DARE: o que é, como funciona e aplicação na contabilidade

O DARE (Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais) é a guia utilizada para pagamento de tributos estaduais no Brasil. Ele integra o Guia da...

Publicado em16/04/2026

Atualizado em17/04/2026

Tempo leitura3min 56s

PorErico Azevedo

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DARE: o que é, como funciona e aplicação na contabilidade

O DARE (Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais) é a guia utilizada para pagamento de tributos estaduais no Brasil. Ele integra o Guia da Contabilidade como um dos principais instrumentos de recolhimento fiscal no âmbito estadual.

Neste verbete

Definição

O DARE é a guia oficial utilizada para o recolhimento de tributos, taxas e multas estaduais. Ele reúne as informações necessárias para que pessoas físicas ou jurídicas paguem obrigações junto à Secretaria da Fazenda (Sefaz) de cada estado.

Na prática, funciona como um equivalente estadual do DARF, sendo utilizado principalmente para tributos como ICMS.

Contexto e aplicação

O DARE é utilizado para o pagamento de receitas estaduais dentro do próprio estado (operações internas). Ele é emitido diretamente nos portais da Sefaz e pode variar de acordo com a unidade federativa (ex: DARE-SP, DARE-SC).

Em muitos estados, como São Paulo, o DARE substituiu a antiga Guia de Arrecadação de Receitas Estaduais (GARE), modernizando o processo de pagamento.

Entre os principais tributos pagos via DARE estão:

  • ICMS (inclusive substituição tributária);
  • IPVA;
  • ITCMD;
  • Taxas estaduais e serviços públicos;
  • Dívida ativa estadual.

Como funciona na prática

Para utilizar o DARE, o contribuinte deve acessar o site da Secretaria da Fazenda do estado correspondente, informar os dados da operação e gerar a guia de pagamento.

O processo normalmente envolve:

  • Seleção do tipo de tributo;
  • Preenchimento de dados fiscais (CNPJ/CPF, período, valor);
  • Geração do documento com código de barras ou QR Code;
  • Pagamento por banco, aplicativo ou PIX.

É importante destacar a diferença entre DARE e GNRE:

  • DARE: usado para tributos dentro do estado;
  • GNRE: usado para operações interestaduais.

Exemplo prático

ICMS de importação:

Uma empresa importa uma máquina e precisa recolher o ICMS na entrada da mercadoria no estado. Para isso, emite um DARE e realiza o pagamento antes da liberação da carga.

IPVA em atraso:

Um contribuinte com IPVA vencido acessa o site da Sefaz estadual, emite o DARE atualizado com juros e multa e realiza o pagamento para regularizar o veículo.

Diferencial de alíquota (DIFAL):

Uma empresa vende para outro estado e precisa recolher a diferença do ICMS. O pagamento é feito via DARE no estado de destino.

Importância na contabilidade e na gestão

O DARE é essencial para garantir o cumprimento das obrigações fiscais estaduais. Seu uso correto evita multas, juros e problemas com o fisco.

Além disso, ele contribui para:

  • Manter a empresa regular perante a Sefaz;
  • Evitar bloqueios de operações fiscais;
  • Garantir a emissão correta de documentos fiscais;
  • Facilitar o controle tributário da empresa.

Veja também

Referências

Nota editorial

Este verbete faz parte do Guia da Contabilidade da contabilidade.com e tem caráter informativo e educacional. Para decisões contábeis, fiscais e societárias, consulte um contador.

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Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Erico Azevedo é fundador da Contabilidade.com e da BPO Suite. Engenheiro e empresário contábil, com mestrado e doutorado pela Unicamp, foi cofundador da Wabbi Software, posteriormente incorporada à Contaazul e adquirida pelo grupo norueguês Visma em um dos maiores negócios da história do SaaS brasileiro. Hoje, dedica-se a construir soluções de contabilidade digital e BPO financeiro para empresários contábeis, micro, pequenas e médias empresas.

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