Jogador de Futebol pode ser MEI? Descubra como abrir empresa

Jogador de Futebol pode ser MEI? Descubra como abrir empresa

Publicado em22/07/2026

Tempo leitura30min 48s

Copiar link

Não. Jogador de futebol não pode ser MEI.

A atividade profissional de atleta não aparece entre as ocupações permitidas ao Microempreendedor Individual.

O CNAE normalmente analisado para o jogador que atua de forma autônoma é o 9319-1/99 — Outras atividades esportivas não especificadas anteriormente.

Esse código abrange profissionais que atuam por conta própria em atividades esportivas, incluindo atletas, árbitros, treinadores e juízes.

Porém, o CNAE 9319-1/99 não está autorizado para o MEI.

Isso significa que o jogador não pode escolher esse enquadramento mesmo que trabalhe sozinho e fature menos de R$ 81 mil por ano.

A alternativa pode ser abrir uma empresa convencional, normalmente uma Sociedade Limitada Unipessoal, enquadrada como Microempresa.

Entretanto, a abertura de CNPJ depende da origem dos rendimentos do jogador.

O salário recebido de um clube por meio do contrato especial de trabalho esportivo não deve ser substituído artificialmente por uma nota fiscal.

Já receitas relacionadas à exploração da imagem, publicidade, patrocínios, participação em eventos e determinadas atividades autônomas podem exigir uma estrutura empresarial própria.

Cada fonte de renda precisa ser analisada separadamente.

Neste artigo, você entenderá por que jogador de futebol não pode ser MEI, qual CNAE pode ser utilizado, quando o atleta pode abrir CNPJ e como funciona a tributação.

Para conhecer as etapas necessárias para constituir uma empresa, consulte nosso guia completo sobre abertura de empresa.

Resposta rápida: jogador de futebol pode ser MEI?

InformaçãoResposta
Jogador de futebol pode ser MEI?Não
Atleta profissional pode ser MEI?Não
Principal CNAE para atleta autônomo9319-1/99 — Outras atividades esportivas não especificadas anteriormente
O CNAE 9319-1/99 pode ser MEI?Não
Pode abrir empresa sem sócio?Sim, como Sociedade Limitada Unipessoal
Pode ser Microempresa?Sim, conforme o faturamento
Pode optar pelo Simples Nacional?Pode ser possível, conforme os CNAEs e as condições da empresa
Salário do clube pode ser faturado pelo CNPJ?Não automaticamente. O contrato de trabalho esportivo possui natureza própria
Direito de imagem pode ser recebido por empresa?Pode ser possível quando houver contrato civil real e estrutura regular
Publicidade e patrocínio podem ser recebidos pelo CNPJ?Sim, conforme o contrato e os CNAEs cadastrados
Precisa emitir nota fiscal?Sim, quando a empresa prestar serviços ou explorar direitos contratados
Precisa de contador?Sim

Neste artigo você verá

Jogador de futebol pode ser MEI?

Não.

A atividade de jogador de futebol não está entre as ocupações permitidas ao MEI.

O impedimento não depende apenas do faturamento.

Para abrir um Microempreendedor Individual, é necessário cumprir duas condições básicas:

  • respeitar as regras e os limites do MEI;
  • exercer uma ocupação expressamente autorizada.

Como a atividade de atleta não consta na relação de ocupações permitidas, o jogador não pode abrir MEI para receber por sua atuação esportiva.

Isso permanece válido mesmo quando o atleta:

  • está no início da carreira;
  • atua em clubes pequenos;
  • recebe menos de R$ 81 mil por ano;
  • não possui funcionários;
  • trabalha sem sócios;
  • participa apenas de campeonatos regionais;
  • recebe por partida disputada;
  • atua como jogador autônomo.

Por que jogador de futebol não pode ser MEI?

O MEI não está disponível para todas as profissões.

O regime possui uma lista específica de ocupações permitidas.

O fato de uma pessoa trabalhar por conta própria não significa que ela possa automaticamente se formalizar como Microempreendedor Individual.

A atividade profissional do atleta é classificada no grupo de atividades esportivas.

O CNAE correspondente não está autorizado para o MEI.

O jogador também não deve escolher uma ocupação diferente apenas para conseguir abrir o CNPJ.

Por exemplo, não é correto cadastrar o atleta como promotor de eventos, instrutor ou prestador de serviços genéricos quando sua receita decorre da participação em competições como jogador.

Utilizar uma atividade incompatível pode provocar:

  • desenquadramento retroativo do MEI;
  • cobrança de impostos adicionais;
  • juros e multas;
  • notas fiscais emitidas com atividade incorreta;
  • divergências com os contratos esportivos;
  • inconsistências nas movimentações bancárias;
  • problemas na declaração do Imposto de Renda.

Qual é o CNAE para jogador de futebol?

O CNAE normalmente analisado para o atleta que atua por conta própria é:

9319-1/99 — Outras atividades esportivas não especificadas anteriormente.

Essa classificação abrange a atuação profissional autônoma em diferentes modalidades esportivas.

O código pode ser utilizado por atletas de modalidades como:

  • futebol;
  • futsal;
  • basquete;
  • vôlei;
  • tênis;
  • atletismo;
  • natação;
  • artes marciais;
  • automobilismo;
  • esportes eletrônicos, conforme a operação;
  • outras modalidades esportivas.

Entretanto, a escolha do CNAE depende da atividade efetivamente exercida.

Um jogador que também ministra cursos, participa de campanhas publicitárias ou licencia sua imagem pode precisar de CNAEs secundários.

O que está incluído no CNAE 9319-1/99?

O CNAE 9319-1/99 inclui atividades de profissionais que atuam por conta própria no setor esportivo.

Entre os exemplos estão:

  • atletas;
  • árbitros;
  • treinadores;
  • juízes esportivos;
  • outros profissionais autônomos ligados à prática esportiva.

Apesar de abranger atletas, esse CNAE não está permitido para o MEI.

Também é necessário verificar se existe uma classificação mais específica para determinada atividade.

O código não deve ser utilizado automaticamente para:

  • gestão de clubes;
  • organização de campeonatos;
  • administração de instalações esportivas;
  • academias;
  • escolas de futebol;
  • agenciamento de atletas;
  • publicidade;
  • comércio de artigos esportivos.

Essas operações possuem características e CNAEs próprios.

Como funciona o contrato do jogador profissional?

O jogador profissional pode manter uma relação de emprego com o clube.

Nesse caso, a remuneração é definida em contrato especial de trabalho esportivo.

Esse contrato possui regras próprias e não deve ser confundido com uma prestação de serviços comum entre empresas.

O vínculo pode envolver:

  • salário;
  • jornada e treinamentos;
  • participação em partidas;
  • premiações;
  • direitos trabalhistas;
  • obrigações esportivas;
  • cláusulas de rescisão;
  • cessão temporária para outro clube;
  • direitos de imagem em contrato separado.

A simples abertura de uma empresa não elimina a natureza trabalhista da relação.

Quando estão presentes subordinação, pessoalidade, habitualidade e remuneração, o pagamento não deve ser artificialmente transformado em uma contratação de pessoa jurídica.

Jogador de futebol pode atuar como autônomo?

Pode existir atuação autônoma quando o atleta não mantém uma relação de emprego com uma organização esportiva.

Nesse modelo, os rendimentos podem decorrer de contratos civis, participações em competições ou outras atividades realizadas por conta própria.

Entretanto, chamar o jogador de autônomo no contrato não é suficiente.

É necessário avaliar como a relação funciona na prática.

Alguns elementos que devem ser analisados são:

  • existência de subordinação ao clube;
  • obrigatoriedade de comparecer aos treinamentos;
  • controle da rotina do atleta;
  • exclusividade;
  • pagamento mensal fixo;
  • aplicação de penalidades;
  • participação habitual nas competições;
  • integração do jogador ao elenco profissional.

Quando existe uma relação típica de emprego esportivo, o CNPJ não deve ser utilizado para mascarar o vínculo.

Jogador de futebol pode abrir CNPJ?

Sim.

O impedimento está relacionado ao MEI, e não à abertura de qualquer tipo de empresa.

O jogador pode constituir uma empresa convencional para atividades empresariais legítimas.

O CNPJ pode ser utilizado, conforme o caso, para:

  • exploração contratual do direito de imagem;
  • publicidade;
  • patrocínios pessoais;
  • participação em campanhas;
  • presença em eventos;
  • produção de conteúdo;
  • palestras;
  • clínicas esportivas;
  • cursos e treinamentos;
  • licenciamento de marca própria;
  • venda de produtos;
  • determinadas atividades esportivas autônomas.

Cada receita precisa estar relacionada a um CNAE compatível.

O contrato social não deve incluir apenas o CNAE de atleta quando a empresa também recebe por publicidade, cursos ou comércio.

O salário do clube pode ser pago ao CNPJ do jogador?

Não automaticamente.

O salário decorrente do contrato especial de trabalho esportivo é uma remuneração da pessoa física.

Ele não deve ser transformado em nota fiscal apenas para reduzir impostos.

A contratação por pessoa jurídica não afasta um vínculo de emprego quando as características da relação permanecem presentes.

Por isso, é necessário separar:

  • salário do atleta;
  • premiações trabalhistas;
  • direito de imagem;
  • publicidade contratada por terceiros;
  • patrocínio pessoal;
  • receitas comerciais da empresa;
  • atividades esportivas realmente autônomas.

A existência de um CNPJ não permite que todos os rendimentos do jogador sejam faturados pela empresa.

Como funciona o direito de imagem do jogador?

O direito de imagem está relacionado à utilização comercial da imagem, do nome, da voz, da assinatura ou de outros elementos de identificação do atleta.

Ele pode ser explorado em ações como:

  • campanhas publicitárias;
  • materiais promocionais;
  • publicações em redes sociais;
  • produtos licenciados;
  • anúncios do clube;
  • ações com patrocinadores;
  • jogos eletrônicos;
  • álbuns e colecionáveis;
  • eventos institucionais;
  • conteúdos audiovisuais.

O contrato de imagem possui natureza civil e deve estabelecer direitos, obrigações, prazo e remuneração.

Em determinadas estruturas, a exploração econômica da imagem pode ser realizada por uma empresa do atleta.

Porém, é necessário haver uma operação real.

A empresa deve possuir:

  • contrato adequado;
  • objeto social compatível;
  • CNAEs coerentes;
  • notas fiscais;
  • contabilidade regular;
  • movimentação bancária comprovável;
  • separação entre receitas pessoais e empresariais.

Direito de imagem pode substituir o salário?

Não.

O direito de imagem não deve ser utilizado apenas para substituir parte do salário do jogador.

O contrato civil precisa possuir objeto próprio e execução efetiva.

É importante verificar se existe utilização comercial da imagem do atleta.

Também deve haver separação clara entre:

  • pagamento pelo trabalho esportivo;
  • pagamento pela utilização da imagem;
  • premiações;
  • patrocínios pessoais;
  • publicidade contratada por outras empresas.

Quando a remuneração chamada de direito de imagem representa, na prática, pagamento pelo trabalho prestado ao clube, a operação pode ser questionada.

Como o jogador pode receber publicidade e patrocínios?

O jogador pode celebrar contratos diretamente com marcas.

As receitas podem decorrer de:

  • publicações patrocinadas;
  • uso da imagem em anúncios;
  • participação em comerciais;
  • presença em eventos;
  • campanhas nas redes sociais;
  • licenciamento do nome;
  • produção de conteúdo;
  • uso de produtos durante aparições públicas;
  • participação em lançamentos;
  • contratos de embaixador de marca.

Esses valores podem ser recebidos por uma empresa, desde que a estrutura contratual e tributária esteja correta.

O CNAE 9319-1/99 não abrange automaticamente todas as atividades publicitárias.

Dependendo do contrato, pode ser necessário incluir CNAEs relacionados a:

  • publicidade;
  • produção audiovisual;
  • participação em eventos;
  • licenciamento de direitos;
  • produção de conteúdo;
  • palestras e treinamentos.

Prêmios e bonificações precisam ser declarados?

Sim.

Premiações e bonificações recebidas pelo jogador precisam ser identificadas e registradas corretamente.

Esses valores podem ter origens diferentes.

Exemplos:

  • prêmio por vitória;
  • bonificação por título;
  • premiação por gols;
  • pagamento por classificação;
  • prêmio oferecido por patrocinador;
  • premiação recebida em competição individual;
  • valor pago por federação ou organizador.

O tratamento tributário depende de quem realiza o pagamento e da relação contratual envolvida.

Uma bonificação paga pelo clube dentro da relação de emprego não deve ser automaticamente faturada pela empresa do jogador.

Como declarar rendimentos recebidos no exterior?

Jogadores que atuam ou realizam campanhas no exterior precisam observar a residência fiscal e a origem das receitas.

É necessário analisar:

  • país de residência fiscal;
  • data da saída do Brasil;
  • existência de comunicação de saída definitiva;
  • contrato com o clube estrangeiro;
  • tributos retidos no exterior;
  • tratados internacionais, quando existentes;
  • receitas publicitárias internacionais;
  • pagamentos recebidos pela empresa brasileira;
  • conversão dos valores para reais;
  • obrigações cambiais e contábeis.

Manter uma conta bancária no exterior não elimina a obrigação de declarar os rendimentos quando o jogador continua residente fiscal no Brasil.

A análise precisa considerar a situação individual do atleta.

O empresário do jogador pode usar o mesmo CNPJ?

Não é recomendável misturar as atividades do jogador com as do seu agente ou empresário.

O empresário presta serviços de representação, negociação ou agenciamento.

O jogador exerce uma atividade esportiva e pode explorar sua imagem.

São operações diferentes.

O agente pode possuir uma empresa própria para:

  • negociar contratos;
  • intermediar transferências;
  • buscar clubes;
  • administrar oportunidades comerciais;
  • intermediar patrocínios;
  • receber comissões.

Os contratos precisam definir com clareza quem presta cada serviço e quem recebe cada valor.

Qual natureza jurídica escolher?

A Sociedade Limitada é uma das estruturas mais utilizadas por atletas.

Quando existe apenas um sócio, ela pode ser constituída como Sociedade Limitada Unipessoal.

Essa estrutura permite:

  • abrir empresa sem incluir um sócio;
  • emitir notas fiscais;
  • receber receitas comerciais;
  • incluir diferentes CNAEs;
  • contratar funcionários;
  • separar as movimentações pessoais e empresariais;
  • escolher o regime tributário adequado;
  • manter escrituração contábil.

A empresa também pode ser enquadrada como Microempresa quando permanecer dentro do limite correspondente.

É importante compreender que Microempresa e Sociedade Limitada Unipessoal não são expressões equivalentes.

A Sociedade Limitada é a natureza jurídica.

Microempresa é uma classificação de porte.

Jogador de futebol pode abrir Empresário Individual?

O Empresário Individual pode ser analisado em algumas situações.

Porém, essa estrutura não oferece a mesma separação patrimonial de uma Sociedade Limitada.

Na prática, a Sociedade Limitada Unipessoal costuma ser avaliada porque permite a constituição sem sócio e possui responsabilidade limitada, respeitadas as regras legais.

A decisão deve considerar:

  • tipo de receita;
  • risco contratual;
  • patrimônio envolvido;
  • faturamento;
  • existência de patrocinadores;
  • contratos de imagem;
  • planejamento sucessório;
  • possibilidade de incluir sócios futuramente.

Jogador de futebol pode optar pelo Simples Nacional?

Pode ser possível, desde que a empresa exerça atividades permitidas e cumpra as demais condições do regime.

É necessário analisar todos os CNAEs cadastrados.

A empresa pode possuir receitas relacionadas a:

  • atividade esportiva autônoma;
  • direito de imagem;
  • publicidade;
  • eventos;
  • produção de conteúdo;
  • cursos;
  • palestras;
  • comércio de produtos.

Cada receita pode possuir um enquadramento tributário diferente.

Por isso, não é correto afirmar que todo jogador de futebol começa com uma única alíquota no Simples Nacional.

A atividade do jogador está sujeita ao Fator R?

O Fator R deve ser analisado conforme o CNAE e a natureza da receita.

Ele compara a folha de salários e o pró-labore com a receita bruta acumulada dos últimos 12 meses.

Para determinadas atividades, o resultado pode definir a tributação pelo Anexo III ou pelo Anexo V.

Entretanto, o Fator R não deve ser aplicado automaticamente a todas as receitas da empresa do atleta.

Antes de definir o pró-labore, é necessário avaliar:

  • atividades cadastradas;
  • origem das receitas;
  • anexo aplicável;
  • folha de pagamento;
  • INSS;
  • Imposto de Renda;
  • distribuição de lucros;
  • custo tributário total.

Quando avaliar o Lucro Presumido?

O Lucro Presumido pode ser analisado como alternativa ao Simples Nacional.

Nesse regime, os tributos são calculados separadamente.

A empresa pode recolher:

  • IRPJ;
  • CSLL;
  • PIS;
  • Cofins;
  • ISS;
  • contribuições previdenciárias;
  • tributos incidentes sobre a folha.

O regime pode ser considerado quando a empresa possui faturamento elevado, baixa folha de pagamento ou atividades que se tornam mais caras no Simples Nacional.

A comparação deve considerar todas as receitas e despesas da operação.

Quanto um jogador de futebol paga de imposto?

O valor depende da origem dos rendimentos.

O jogador pode receber valores como pessoa física e pela empresa.

Entre as receitas da pessoa física podem estar:

  • salário do clube;
  • remunerações trabalhistas;
  • determinadas premiações;
  • rendimentos recebidos diretamente;
  • valores recebidos no exterior.

Já a empresa pode receber, conforme sua estrutura:

  • receitas de direito de imagem;
  • publicidade;
  • patrocínio;
  • participação em eventos;
  • licenciamento;
  • atividades esportivas autônomas;
  • produção de conteúdo;
  • palestras e treinamentos.

O custo tributário depende de fatores como:

  • regime tributário;
  • CNAEs;
  • faturamento;
  • pró-labore;
  • folha de pagamento;
  • município;
  • receitas recebidas do exterior;
  • retenções realizadas pelos contratantes;
  • existência de contabilidade regular.

Confira nosso conteúdo completo sobre quanto um jogador de futebol paga de imposto.

Utilize também a calculadora de impostos da contabilidade.com para comparar diferentes cenários.

Como emitir nota fiscal para jogador de futebol?

A empresa deve emitir a nota fiscal conforme a atividade contratada.

A descrição não deve ser genérica.

Alguns exemplos são:

  • exploração contratual do direito de imagem;
  • participação em campanha publicitária;
  • licenciamento de imagem para ação promocional;
  • presença em evento esportivo;
  • participação em palestra;
  • produção de conteúdo para patrocinador;
  • atividade esportiva autônoma, quando aplicável;
  • treinamento ou clínica esportiva.

A nota precisa estar alinhada ao:

  • contrato;
  • CNAE;
  • objeto social;
  • código de serviço municipal;
  • valor recebido;
  • serviço efetivamente prestado.

O salário pago pelo clube não deve ser documentado por uma nota fiscal da empresa quando decorrer do contrato de trabalho esportivo.

O jogador precisa retirar pró-labore?

O sócio que trabalha na empresa normalmente precisa definir uma remuneração pelo trabalho realizado.

Essa remuneração é chamada de pró-labore.

Sobre o pró-labore podem incidir:

  • INSS;
  • Imposto de Renda, conforme o valor;
  • obrigações do eSocial;
  • declarações previdenciárias.

O pró-labore não deve ser confundido com distribuição de lucros.

A distribuição de lucros depende da apuração dos resultados da empresa.

Manter contabilidade regular é especialmente importante quando existem receitas elevadas de publicidade, patrocínio e imagem.

Jogador de futebol precisa de contador?

Sim, quando possui uma empresa convencional.

O contador será responsável por atividades como:

  • apuração dos tributos;
  • escrituração contábil;
  • registro das receitas;
  • controle do pró-labore;
  • apuração dos lucros;
  • entrega de declarações;
  • conciliação bancária;
  • análise de retenções;
  • controle de pagamentos internacionais;
  • apoio na emissão das notas fiscais.

Também é importante coordenar a contabilidade da empresa com a declaração pessoal do jogador.

Como abrir empresa para jogador de futebol?

O primeiro passo é identificar todas as fontes de renda do atleta.

O processo normalmente envolve:

  1. separar salário, imagem, publicidade e premiações;
  2. analisar os contratos com o clube;
  3. analisar os contratos com patrocinadores;
  4. identificar atividades autônomas;
  5. definir os CNAEs;
  6. escolher a natureza jurídica;
  7. elaborar o contrato social;
  8. realizar a consulta de viabilidade;
  9. registrar a empresa;
  10. obter o CNPJ;
  11. solicitar a inscrição municipal;
  12. definir o regime tributário;
  13. configurar a emissão de notas fiscais;
  14. abrir uma conta bancária empresarial;
  15. definir o pró-labore;
  16. organizar a contabilidade;
  17. separar as movimentações pessoais das empresariais.

Conheça nossa solução de contabilidade para jogadores de futebol.

Abra sua empresa com a contabilidade.com.

FAQ - Perguntas Frequentes sobre jogador de futebol pode ser MEI

1) Jogador de futebol pode ser MEI?

Não. A atividade de atleta não está entre as ocupações permitidas ao Microempreendedor Individual.

2) Atleta profissional pode ser MEI?

Não. A atividade profissional do atleta não possui ocupação autorizada no MEI.

3) Jogador amador pode ser MEI?

Não para receber habitualmente pela atuação como atleta. O enquadramento depende da atividade econômica exercida, e não apenas da classificação esportiva como amador.

4) Qual é o CNAE para jogador de futebol?

O CNAE 9319-1/99 pode ser analisado para atletas que atuam por conta própria.

5) O CNAE 9319-1/99 pode ser MEI?

Não.

6) Jogador de futsal pode ser MEI?

Não para exercer a atividade profissional de atleta.

7) Atleta de outras modalidades pode ser MEI?

Em regra, a atividade autônoma de atleta classificada no CNAE 9319-1/99 não é permitida ao MEI.

8) Jogador pode abrir uma Microempresa?

Sim, desde que cumpra as regras de enquadramento como ME.

9) Jogador pode abrir empresa sem sócio?

Sim. É possível constituir uma Sociedade Limitada Unipessoal.

10) O que é uma Sociedade Limitada Unipessoal?

É uma Sociedade Limitada constituída por apenas um sócio.

11) Jogador pode optar pelo Simples Nacional?

Pode ser possível, conforme os CNAEs, o faturamento e as demais condições da empresa.

12) O salário do jogador pode ser pago pelo CNPJ?

Não automaticamente. O salário decorrente do contrato especial de trabalho esportivo é remuneração da pessoa física.

13) O clube pode contratar o jogador como PJ?

A contratação precisa respeitar a natureza real da relação. A existência de subordinação e vínculo esportivo pode caracterizar uma relação de emprego.

14) Jogador pode emitir nota fiscal para o clube?

Pode existir nota para atividades civis distintas, mas ela não deve substituir artificialmente o salário do contrato de trabalho.

15) Direito de imagem pode ser recebido pelo CNPJ?

Pode ser possível quando existe contrato civil real e exploração efetiva da imagem.

16) Direito de imagem é salário?

São parcelas juridicamente diferentes, mas o contrato de imagem não deve ser utilizado apenas para substituir remuneração salarial.

17) Jogador precisa emitir nota sobre direito de imagem?

Quando a receita é recebida pela empresa, normalmente deve existir documentação fiscal compatível com a operação.

18) Jogador pode receber patrocínio pelo CNPJ?

Sim, conforme o contrato e os CNAEs cadastrados.

19) Publipost de jogador pode ser faturado pela empresa?

Pode ser possível quando a empresa possui atividade compatível e contrato com a marca.

20) Premiação por vitória pode ser recebida pelo CNPJ?

Depende da origem e do contrato. Premiações ligadas à relação de emprego não devem ser automaticamente faturadas pela empresa.

21) Luvas podem ser pagas ao CNPJ?

É necessário analisar a natureza do pagamento e o contrato. Valores vinculados à contratação esportiva podem possuir natureza trabalhista.

22) Jogador pode receber comissão de publicidade?

Pode, mas é necessário identificar se a receita corresponde a publicidade, licenciamento ou intermediação.

23) O empresário do jogador pode ser sócio da empresa?

Pode ser juridicamente possível, mas a composição societária deve ser analisada com atenção aos contratos, responsabilidades e conflitos de interesse.

24) Jogador menor de idade pode abrir empresa?

A abertura depende das regras de capacidade civil, representação ou emancipação e deve ser analisada individualmente.

25) Jogador contratado no exterior precisa declarar no Brasil?

Depende de sua residência fiscal e do cumprimento das regras de saída definitiva.

26) Receber em conta estrangeira elimina o imposto no Brasil?

Não. A tributação depende da residência fiscal e da natureza do rendimento.

27) Jogador pode ter empresa no Brasil enquanto atua no exterior?

Pode, mas os efeitos tributários e societários precisam ser avaliados conforme sua residência fiscal.

28) Jogador precisa retirar pró-labore?

O sócio que trabalha na empresa deve avaliar a definição de pró-labore.

29) Jogador pode distribuir lucros?

Sim, quando a empresa possui lucro apurado e contabilidade regular.

30) Todo valor recebido pela empresa é lucro?

Não. Primeiro é necessário descontar tributos, custos, despesas e demais obrigações.

31) Jogador pode vender produtos com sua marca?

Sim, mas deve incluir os CNAEs comerciais e cumprir as obrigações fiscais correspondentes.

32) Escola de futebol pode usar o CNAE de atleta?

Não necessariamente. Ensino esportivo e atuação como atleta são atividades diferentes.

33) Jogador que oferece treinamento usa outro CNAE?

Sim. Cursos, aulas e treinamentos podem exigir CNAEs específicos.

34) Jogador precisa de inscrição municipal?

A empresa prestadora de serviços normalmente precisa do cadastro municipal para emitir notas fiscais.

35) A empresa do jogador precisa de inscrição estadual?

Pode precisar quando realiza comércio de produtos ou outras atividades sujeitas ao ICMS.

36) Quanto um jogador de futebol paga de imposto?

O valor depende da origem da renda, do regime tributário, dos CNAEs e do faturamento.

37) Jogador pode pagar imposto somente pelo Simples Nacional?

Não necessariamente. Ele pode possuir rendimentos pessoais e empresariais tributados de formas diferentes.

38) Jogador pode usar o Fator R?

Depende do enquadramento tributário das atividades exercidas pela empresa.

39) Jogador pode optar pelo Lucro Presumido?

Sim, desde que o regime seja permitido e adequado à estrutura da empresa.

40) Jogador de futebol precisa de contador?

Sim, quando possui uma empresa convencional e diferentes fontes de receita.

Conclusão

Jogador de futebol não pode ser MEI.

A atividade profissional de atleta não está entre as ocupações autorizadas para o Microempreendedor Individual.

O CNAE 9319-1/99 abrange atletas que atuam por conta própria, mas não pode ser utilizado no MEI.

Isso não impede que o jogador abra outro tipo de empresa.

Ele pode constituir uma Sociedade Limitada Unipessoal e enquadrá-la como Microempresa, conforme o faturamento.

O CNPJ pode ser utilizado para atividades empresariais legítimas, como publicidade, patrocínios, licenciamento de imagem, eventos, cursos e determinadas atividades esportivas autônomas.

Entretanto, o salário recebido pelo contrato especial de trabalho esportivo não deve ser artificialmente transferido para a empresa.

Também é necessário separar o direito de imagem da remuneração pelo trabalho realizado no clube.

Cada contrato precisa possuir objeto próprio, valores definidos e execução comprovável.

A escolha dos CNAEs dependerá de todas as fontes de receita do jogador.

Antes da abertura, devem ser analisados os contratos com clubes, patrocinadores, empresários e empresas estrangeiras.

Conheça nossa solução de contabilidade para jogadores de futebol.

Abra sua empresa com a contabilidade.com.

Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Empreendedor serial e CEO da Contabilidade.com, plataforma contábil completa para CNPJs. Também é sócio-fundador do Contbank, primeira solução de BPO e Gestão Financeira Simplificada com Inteligência Artificial e Open Finance. Em 2018, fundou a Wabbi Software, primeira plataforma contábil em nuvem do Brasil, posteriormente vendida à ContaAzul, onde se tornou sócio e acionista. Além da carreira empreendedora, é pesquisador, com Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e Doutorado em Psicologia pela PUC/SP. Autor de diversos livros e pesquisas sobre campos informacionais e intuição, é fundador da Associação Oriont, dedicada ao estudo da consciência. Editor e coautor do livro científico “Information Fields Theory and Applications: Quantum Communication in Physics and Biology” (Springer Nature, 2025) e autor de “Intuição: do mistério à maestria”, obra que conecta ciência, percepção e autoconhecimento. Com muita experiência na interseção entre tecnologia, finanças, psicologia e inovação, Erico Azevedo é referência em liderança, empreendedorismo e inovação organizacional no Brasil e no exterior.

Avalie este artigo

0.0

Compartilhe
Copiar link

Todas as Postagens

Ver todas as postagens
Abrir CNPJNumerólogo pode ser MEI? Descubra como abrir empresa

22/07/2026 | 26min 3s de leitura

Abrir CNPJHolding familiar pode ser MEI? Descubra como abrir empresa

22/07/2026 | 10min 49s de leitura

Abrir CNPJPalestrante pode ser MEI? Descubra como abrir empresa

22/07/2026 | 31min 46s de leitura

Abrir CNPJNutricionista pode ser MEI? Descubra como abrir empresa

22/07/2026 | 32min 59s de leitura

Abrir CNPJMúsico pode ser MEI? Descubra como abrir empresa

22/07/2026 | 34min 17s de leitura

FIQUE LIGADOAssine nossa newsletter com conteúdo exclusivo.

Informe seu e-mail e teste grátis!

Novo app de contabilidade disponível para iOS e Android

Sua tranquilidade nossas responsabilidade, projetamos sempre com inovação nossos produtos digitais e com as melhores tecnologias do mercado.

Ficou com alguma dúvida?

Preencha as informações ao lado que logo entraremos em contato com você.