Limite do Simples Nacional 2026: faturamento, sublimites e desenquadramento

Limite do Simples Nacional 2026: faturamento, sublimites e desenquadramento

Publicado em11/06/2026

Tempo leitura10min 19s

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O limite do Simples Nacional 2026 é de R$ 4,8 milhões de receita bruta anual. Além desse teto geral, empresas que ultrapassam determinados sublimites podem continuar no Simples Nacional, mas passam a recolher ISS e ICMS fora do DAS. Quando o excesso é maior, ocorre o desenquadramento obrigatório do regime.

Este conteúdo integra o artigo principal Simples Nacional 2026: guia completo de anexos, Fator R, limites e DAS, onde explicamos as regras completas do regime, cálculo do DAS, anexos, Fator R e principais cuidados para empresas optantes.

Como os limites e sublimites impactam diretamente a tributação da empresa, consulte também nosso guia sobre regime tributário.

Neste artigo você vai entender

Qual é o limite do Simples Nacional em 2026

O limite geral do Simples Nacional em 2026 é de R$ 4,8 milhões por ano. Esse valor é usado para definir se a empresa pode permanecer no regime ou se precisa migrar para outro enquadramento tributário.

Na prática, a empresa precisa acompanhar mensalmente sua receita bruta acumulada para saber se está se aproximando do teto, se ultrapassou sublimites ou se já existe risco de desenquadramento.

Para entender o regime como um todo, veja também Simples Nacional 2026: o que é, quem pode optar, limite, DAS e como funciona.

Limite para ME, EPP e MEI

O limite varia conforme o tipo de empresa:

Tipo de empresaLimite de faturamentoObservação
MEIAté R$ 81.000,00 por anoPossui regras próprias e DAS fixo mensal
Microempresa (ME)Até R$ 360.000,00 por anoPode optar pelo Simples se cumprir os demais requisitos
Empresa de Pequeno Porte (EPP)De R$ 360.000,01 até R$ 4.800.000,00 por anoDeve acompanhar também os sublimites de ISS e ICMS

Para entender quem pode entrar no regime, leia quem pode optar pelo Simples Nacional em 2026.

O que é RBT12

A RBT12 é a receita bruta acumulada dos últimos 12 meses. Ela é usada para definir faixa de tributação, alíquota efetiva, sublimites e risco de desenquadramento.

Não basta olhar apenas o faturamento do mês. O Simples Nacional considera o acumulado dos últimos 12 meses para calcular o imposto e verificar se a empresa ultrapassou limites.

Para aprofundar o cálculo, veja como calcular a RBT12 no Simples Nacional.

O que são os sublimites do Simples Nacional

Os sublimites são faixas internas do Simples Nacional que afetam principalmente o recolhimento de ISS e ICMS.

Em 2026, o sublimite mais relevante é de R$ 3,6 milhões. Quando a empresa ultrapassa esse patamar, pode continuar no Simples Nacional, mas o ISS e o ICMS podem deixar de ser recolhidos dentro do DAS e passar a ser pagos em guias próprias.

Isso significa que a empresa continua simplificada para tributos federais, mas passa a ter mais obrigações fiscais em relação ao estado e ao município.

Quando ISS e ICMS saem do DAS

O ISS e o ICMS podem sair do DAS quando a empresa ultrapassa sublimites ou quando a própria legislação exige recolhimento separado, como em casos de substituição tributária, DIFAL, retenções ou regras municipais específicas.

Para prestadores de serviço, o impacto principal costuma ocorrer no ISS. Para empresas comerciais ou industriais, a atenção maior costuma estar no ICMS.

Para entender os detalhes, consulte ISS no Simples Nacional e ICMS no Simples Nacional.

Quando ocorre o desenquadramento do Simples Nacional

O desenquadramento do Simples Nacional ocorre quando a empresa deixa de cumprir as regras do regime. No caso do limite de faturamento, isso acontece quando a empresa ultrapassa o teto anual permitido.

A regra prática é:

  • até R$ 4,8 milhões: empresa pode permanecer no Simples Nacional, observando sublimites;
  • acima de R$ 4,8 milhões: pode ocorrer desenquadramento do regime;
  • excesso de até 20%: em geral, os efeitos podem ocorrer a partir do ano seguinte;
  • excesso superior a 20%: pode haver desenquadramento mais imediato, conforme a situação.

Para entender causas, prazos e regularização, veja desenquadramento do Simples Nacional 2026.

Exemplos práticos de excesso de limite

Veja alguns cenários comuns:

CenárioExemploPossível efeito
Empresa abaixo do sublimiteRBT12 de R$ 2,5 milhõesPermanece no Simples com recolhimento padrão pelo DAS
Empresa acima do sublimiteRBT12 de R$ 3,8 milhõesPode ter ISS e ICMS fora do DAS
Empresa acima do limite geralReceita acima de R$ 4,8 milhõesPode ser desenquadrada do Simples Nacional
Excesso superior a 20%Receita acima de R$ 5,76 milhõesRisco de desenquadramento com efeito mais imediato

Para uma explicação mais detalhada com regras e exemplos, consulte limite e sublimites do Simples Nacional 2026.

Como evitar problemas com o limite do Simples

A melhor forma de evitar problemas é acompanhar o faturamento todos os meses, projetar o crescimento da empresa e simular o impacto de uma possível mudança de regime.

Alguns cuidados importantes são:

  • acompanhar a RBT12 mensalmente;
  • projetar faturamento até o fim do ano;
  • verificar se ISS ou ICMS podem sair do DAS;
  • analisar se o Simples continua vantajoso;
  • comparar com Lucro Presumido e Lucro Real quando a empresa crescer;
  • manter impostos e obrigações fiscais em dia.

Para comparar cenários, veja Simples Nacional x Lucro Presumido, Simples Nacional x Lucro Real e quando o Simples Nacional fica caro.

Como consultar se a empresa continua no Simples

Além de acompanhar o faturamento, é importante consultar periodicamente se a empresa continua optante pelo regime.

Essa verificação pode ser feita pelo CNPJ, no portal oficial de optantes do Simples Nacional.

Veja o passo a passo em consulta optantes do Simples Nacional.

FAQ - Perguntas frequentes sobre limite do Simples Nacional 2026

1. Qual é o limite do Simples Nacional em 2026?

O limite geral é de R$ 4,8 milhões de receita bruta anual.

2. Qual é o limite do MEI em 2026?

O limite do MEI é de R$ 81 mil por ano, seguindo as regras atuais do regime.

3. Qual é o limite da Microempresa no Simples Nacional?

A Microempresa pode faturar até R$ 360 mil por ano.

4. Qual é o limite da EPP no Simples Nacional?

A Empresa de Pequeno Porte pode faturar acima de R$ 360 mil e até R$ 4,8 milhões por ano.

5. O que é sublimite do Simples Nacional?

Sublimite é uma faixa interna do regime que pode fazer ISS e ICMS saírem do DAS, mesmo que a empresa continue no Simples Nacional.

6. Qual é o sublimite do Simples Nacional em 2026?

O sublimite relevante é de R$ 3,6 milhões para fins de recolhimento de ISS e ICMS, conforme as regras aplicáveis.

7. O que acontece se ultrapassar R$ 4,8 milhões?

A empresa pode ser desenquadrada do Simples Nacional e precisar migrar para outro regime tributário.

8. O que acontece se ultrapassar R$ 5,76 milhões?

Esse valor representa excesso superior a 20% do limite geral, podendo gerar efeitos mais imediatos no desenquadramento.

9. Ultrapassar o sublimite tira a empresa do Simples?

Não necessariamente. A empresa pode continuar no Simples Nacional, mas ISS e ICMS podem passar a ser recolhidos fora do DAS.

10. Como saber se estou perto do limite?

Acompanhe mensalmente a RBT12, ou seja, a receita bruta acumulada dos últimos 12 meses.

Precisa acompanhar o limite do Simples Nacional?

O limite do Simples Nacional 2026 é um dos principais pontos de atenção para empresas em crescimento. Ultrapassar sublimites pode mudar a forma de recolher ISS e ICMS, enquanto ultrapassar o limite geral pode levar ao desenquadramento.

Por isso, acompanhar a RBT12, simular cenários e planejar a migração tributária com antecedência evita multas, recolhimentos incorretos e surpresas fiscais.

Se precisar de apoio técnico, consulte um contador.

Fale com nosso time de especialistas pelo WhatsApp.

Para aprofundar, acesse também o guia completo do Simples Nacional 2026.

Erico Azevedo

Escrito por:

Erico Azevedo

Empreendedor serial e CEO da Contabilidade.com, plataforma contábil completa para CNPJs. Também é sócio-fundador do Contbank, primeira solução de BPO e Gestão Financeira Simplificada com Inteligência Artificial e Open Finance. Em 2018, fundou a Wabbi Software, primeira plataforma contábil em nuvem do Brasil, posteriormente vendida à ContaAzul, onde se tornou sócio e acionista. Além da carreira empreendedora, é pesquisador, com Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e Doutorado em Psicologia pela PUC/SP. Autor de diversos livros e pesquisas sobre campos informacionais e intuição, é fundador da Associação Oriont, dedicada ao estudo da consciência. Editor e coautor do livro científico “Information Fields Theory and Applications: Quantum Communication in Physics and Biology” (Springer Nature, 2025) e autor de “Intuição: do mistério à maestria”, obra que conecta ciência, percepção e autoconhecimento. Com muita experiência na interseção entre tecnologia, finanças, psicologia e inovação, Erico Azevedo é referência em liderança, empreendedorismo e inovação organizacional no Brasil e no exterior.

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