MEI x Simples Nacional: tabela comparativa completa e como escolher em 2026

MEI x Simples Nacional: tabela comparativa completa e como escolher em 2026

Publicado em16/01/2026

Tempo leitura13min 27s

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Se você está em dúvida entre MEI e Simples Nacional, o ponto principal é entender que eles não são a mesma coisa: o MEI é um modelo empresarial simplificado (enquadrado no SIMEI) e o Simples Nacional é um regime tributário para Microempresa (ME) e Empresa de Pequeno Porte (EPP), com regras e obrigações mais amplas.

Em termos práticos: o MEI costuma ser ideal para quem está começando com operação simples e faturamento menor. Já o Simples Nacional (ME/EPP) faz mais sentido para quem precisa crescer, contratar, emitir nota fiscal com frequência e operar com uma estrutura mais completa.

Para aprofundar sua decisão (vantagens, desvantagens, regras e exemplos), consulte também nossos conteúdos complementares:

Se você quer “sair do achismo” e comparar valores de forma objetiva, use também nossa ferramenta: calculadora de impostos da contabilidade.com.

Índice do artigo (MEI x Simples Nacional)

Resumo rápido: MEI ou Simples Nacional?

Se você quer uma regra prática para decidir:

  • MEI costuma fazer sentido quando a operação é simples, você atua sozinho, a atividade é permitida e o faturamento fica dentro do limite.
  • Simples Nacional (ME/EPP) costuma fazer sentido quando você precisa crescer, emitir notas com frequência, contratar, ter sócio ou quando sua atividade não pode ser MEI.

Quer entender o Simples sem complicação? Veja também: o que é Simples Nacional e como funciona na prática.

O que é MEI (SIMEI) e como funciona

O MEI (Microempreendedor Individual) é uma forma simplificada de abrir empresa para quem trabalha por conta própria e quer formalizar a atividade com menos burocracia. Ao se registrar como MEI, o empreendedor entra no SIMEI, um enquadramento dentro do Simples Nacional com regras próprias.

O MEI costuma funcionar bem para quem:

  • atua sozinho (sem sócios);
  • tem operação simples;
  • exerce uma atividade permitida ao MEI;
  • quer pagar tributo mensal em valor fixo (DAS-MEI);
  • precisa de formalização rápida para emitir nota fiscal quando necessário.

O que é Simples Nacional e como funciona

O Simples Nacional é um regime tributário criado para facilitar o recolhimento de impostos de micro e pequenas empresas. Ele reúne tributos em uma única guia (o DAS) e usa tabelas (os Anexos) para definir alíquotas conforme atividade (CNAE) e faturamento.

Se você quer o passo a passo do dia a dia (apuração, emissão e regras), veja: como calcular o DAS do Simples Nacional e PGDAS-D: passo a passo para apurar e emitir o DAS.

Limites de faturamento (MEI x Simples) e o que acontece ao ultrapassar

Limite do MEI

O MEI possui limite anual de faturamento de R$ 81.000 (média mensal de R$ 6.750). Se a receita ultrapassar o limite, pode ser necessário desenquadrar e migrar para outro formato (geralmente ME no Simples Nacional).

Limite do Simples Nacional (ME/EPP)

No Simples Nacional, o limite anual é de R$ 4.800.000. Além disso, existe um ponto de atenção importante: o tema de limites e sublimites (principalmente para ICMS e ISS), que pode alterar a forma de recolhimento.

Para entender com exemplos (e evitar erro caro), veja: limite e sublimites do Simples Nacional e RBT12: quando ISS e ICMS saem do DAS e o que fazer se ultrapassar.

CNAE e atividades: quem pode ser MEI e quem entra no Simples

Nem toda atividade pode ser MEI. Já no Simples, existe um leque maior de CNAEs permitidos, mas também existem regras, vedações e impeditivos. O erro mais comum aqui é escolher o CNAE errado e operar no regime errado.

Para tomar a decisão com segurança, use estes dois guias:

Impostos e DAS: fixo (MEI) x percentual (Simples)

A diferença mais sentida no bolso é esta:

  • No MEI, você paga o DAS-MEI em valor fixo, com INSS e um tributo conforme a atividade (ISS ou ICMS).
  • No Simples Nacional, o DAS é um percentual sobre o faturamento e varia conforme o Anexo e a faixa de receita.

Para evitar pagar errado (ou pagar mais do que deveria), consulte: como emitir, pagar e parcelar o DAS do Simples.

Anexos do Simples e Fator R (por que isso muda a conta)

Se você presta serviços, o Simples Nacional pode variar bastante entre Anexo III e Anexo V — e é aqui que muitos empreendedores erram. O Fator R é uma regra que pode fazer a empresa “migrar” de anexo e, com isso, reduzir ou aumentar a alíquota efetiva.

Quando escolher MEI

O MEI costuma ser a melhor escolha quando você quer formalizar com baixo custo e menor burocracia. Em geral, faz sentido se você:

  • atua sozinho e não pretende ter sócio agora;
  • tem atividade permitida ao MEI;
  • fatura abaixo do limite anual;
  • quer imposto fixo e previsível;
  • quer testar o negócio antes de virar ME/EPP.

Quando escolher Simples Nacional

O Simples Nacional tende a fazer mais sentido quando o seu objetivo é operar com estrutura e crescer. Você deve considerar Simples (ME/EPP) se:

  • sua atividade não pode ser MEI;
  • você quer ter sócio;
  • precisa contratar mais pessoas;
  • vai faturar acima do limite do MEI;
  • atende empresas (B2B) e precisa emitir NF com frequência;
  • quer ter previsibilidade e planejamento tributário.

Para entender quando o Simples pode não ser o melhor caminho (e os riscos de exclusão), veja: quem deveria evitar o Simples Nacional em 2026.

Quando migrar do MEI para o Simples Nacional

A migração (ou desenquadramento) acontece quando o MEI deixa de “comportar” sua operação. Os gatilhos mais comuns são:

  • ultrapassar o limite de faturamento do MEI;
  • contratar mais de 1 funcionário;
  • incluir atividade não permitida no MEI;
  • entrar com sócio (ou participar de outra empresa);
  • crescer e precisar de estrutura fiscal/contábil mais robusta.

Para se aprofundar nos riscos e prazos de regularização, veja: desenquadramento do Simples Nacional: causas, prazos e como regularizar.

Desenquadramento: erros comuns e como evitar dor de cabeça

O que mais gera problema não é “escolher MEI ou Simples”, e sim operar no regime errado ou sem controle. Erros comuns:

  • faturar acima do permitido e só perceber tarde;
  • CNAE incompatível com a atividade real;
  • apurar DAS errado (principalmente com serviços e anexos);
  • débitos não regularizados, que podem impedir opção e gerar exclusão;
  • não acompanhar limites e sublimites (ICMS/ISS fora do DAS).

Para organizar o entendimento tributário do seu negócio, você também pode consultar nosso glossário: Guia da Contabilidade: glossário completo.

Tabela comparativa (resumo final): MEI x Simples Nacional

CritérioMEI (SIMEI)Simples Nacional (ME/EPP)Na prática: o que isso muda
O que éModelo empresarial simplificado para empreendedor individualRegime tributário para micro e pequenas empresas (ME/EPP)MEI costuma servir para começar; Simples é para operar e crescer com estrutura
Limite de faturamentoAté R$ 81 mil/anoAté R$ 4,8 milhões/anoAo crescer, o MEI deixa de ser possível e a migração vira parte do planejamento
Atividades (CNAE)Lista restritaMais amplo (com vedações)Muitas atividades que não podem ser MEI entram no Simples
SóciosNão permitePermite (conforme regras)Se vai abrir com sócio, MEI não se aplica
FuncionáriosAté 1 CLTSem limite específicoPara escalar operação com equipe, o Simples é mais compatível
Tributos (DAS)Valor fixo mensal (DAS-MEI)% sobre faturamento (PGDAS-D)No Simples, o cálculo depende de anexo, faixa e faturamento (RBT12)
Anexos / Fator RNão se aplicaAplicável (impacta alíquota efetiva)Para serviços, Fator R pode mudar o anexo e o valor de imposto
ContabilidadeNormalmente não obrigatóriaRecomendada e, na prática, essencialMais controle mensal para apurar DAS corretamente e evitar riscos

FAQ: dúvidas frequentes sobre MEI e Simples Nacional

1) MEI é Simples Nacional?
Sim. O MEI faz parte do Simples Nacional, mas no enquadramento SIMEI, com regras próprias e tributo fixo.

2) Qual é o limite de faturamento do MEI e do Simples Nacional?
MEI: R$ 81.000/ano. Simples Nacional (ME/EPP): R$ 4.800.000/ano.

3) O Simples Nacional sempre paga menos imposto?
Não necessariamente. Depende do CNAE, anexo, faturamento, estrutura e (para serviços) do Fator R. Para entender quando compensa: guia prático 2026.

4) Como saber se meu CNPJ é MEI ou Simples?
Você pode consultar a opção pelo Simples. Veja o passo a passo: consulta optantes do Simples Nacional.

5) O que acontece se eu ultrapassar o limite do MEI?
Você pode precisar desenquadrar e migrar para ME (Simples) ou outro regime, dependendo do caso e do quanto ultrapassou. Para entender prazos e o que fazer: guia de desenquadramento do Simples.

Conclusão: qual escolher em 2026

O MEI é uma porta de entrada para formalização com simplicidade, ideal para quem está começando e se mantém dentro das regras. O Simples Nacional (ME/EPP) é o caminho natural para quem quer crescer com estrutura, mas exige mais controle de faturamento, CNAE, apuração e obrigações.

Para decidir com segurança, use o nosso cluster principal: guia completo do Simples Nacional e, se quiser simular valores, utilize: calculadora de impostos.

Quer confirmar o melhor regime para o seu caso?

A escolha entre MEI e Simples Nacional depende do seu faturamento, da sua atividade (CNAE) e do seu plano de crescimento. Para tomar a decisão com segurança (e evitar desenquadramento), fale com nosso time: fale com um especialista da contabilidade.com.

Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Empreendedor serial e CEO da Contabilidade.com, plataforma contábil completa para CNPJs. Também é sócio-fundador do Contbank, primeira solução de BPO e Gestão Financeira Simplificada com Inteligência Artificial e Open Finance. Em 2018, fundou a Wabbi Software, primeira plataforma contábil em nuvem do Brasil, posteriormente vendida à ContaAzul, onde se tornou sócio e acionista. Além da carreira empreendedora, é pesquisador, com Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e Doutorado em Psicologia pela PUC/SP. Autor de diversos livros e pesquisas sobre campos informacionais e intuição, é fundador da Associação Oriont, dedicada ao estudo da consciência. Editor e coautor do livro científico “Information Fields Theory and Applications: Quantum Communication in Physics and Biology” (Springer Nature, 2025) e autor de “Intuição: do mistério à maestria”, obra que conecta ciência, percepção e autoconhecimento. Com muita experiência na interseção entre tecnologia, finanças, psicologia e inovação, Erico Azevedo é referência em liderança, empreendedorismo e inovação organizacional no Brasil e no exterior.

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