Simples Nacional na Reforma Tributária: o que muda, como funciona o modelo híbrido e como se preparar

O Simples Nacional continuará existindo após a Reforma Tributária, mas com mudanças importantes que impactam diretamente a forma de tributar,...

Publicado em13/04/2026

Atualizado em13/04/2026

Tempo leitura5min 17s

PorErico Azevedo

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Simples Nacional na Reforma Tributária: o que muda, como funciona o modelo híbrido e como se preparar

O Simples Nacional continuará existindo após a Reforma Tributária, mas com mudanças importantes que impactam diretamente a forma de tributar, emitir nota fiscal e competir no mercado — especialmente para empresas que vendem para outras empresas (B2B).

Neste guia completo, você vai entender o que muda no Simples Nacional, como funciona o modelo híbrido com IBS e CBS, como isso impacta sua nota fiscal e qual decisão pode fazer sua empresa pagar menos impostos.

Índice do conteúdo

O que muda no Simples Nacional com a Reforma Tributária

O Simples Nacional será mantido, mas passará a conviver com um novo sistema baseado no IBS e CBS, substituindo tributos como ISS, ICMS, PIS e Cofins.

Entenda o cenário completo na Reforma Tributária 2026–2033.

Principais mudanças no Simples Nacional

PontoO que muda
EstruturaSimples Nacional continua com DAS
TributosEntrada de IBS e CBS
Nota fiscalObrigatoriedade de destaque de impostos
CréditosFim do crédito presumido (ex: 9,25%)
Decisão tributáriaEscolha semestral (modelo híbrido ou não)

O que é o Simples Nacional híbrido

O Simples Nacional híbrido é um novo modelo onde a empresa continua no Simples, mas calcula IBS e CBS fora do DAS, usando lógica de crédito e débito.

Isso aproxima o Simples dos regimes como Lucro Presumido e Lucro Real.

Como funciona na prática

  • Continua pagando DAS para IRPJ, CSLL e CPP
  • IBS e CBS passam a ser calculados separadamente
  • Empresa passa a gerar crédito integral para clientes
  • Pode tomar crédito sobre compras

Para entender o impacto nos impostos, veja também como calcular IBS e CBS na prática.

Impacto na nota fiscal (IBS e CBS)

A maior mudança operacional está na nota fiscal. A partir da Reforma, será obrigatório destacar IBS e CBS em cada operação.

Isso impacta diretamente o uso do Emissor Nacional de NFS-e.

Novos elementos da nota fiscal

  • NBS (classificação de serviço)
  • cClassTrib (classificação tributária)
  • Destaque de IBS e CBS

Veja também:

Simples Nacional x Híbrido: comparação

ModeloVantagensDesvantagens
Simples Nacional tradicionalBaixa carga tributária
Menos burocracia
DAS unificado
Pouco crédito para clientes
Menor competitividade B2B
Simples Nacional híbridoGera crédito integral
Maior competitidade B2B
Carga tributária maior
Mais complexidade

Exemplo prático (Simples Nacional na prática)

Cenário:

  • Serviço: R$ 10.000
  • Cliente: empresa (PJ)

Simples Nacional tradicional

Crédito gerado: aproximadamente 1%

Cliente recebe: R$ 100

Simples Nacional híbrido

Crédito estimado: 27%

Cliente recebe: R$ 2.700

Esse é o principal fator de mudança de competitividade no Simples Nacional.

Quem será mais impactado

Mais impactados:

  • Empresas B2B
  • Prestadores de serviço para grandes empresas

Menos impactados:

  • Empresas B2C (cliente pessoa física)
  • Empresas do próprio Simples Nacional
  • Exportadores de serviços

Como se preparar

  • Simular cenários entre Simples e híbrido
  • Revisar precificação
  • Entender impacto na nota fiscal
  • Garantir regularidade fiscal

Use também a calculadora de impostos para comparar cenários.

FAQ – Simples Nacional na Reforma Tributária

1) O Simples Nacional vai acabar?
Não. O regime continua, mas com mudanças operacionais importantes.

2) O que é o Simples Nacional híbrido?
É o modelo que permite calcular IBS e CBS fora do DAS.

3) Vai mudar a nota fiscal?
Sim. Será obrigatório destacar IBS e CBS.

4) Quem precisa se preocupar mais?
Empresas que vendem para outras empresas (B2B).

5) Vale a pena sair do Simples?
Depende. Compare cenários com apoio contábil.

6) O Simples Nacional ainda é vantajoso?
Sim, principalmente para empresas B2C e serviços com baixo crédito tributário.

Conclusão

O Simples Nacional continua sendo um dos regimes mais relevantes do Brasil, mas a Reforma Tributária muda completamente a lógica de competitividade e crédito.

A decisão entre permanecer no Simples tradicional ou migrar para o modelo híbrido será estratégica — e pode impactar diretamente seu faturamento.

Se você quer entender qual o melhor caminho, fale com nossos especialistas e tome uma decisão baseada em dados.

Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Erico Azevedo é fundador da Contabilidade.com e da BPO Suite. Engenheiro e empresário contábil, com mestrado e doutorado pela Unicamp, foi cofundador da Wabbi Software, posteriormente incorporada à Contaazul e adquirida pelo grupo norueguês Visma em um dos maiores negócios da história do SaaS brasileiro. Hoje, dedica-se a construir soluções de contabilidade digital e BPO financeiro para empresários contábeis, micro, pequenas e médias empresas.

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