O Simples Nacional é um regime tributário criado para simplificar a rotina de microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP). Na prática, ele centraliza a apuração mensal no PGDAS-D e o pagamento em uma única guia, o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).
Se você quer entender de forma objetiva como funciona de verdade no dia a dia (sem teoria demais), este guia é para você. Para comparar cenários com números, comece pela nossa Calculadora de Impostos ou fale com um especialista: fale com nosso time.
Índice do conteúdo
- O que é o Simples Nacional
- Quem pode optar (ME, EPP e requisitos)
- Quais impostos entram no DAS
- Como funciona na prática: passo a passo mensal
- Anexos do Simples: como descobrir o seu
- Como calcular o DAS (RBT12 e alíquota efetiva)
- Pontos de atenção: Fator R, ICMS/ISS fora do DAS e retenções
- Simples Nacional e Reforma Tributária (2026 em diante)
- Links úteis do nosso cluster de Simples Nacional
- FAQ: dúvidas comuns
- Conclusão e próximos passos
- Referências oficiais
O que é o Simples Nacional
O Simples Nacional é um regime de arrecadação unificada para empresas de menor porte. Em vez de apurar vários tributos separadamente, a empresa apura a receita do mês no PGDAS-D e gera uma guia única, o DAS.
Importante: o Simples não é “sempre o mais barato”. Ele costuma ser excelente quando há coerência entre CNAE, anexo, faixa de faturamento e estrutura de custos. Se você quer comparar com números, use a Calculadora de Impostos.
Quem pode optar (ME, EPP e requisitos)
Em regra, podem optar pelo Simples Nacional as empresas enquadradas como:
- Microempresa (ME): até R$ 360 mil/ano
- Empresa de Pequeno Porte (EPP): até R$ 4,8 milhões/ano
Além do faturamento, existem vedações por atividade, estrutura societária e pendências fiscais. Para verificar rapidamente, veja: Quem pode e quem não pode optar pelo Simples.
Quer validar seu CNAE antes de decidir? Confira: CNAE no Simples Nacional.
Quais impostos entram no DAS
O DAS pode englobar tributos federais, estaduais e municipais (conforme o caso), incluindo: IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins, IPI, ICMS, ISS e CPP (Contribuição Patronal Previdenciária).
Na rotina do empreendedor, a vantagem é clara: você concentra a apuração e paga uma guia mensal. Mas atenção: algumas situações podem exigir recolhimentos “por fora” do DAS (explico mais abaixo).
Como funciona na prática: passo a passo mensal
Aqui está o fluxo real do Simples Nacional em uma empresa de prestação de serviços (o padrão do nosso público PJ):
- Emita as notas fiscais do mês (e organize receitas por atividade, se tiver mais de um CNAE/atividade). Se você emite NFS-e, vale ter um certificado digital ativo quando o município exigir.
- Feche o faturamento do mês e separe por tipo de receita (serviço, comércio, exportação, etc.).
- Acesse o PGDAS-D e informe as receitas do período. Veja também: PGDAS-D: passo a passo.
- O sistema calcula o DAS com base no seu RBT12 e no anexo correspondente.
- Gere a guia DAS e programe o pagamento até o dia 20 do mês seguinte (quando cair em fim de semana/feriado, vai para o próximo dia útil). Veja: DAS: emitir, pagar e parcelar.
- Arquive as apurações (notas, relatórios, recibos e comprovantes). Isso reduz risco de autuação e facilita retificação se necessário.
Se você quer “atalhar” e evitar erros de apuração, fale com um especialista: fale com nosso time.
Anexos do Simples: como descobrir o seu
O Simples Nacional tem 5 anexos (I a V). O seu anexo depende do CNAE e, em alguns casos, do Fator R. É aqui que muitas empresas erram: não basta “ser Simples”, você precisa estar no anexo certo.
Para entender cada anexo e ver exemplos por atividade, confira: Anexos do Simples Nacional.
Como calcular o DAS (RBT12 e alíquota efetiva)
O cálculo do DAS parte do RBT12 (Receita Bruta Total acumulada nos últimos 12 meses) e aplica as regras da tabela do seu anexo. A forma correta de pensar é pela alíquota efetiva (e não apenas pela alíquota “da faixa”).
Em linguagem simples: a alíquota efetiva é o resultado do seu faturamento acumulado entrando na tabela, considerando a “parcela a deduzir”. Para ver o passo a passo com fórmulas e exemplos: Como calcular o DAS.
Se você quer simular em 1 minuto (Simples x Presumido x Real), use: Calculadora de Impostos.
Pontos de atenção: Fator R, ICMS/ISS fora do DAS e retenções
1) Fator R (principal ponto em serviços)
Em muitas atividades de serviço, o Fator R pode reduzir muito a carga tributária ao permitir migração do Anexo V para o Anexo III. Veja: Fator R: como calcular e Fator R: exemplos práticos.
2) ICMS e ISS podem “sair do DAS”
Dependendo do faturamento e de regras específicas (incluindo sublimites e operações), pode haver recolhimentos de ICMS/ISS em guias separadas. Entenda: RBT12 e quando ISS/ICMS saem do DAS.
3) Retenções e outras guias “paralelas”
Mesmo no Simples, sua empresa pode ter obrigações como retenções em certas contratações, além de INSS e IRPF sobre pró-labore. O ideal é ter uma rotina contábil organizada para não pagar imposto errado.
Simples Nacional e Reforma Tributária (2026 em diante)
A Reforma Tributária inicia transição em 2026 e traz impactos principalmente em cenários B2B, por causa da lógica de créditos no novo modelo (CBS/IBS). O Simples não “acaba”, mas a competitividade em algumas cadeias pode mudar.
Para um empreendedor PJ, o mais importante é: evitar regra geral e simular por cenário (tipo de cliente, ticket, mix B2B/B2C). Comece pela: Calculadora de Impostos e valide com especialistas: fale com nosso time.
Links úteis sobre o Simples Nacional
- Simples Nacional (Pilar): guia completo
- Anexos do Simples
- Como calcular o DAS
- PGDAS-D: passo a passo
- Fator R
- Limite e sublimites
- DAS: emitir, pagar e parcelar
- Guia da Contabilidade (Glossário)
FAQ: dúvidas comuns
1) O Simples Nacional é sempre o mais barato?
Não. Ele pode ser excelente, mas depende do seu CNAE, anexo, RBT12, Fator R (em serviços) e estrutura de custos. Para comparar com números, use a Calculadora de Impostos.
2) O que é o DAS e quando vence?
O DAS é a guia mensal do Simples Nacional. Em regra, vence no dia 20 do mês seguinte à apuração. Veja: DAS: emissão e pagamento.
3) O que é PGDAS-D?
É o sistema em que a empresa informa as receitas do mês para apurar e gerar o DAS. Passo a passo: PGDAS-D.
4) Como saber meu anexo?
Você precisa validar CNAE e regras do Simples. Comece por: CNAE no Simples e Anexos.
5) O que mais muda o imposto no Simples para prestadores de serviço?
Normalmente: Fator R, RBT12, receita por atividade (mais de um CNAE) e situações em que ISS/ICMS saem do DAS.
Conclusão e próximos passos
O Simples Nacional funciona bem quando você entende o “jogo real”: anexo correto, RBT12, apuração mensal no PGDAS-D e pagamento do DAS no prazo. O próximo passo mais inteligente é simular seu cenário e validar com um especialista.
Simule agora na Calculadora de Impostos e, se quiser ajuda, fale com nosso time: fale com um especialista da contabilidade.com.
Referências oficiais
- Portal do Simples Nacional – Receita Federal
- Lei Complementar 123/2006 – Planalto
- Perguntas e Respostas do Simples Nacional – Receita Federal

