normal, isenção, não incidência, substituição tributária, redução de base, suspensão e diferimento.

3. Como saber qual CST ICMS usar?

É necessário analisar a operação, a origem da mercadoria, a legislação estadual, a incidência de substituição tributária e a situação fiscal da empresa.

4. O CST muda conforme o regime tributário?

O CST está ligado à situação tributária da operação, mas seu uso precisa estar alinhado ao contexto fiscal da empresa e à forma como ela emite suas notas fiscais.

5. Qual a diferença entre CST 00 e CST 20?

O CST 00 indica tributação integral. Já o CST 20 é usado quando há tributação com redução de base de cálculo.

6. O que acontece se o CST for preenchido errado?

O preenchimento incorreto pode gerar erros na nota fiscal, inconsistências fiscais, autuações e multas.

7. O CST é importante só para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real?

Não. O CST é relevante sempre que a operação exigir esse enquadramento na emissão do documento fiscal, especialmente em operações com mercadorias sujeitas ao ICMS.

Conclusão

Entender o que é CST e como ele funciona no ICMS é essencial para emitir notas fiscais corretamente, apurar tributos com mais segurança e evitar problemas com o Fisco.

Embora pareça um detalhe técnico, o CST influencia diretamente a conformidade tributária da empresa e precisa ser analisado junto com o enquadramento fiscal, a operação realizada e a legislação aplicável.

Para aprofundar esse tema, acesse o super hub de regime tributário e os conteúdos complementares do cluster de tributação e notas fiscais.

Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Empreendedor serial e CEO da Contabilidade.com, plataforma contábil completa para CNPJs. Também é sócio-fundador do Contbank, primeira solução de BPO e Gestão Financeira Simplificada com Inteligência Artificial e Open Finance. Em 2018, fundou a Wabbi Software, primeira plataforma contábil em nuvem do Brasil, posteriormente vendida à ContaAzul, onde se tornou sócio e acionista. Além da carreira empreendedora, é pesquisador, com Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e Doutorado em Psicologia pela PUC/SP. Autor de diversos livros e pesquisas sobre campos informacionais e intuição, é fundador da Associação Oriont, dedicada ao estudo da consciência. Editor e coautor do livro científico “Information Fields Theory and Applications: Quantum Communication in Physics and Biology” (Springer Nature, 2025) e autor de “Intuição: do mistério à maestria”, obra que conecta ciência, percepção e autoconhecimento. Com muita experiência na interseção entre tecnologia, finanças, psicologia e inovação, Erico Azevedo é referência em liderança, empreendedorismo e inovação organizacional no Brasil e no exterior.

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